
Foi difícil este jogo de Guimarães, no arranque do ano e no regresso do campeonato, quase um mês depois. Seria sempre difícil, porque nunca é fácil jogar na cidade-berço, e porque este Vitória, de Ivo Vieira, joga muito, como se sabe. Mas não teria sido certamente tão difícil se o Benfica tivesse regressado desta paragem com o mesmo nível de qualidade exibicional das últimas jornadas.
O Benfica de Dezembro, antes da paragem, teria colocado outra qualidade em campo, teria jogado bem mais e teria ganhado melhor. Não regressou o Benfica exuberante, dos grandes jogos e das goleadas. Valeu no entanto outro regresso, o regressou do outro Benfica, de Setembro e Outubro que, mesmo sem jogar bem, foi ganhando jogos.
Que o primeiro dos regressos não iria acontecer, percebeu-se logo no início do jogo. O segundo regresso só se confirmaria naturalmente no fim, mesmo que se começasse a admiti-lo a partir do meio da primeira parte.
No primeiro quarto de hora da partida o Benfica não conseguiu ligar o jogo. Defendia bem, e recuperava rapidamente a bola, mas perdia-a logo de seguida. E nem se pode dizer que a perdesse em resultado da pressão exercida pelos jogadores vimaranenses, porque não eram os jogadores adversários a conquistá-la. Eram os jogadores do Benfica que a perdiam sucessivamente por passes errados - ora entregando a bola directamente ao adversário, ora atirando-a para fora.
Daí que se sucedessem os ataques do Vitória sem que o Benfica praticamente passasse da linha de meio campo. Na primeira vez que conseguiu concluir uma jogada o Benfica marcou, ia a primeira parte a meio. E a partir daí o jogo mudou!
Não quero com isto dizer, como atrás deixo claro, que o Benfica passou a mandar no jogo e que o Vitória desapareceu. Nada disso. Mudou porque os jogadores do Benfica perceberam que a noite não era de gala, mas apenas de trabalho. E, claro, também ajudou que Gabriel e Tarabt tivessem subido de produção.
E dedicaram-se ao trabalho. Até ao fim do jogo, defendendo aquele golo do Cervi que mudara o jogo. E, sendo que as últimas imagens são as que ficam, as últimas claras oportunidades de golo até são do Benfica.
No fim fica uma vitória muito importante num jogo bastante competitivo, mas nem por isso bem jogado, e com um grande ambiente nas bancadas, estragado por algumas bestas que acham que as cadeiras não servem apenas para sentar o rabo, e que um jogo de futebol é um festival de pirotecnia.
Se não se percebe a existência de adeptos pirómanos, também se não percebe como é que, com tanta revista à entrada, é possível que tenha entrado no estádio material pirotécnico que daria para animar uma das muitas festas de passagem de ano que acabamos de celebrar.
Não será provavelmente difícil identificar estes incendiários e impedi-los de entrar nos estádios. Já aos outros, não menos pirómanos, que vêm penalti no lance do Rúben Dias, não se lhes pode fazer nada se não deixá-los a falar sozinhos.
Sr. Eduardo Louro, francamente chamar pirómano a todos que viram em campo, assim como nas imagens da tv, o Rubén Dias agarrar extensivamente o adversário, atirando-o ao relvado ( que fáz parte da maneira deste defesa do seu clube actuar), só demonstra que o senhor está no sitio errado, ( que não tem culpa, mas sim! quem o deixa ) a publicar sempre que toca ao seu clube ( demonstra sempre que o fáz ) sempre com tendência clubista, não será o senhor o pirómano que chama aos outros?
ResponderEliminarCaro anónimo, todo o seu comentário é uma enorme confusão (os erros ortográficos são outra coisa). A começar por achar que estou no sítio errado, quando estou no meu blogue. Ou que aqui estou porque alguém me deixa aqui estar. Pode não ter percebido mas, de facto, estou no meu blogue e, na circunstância, a escrever na minha condição, pública e assumida, de benfiquista.
ResponderEliminarE sobre o lance a que se refere a má fé e a "clubite" está do seu lado. Não sei o que é "agarrar extensivamente o adversário", e admito que o senhor também não. Sei é que o Rúben Dias toca com os braços no adversário que se projectou para executar o pontapé de bicicleta, à procura do golo olímpico. O defesa do Benfica não agarrou, nem puxou. Mas envolveu o adversário com os braços e houve contacto. A queda do jogador vimaranense foi consequência da acção de Rúben Dias ou do seu próprio movimento de projecção para o pontapé acrobático?
Quem estiver de boa-fé, e que não goste de incendiar, não tem qualquer dúvida que, depois de alguém se projectar no ar o único destino certo é cair. Dizem que se chama a lei da gravidade. É que uma coisa é uma fotografia. Outra, bem diferente, é uma imagem em movimento.
Espero, caro anónimo, tê-lo deixado esclarecido.
Agora entendo o porquê dos "pirómanos" que o autor refere serem descritos pelo Benfica como grupo organizado de adeptos do Benfica (não confundir c/ claques). Tão concertados e organizados estavam, que souberam na perfeição quando estrategicamente e cirurgicamente interromper o jogo, ainda por cima estamos a falar de lançadores da pirotecnia mascarados. Digam lá se isto não faz corar de vergonha muitas empresas que se dizem organizadas!!! Benfica muito à frente do seu tempo. Saudações desportivas
ResponderEliminarOh senhor louro nós já sabíamos, melhor, eu já sabia que era bom assobiador, mas assobia sempre tão ao lado. A caixa da música deve ter defeito grave.
ResponderEliminarCumprimentos.
Nota: quando te encontrar vou-te tocar com as mãos e os braços à moda do Ruben Dias. Vais ver vais gostar, e olha que eu sou portista e gostava bem de ter o Ruben no FCP. E tu sabes porquê.
O lance com Ruben Dias é caricato, até dou ''de barato'' o árbitro nada assinalar porque em lance corrido é de dificil análise, agora o VAR nao tem desculpa. O lance tem duas abordagens e para mim o Ruben Dias faz duas faltas consecutivas (uma em cada abordagem), na primeira abordagem Ruben Dias faz carga total com o braço nas costa e no pescoço do Deivison, na segunda abordagem independentemente se a intensidade do abraçar é suficiente para desiquilibrar ou não o Deivison, o Ruben Dias nao tem que abraçar ninguém, as regras do futebol não permite abraços, permite ombro com ombro, peito com costas e vice versa mas nunca braços ou abraços. Na champions seria penalty e mais nada. Na Alemanha contra Leipzig o Ruben Dias tentou algo parecido (só sabe jogar com os braços porque de pés mete pena) e cometeu penalty. Aqui os arbitros vão à missa.
ResponderEliminarDe todos os oito ex-árbitros que fazem análise de arbitragem na comunicação social, apenas três consideram haver no lance motivo para penalti. Os três – curiosamente – contratados e pagos pelo isento e independente “O Jogo”.
ResponderEliminarOs Restantes 5 – curiosamente – contratados e pagos pelo isento e independente “Estado Lampeânico”.
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