O Benfica disse hoje olá à nova época e adeus a Jonas, porventura o seu melhor e mais influente jogador deste século, razões suficientes para levar à Luz quase 60 mil adeptos.
O jogo é que não foi grande coisa, ainda para mais ensombrado com uma derrota, que apesar de tudo bem poderia ter sido evitada, mesmo que o Anderlecht - o convidado para a festa e agora treinado por esse grande jogador, que Vincent Company ainda é - tenha em muitos momentos do jogo sido superior. Mas, nas contas finais do jogo, o Benfica acabou por criar mais oportunidades de golo, bem suficientes para ter construído outro resultado que não a derrota (1-2). E nestas contas entra também o árbitro, Fábio Veríssimo, um velho amigo da casa, que nem em jogos destes deixa os seus créditos por mãos alheias. Desta vez fez vista grossa a dois penaltis, que deixou por assinalar a favor do seu ódio de estimação. O primeiro ainda sobre Jonas, que saiu, para os aplausos, ao minuto 10, e que bem poderia ter saído com um golo na despedida.
Bruno Lage fez alinhar 30 (!) jogadores - apresentação é apresentação! - e logo por aí se vê que o jogo não poderia dar para muito mais que mostrá-los. Poucos foram os que aproveitaram para isso mesmo, para mostrar qualidades e deixar água na boca dos adeptos. Dos novos, Chiquinho, que marcou o golo, foi o mais feliz. E Cadiz o mais azarado - saiu com uma lesão muscular logo depois de ter entrado. Raúl De Tomás (RDT, como usa no manto sagrado), soube a pouco, parecendo ainda desligado da equipa, mesmo que se tenha de reconhecer que, no período em que esteve em campo, toda a primeira parte, houve pouco de equipa. Dos que já cá estavam, mesmo no pouco tempo tiveram, mostraram-se a esperança Jota e o consagrado Pizzi.
Pior que a manta de retalhos que foram as três equipas que o Benfica apresentou estava o relvado. O novo relvado está uma lástima, ficou muito mal na apresentação e terá ainda de melhorar mais que a equipa.
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