
A Senhora Historiadora Fátima Bonifácio gosta de mandar umas atoardas que deixem muita gente impressionada. Se acaba a impressionar o próprio director do jornal que lhe cede o espaço onde as escreve tanto melhor. Mais gente acaba ainda a impressionar...
Morreu João Gilberto, o pai da bossa nova e, se calhar, o baiano que inventou o Brasil. A sua morte, chorada em todo o mundo e “uma perda para o património cultural” na declaração da UNESCO foi, para Bolsonaro, simplesmente a morte uma pessoa conhecida.
Se a História fosse escrita por Bolsonaros, as Fátimas Bonifácios teriam provavelmente pouca dificuldade em explicá-la.
Manda atoardas, carregadas de racismo, mas.
ResponderEliminarMas.
Escama-lhe o racismo, se conseguires, e vê as espinhas - que, nitidamente, lhe são menos importantes que a escama. As espinhas são dolorosas porque reais: a auto-segregação de muitos, a injustiça das quotas no ensino, o racismo.
Poderia e deveria escrevê-lo de outra forma? Pois não sei, a senhora enformará por outras bitolas e daí talvez nada diferente se obteria.
Mas, sendo o poder de influência dela o que é, tendente para nulo, falar dos seus textos é ecoar-lhe os sentimentos, não?
Já Bolsonaro... depois de lhe ouvir a história do trabalho infantil, nada mas mesmo nada vindo dali me surpreenderá. Nem a queda do regime.
https://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/arbeit-macht-frei-agora-traduzido-94129
Dizem-se contra as quotas porque, segundo eles, quem está em posições de poder deve estar lá por mérito e competência. E, como todos sabemos, entre os homens brancos na Assembleia da República abunda competência. Não há um único deputado incompetente nessas condições. É tanta a competência que nunca faltam nem adormecem nem estão no Facebook em serviço. E o mesmo se pode dizer sobre gente como Trump ou Bolsonaro, que pelos vistos devem ser o supra-sumo da competência. Aliás, o Trump nunca passa um único fim de semana na Flórida a jogar golfe ou a insultar pessoas no Twitter. E o Bolsonaro nunca partilhou pornografia no Twitter.
ResponderEliminar(para os fanáticos de Trump e Bolsonaro, que adoram poluir caixas de comentários, que estejam a ler isto, façam o favor de ir ao dicionário consultar o significado da palavra "ironia")
Considero quotas em cargos públicos distinto de quotas no ensino.
ResponderEliminarConsidero as quotas um meio de acelerar processos de inclusão, mecanismos temporários, portanto. Mas para falar de inclusão "étnica-racial", preciso de perceber a que se referem...
https://sarin-nemlixivianemlimonada.blogs.sapo.pt/da-raca-do-senso-e-do-censos-90510
[O meu pedido de desculpas ao autor do postal pela publicidade não intencional; mas é mais fácil sugerir a leitura do que tentar resumir a questão]
No ensino falamos de processos que podem e devem ser corrigidos muito antes do acesso ao ensino superior, e onde as quotas podem lançar suspeição sobre a qualidade do ensino e, até, do profissional. E como seria, um membro de grupos com quotas que tivesse das melhores notas de acesso, ocuparia a quota ou esta ficaria para os que tivessem notas abaixo das médias?
Recordo-me de ouvir falar do estigma profissional associado às passagens administrativas, por exemplo... como seria com tais estudantes, posteriores profissionais?
Como disse, é diferente de considerar cargos de votação e confiança política, limitados no tempo (mesmo que passíveis de renovação),
Parece que eco foi coisa que não à faltou senhora. Já a Bolsonaro o que lhe falta já nem é vergonha, é a mínima capacidade de surpreender...
ResponderEliminarSempre desculpada. Esta casa é tua.
ResponderEliminarNão faltou mesmo - e até eu acabei por publicar sobre esta moda de fazer queixinhas ao regulador por matérias que não da sua alçada.
ResponderEliminarBolsonaro já não surpreende, nem aos próprios brasileiros.
Mas as suas experiências ameaçam sair demasiado caras.
Obrigada :)
ResponderEliminarQuando deixo uma ligação ao meu burgo sinto que estou a invadir espaço com publicidade não solicitada. Parvoíce, mas sinto :))