quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Pedimos desculpa por esta interrupção. A democracia segue dentro de momentos!

Resultado de imagem para suspensão do parlamento na grã bretanha


 


A ideia já tinha passado cá por Portugal, aqui há 10 anos, lançada por uma senhora então candidata a primeira-ministra. Era um pouco mais ambiciosa, é verdade: propunha na altura a suspensão da democracia por seis meses. Foi agora recuperada por Boris Johnson, o homem certo para conduzir com êxito o brexit, que está a fazer tudo bem, como diz o presidente americano, para quem também Bolsonaro está a fazer tudo o que deve ser feito. Netanyahu, também, mas esse já nem precisa que Trump ande a dizê-lo...


Pois, o novo primeiro-ministro britânico, que não foi eleito porque a mais velha democracia da Europa também tem destas coisas, não foi tão longe como Manuela Ferreira Leite preconizava na altura, mas chegou lá. Como tem de tratar da saída sem acordo até 31de Outubro, e está visto que o parlamento, eleito democraticamente, só atrapalha primeiros-ministros não eleitos, requereu à rainha a suspensão do parlamento britânico por cinco semanas. Menos que 6 meses, é certo, e apenas o estritamente necessário para que esteja fechado sem incomodar o sócio de Trump na tramitação do brexit. Mas conseguiu, enquanto a experiência portuguesa ficou por terra... A rainha aceitou!


Dizem que não tinha outra forma... 


 

35 comentários:

  1. Salvo o devido respeito a experiência portuguesa não ficou por terra.
    Já ouviu falar, a propósito de coisas muito concretas, de que quem se mete com o PS leva?
    Pois é, uma ditadura dentro de uma democracia...
    O lobo e a avózinha...

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  2. Se bem me lembro e interpretei na altura, mas posso estar enganado, MFL recorreu a uma hipotética suspensão da democracia num contexto de raciocínio de redução ao absurdo.

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  3. E António Costa foi eleito por quem? Entrevista ao Expresso no Sábado, entrevista à TVI hoje, espero que não tenha entrevistas diárias até ás eleições….

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  4. A democracia não foi suspensa.
    O parlamento não foi suspenso.
    A sessão parlamentar foi suspensa.
    E porque não? Sem outro referendo, sem aceitar o acordo proposto pela UE, e com a sessão mais longa da história, onde poderiam chegar que não tivessem chegado em 3 anos?
    E quem somos nós, prestes a dissolver um sindicato livre, para dar lições de democracia? Ah ah.

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  5. Diga-me quem elegeu o Costa na legislatura que passou? Afinal, secalhar não somos tão diferentes como pensa...

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  6. A Ferreira Leite nunca propôs nada disso... só quem não viu a entrevista é que pode dizer uma falsidade desse tamanho!

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  7. Da mesma forma que por terras de Sua Majestade se usou um instrumento previsto na Lei, por cá aconteceu exactamente o mesmo nas ultimas legislativas. Só quem vive alheado da realidade e prefere alinhar na carneirada ignorante, pode questionar a legalidade de qualquer uma das situações. Tanto quanto sei, não houve qualquer declaração de golpe de estado até ao momento, nem aqui nem por lá. Mais, até se augura repetir o cenário tuga, desta vez do outro lado da barricada, será que caso aconteça passa a ser "mais legítimo"??
    A carneirada decidirá consoante a palha que lhe seja dada.

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  8. essa é que é essa, quem somos nós para julgar a democracia dos outros
    É como o Vitor Constancio, que se acha no direito de julgar a Alemanha e achar que devem ou não devem fazer de certa forma, até porque o trabalho que ele e outros tem feito neste pais está à vista e bem longe dos resultados da Alemanha.

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  9. Quatro anos depois e ainda anda gente a perguntar quem é que elegeu Costa...
    A paciência para a iliteracia é finita.

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  10. É normal, são 4 anos a tomar Gurosan e a azia não passa. Em pior situação estão aqueles que se dizem "do 24 de Abril", já lá vão 45 anos a tentar (ou não) entender o porquê do que se passou, porque segundo eles, "antes é que era bom".

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  11. Por partes: não há uma suspensão da democracia mas há uma clara situação de abuso de poder que fica mal na mais antiga democracia do mundo e que envergonha qualquer democrata não "engajado" a verdades inquestionáveis; segundo (só para os mais desatentos): goste-se ou não, em Portugal vota-se para eleger um parlamento do qual emana um governo que consiga obter apoio da maioria do parlamento. São as regras. Aliás, achei piada a dra. Cristas, tão lesta a criticar esta solução de governo que, goste-se ou não, se mostrou das mais estáveis da democracia portuguesa (durou toda a legislatura, sem sobressaltos), vir agora apelar a uma geringonça de direita. Agora já vale ter 116 deputados, independentemente de qual o partido mais votado. Pensando bem, se tivéssemos 9 partidos com 9% dos votos (81% do total) e 1 com 19%, porque razão, havendo um entendimento entre os 9, representando 81% dos votos, teria que ser o dos 19 a governar. Só em algumas cabeças ocas e acríticas é que isto poderia fazer sentido.

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  12. O PS é merda. Não muito diferente do PSD ou do CDS.

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  13. António Costa não foi eleito porque em Portugal não há eleições para o primeiro-ministro, mas sim para a Assembleia da República. Volte para a escola.

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  14. "E quem somos nós"
    Fale por si. Eu não apoio o autoritarismo do governo PS do mesmo modo que não apoio Boris Johnson e a restante escumalha que quer sair da União Europeia e deixar os portugueses que vivem no Reino Unido sem saberem o que os espera.

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  15. António Costa não foi eleito porque em Portugal não há eleições para o primeiro-ministro, mas sim para a Assembleia da República. Volte para a escola.

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  16. Se defendes o Brexit, devias ser obrigado a emigrar para o Reino Unido para ver o que é bom para a tosse. Escumalha!

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  17. Acho que esta é uma ideia genial (de cabo de esquadra, como se costuma dizer). Quando der jeito ao primeiro-ministro... suspende-se o parlamento para que ele possa resolver as coisas como muito bem quiser!

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  18. O malandro devia estar é preso.....

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  19. Você apoia quem quiser. Para mim, a escumalha que quer deixar a UE é tão boa como a escumalha que quer estar na UE. E os portugueses que vivem no RU em situação regular sabem bem o que os espera - continuam lá, a viver no RU, sem que ninguém os incomode (a não ser talvez o UKIP, mas isso é outra coisa).
    E eu digo-lhe quem somos nós, colectivamente, incluíndo você e eu - somos uma merda tão grande, mas tão grande, que chegámos até aqui, a este ponto, esta dívida, esta justiça, esta AT, este SNS, esta imprensa, este compadrio, esta deseducação. Sabe porque a esquerda quer limitar o turismo? Porque agora vemos, com os nossos olhos, como os estrangeiros acham barato tudo aquilo que não podemos ter, e ficamos a pensar, quanto é que essa gente ganha para pagar 2€ por uma garrafa de água, 50€ por um bitoque, e nem refila? Até os chineses já ganham mais que nós.
    Quem somos nós? Somos os gajos com a gasolina mais cara da europa, a electricidade mais cara da europa, os impostos mais altos da europa, os carros mais caros da europa, e a segunda dívida maior da europa.
    Há muito tempo que Cavacos e Passos e Costas e Sócrates e Marcelos e Mortáguas nem deviam poder saír à rua. E saem. E gozam com a nossa cara, todos os dias, todos os dias.
    É isso que nós somos.

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  20. Foram os portugueses ou julgas tu que foram os marcianos?

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  21. Isto que se está a passar na Inglaterra nao é a quinta emenda, pura e simplesmente não tem emenda.

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  22. Foi isso mesmo. Mas dá jeito pegar nesse caso para redicularizar a senhora, desvirtuando o sentido que ela disse.

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  23. Sem dúvida nenhuma. E pode juntar os restantes partidos, que a qualidade da mer... mantém-se.

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  24. Não concordo com tudo o que escreveu. Mas esqueceu-se de algo muito importante: nós somos pobres. Por isso e para manter os serviços a funcionar ( o SNS é apenas um deles) temos de pagar impostos elevados. O Estado não tem dinheiro. Só tem dinheiro par dar manuais gratuitos aos alunos da escola pública, mesmo que os pais ganhem 20.000 Euros por mês.

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  25. Ora aí está!
    Somos pobres sim, para o estado ser rico, mas o estado não tem dinheiro (os manuais que está dar são usados). Para onde vai o dinheiro? Siga-lhe o rasto e horrorize-se.

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  26. Sim, nós temos os nossos problemas, como "o direito à informação foi suspenso", "a transparência na informação foi suspensa", e deu lugar ao "direito de sabermos o que é fútil e horas e horas de futebol".

    Se alguém se deve preocupar com o que se passa são os britânicos, não nós! Nós devíamos estar a falar nos nossos problemas. Também pode interessar não falar neles!

    Como está preocupado com o que se passa noutros países, espero que esteja bem mais preocupado com o que se passa cá!

    Podia ficar calado, mas não fico! Por isso estou a mostrar no meu blog alguns dos nossos problemas que nos deviam preocupar. Investigação minha, fundamentado e com algumas revelações. Estou a mostrar o mundo real e a qualidade da nossa civilização (eu não me enganei, eu disse civilização e não democracia, civilização está acima da democracia). Alguns podem é não querer saber como é o mundo real!

    Mas se eu estiver errado, diga, não se cale!

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  27. O anónimo das 04:08 ficou triggered ou isso é apenas das insónias (tendo em conta a hora a que comentou)?

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  28. O anónimo das 07:36 alguma vez leu o programa de algum partido que fosse? Se acha mesmo que são todos iguais, vá-se informar. É que uns são mais iguais que os outros.

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  29. Se você defende o Brexit, que emigre para o Reino Unido e sofra as consequências do que defende. Ser português e defender o Brexit é do mais anti-patriótico que há.

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  30. "Somos os gajos com a gasolina mais cara da europa, a electricidade mais cara da europa, os impostos mais altos da europa, os carros mais caros da europa, e a segunda dívida maior da europa."
    E fontes, tem?

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  31. "mesmo que os pais ganhem 20.000 Euros por mês"
    O anónimo das 07:42 esquece-se que os pais que ganham 20000 euros por mês pagam para aí 10000 euros por mês em impostos. Agora compare esse valor com o preço dos livros escolares. Burro!

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  32. Quatro anos depois a direitalha ainda não sabe que as eleições são LEGISLATIVAS e como tal elegem quem faz as leis, ou seja, os DEPUTADOS. Não há eleições para primeiro-ministro em Portugal.

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  33. Felizmente isso não pode ser feito. Apesar de tudo, ainda somos ligeiramente mais democráticos que os ingleses.

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  34. Felizmente, como diz. Não temos um arcebispo de Canterbury a ter automáticamente lugar na câmara dos lordes, um rei com privilégios porque nasceu na família tal, etc.

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