quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Jogada de mestre?

capa Jornal i


 


Faz título de capa nos jornais, corre nas redes sociais ... e é uma séria tentativa da oposição interna do PS entalar António Costa.


Devo dizer que sou de opinião que Ana Gomes poderia ser uma boa candidata às presidenciais. Seria garantia certa de animação da campanha e, acima de tudo, não deixaria exclusivamente nas mãos do populismo de direita, em particular, o tema da corrupção. Não tenho grandes dúvidas que nunca seria uma boa presidenta, mas isso são contas de outro rosário!


Mas, como ela própria deixou claro na entrevista ao Vítor Gonçalves (uma no cravo, outra na ferradura) que ontem passou na RTP, não será a candidata socialista às próximas presidenciais. Não que não quisesse - percebeu-se que a ideia era do seu profundo agrado - mas porque, como referiu expressamente, António Costa nunca o permitiria. 


Estando completamente fora de causa que Ana Gomes possa ser a candidata socialista às próximas presidenciais, não está no entanto minimamente em causa que possa ser candidata. Basta que António Costa, como evidentemente pretende, e como é do seu particular interesse estratégico, apoie a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa. Expressa ou implicitamente. 


É por isso que, do ponto de vista da oposição interna a António Costa, lançar Ana Gomes é uma jogada de mestre, ou não muito longe disso. Até porque, na lista dos promotores da ideia, é tão natural ver o meu conterrâneo Daniel Adrião, como extraordinário e anti-natura ver o de Francisco Assis!


 

5 comentários:

  1. Não sou benfiquista, mas sabendo da influencia que o Benfica tem na sociedade civil, nas instituições, no dia a dia, no relacionamento das pessoas deste pequeno país e facilmente manipulável, mesmo sendo a favor da verdade vir sempre ao de cima relativamente às investigações do Footbal leaks, até tenho medo do tamanho da "panelinha" e das conivências e do tamanho da lama que possa existir, de maneira que as repercussões possam ser tão grandes ao ponto de afetar negativamente ainda mais as vidas da pessoas. Algo me diz que se não estivesse-mos na união Europeia o Rui Pinto já não era vivo.

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  2. Sr. Eduado Louro comenta o seguinte:

    Mas, como ela própria deixou claro na entrevista ao Vítor Gonçalves (uma no cravo, outra na ferradura) que ontem passou na RTP, não será a candidata socialista às próximas presidenciais. Não que não quisesse - percebeu-se que a ideia era do seu profundo agrado - mas porque, como referiu expressamente, António Costa nunca o permitiria.

    Mas não comenta que:

    "a diplomata insistiu que considera mais útil, neste momento, ter as mãos livres para o combate à corrupção: “Acho mais importante ter hoje liberdade de dizer o que digo de forma sustentada”.

    e também não comenta:

    Ana Gomes, em entrevista à RTP, disse que não equaciona uma candidatura a Belém porque quer ter liberdade para denunciar e combater a corrupção sem as restrições impostas por um cargo político. “Não estou disponível para me coarctar da liberdade que é hoje essencial para a minha capacidade de intervenção cívica“, explicou Ana Gomes.

    Cartilheiro.

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  3. Que eu saiba uma candidatura à Presidência da República é um acto individual, o qual não depende de terceiros, mas posso estar errado...

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  4. Poderá ser bizarro. Mas é a vida... Ou, melhor, a política!

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