
A doença do Covid-19 foi oficialmente declarada “pandemia” pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a segunda deste século. Quer isto dizer que o vírus alastra pelo mundo fora, mesmo que em algumas partes dele esteja já sob controlo, o que reforça a necessidade de mobilização das sociedades e dos cidadãos para a batalha da sua contenção.
A declaração da OMS é acima de tudo um alerta para a gravidade de uma doença que se combate pelo ataque à sua transmissão. E esse é um combate de comportamento cívico, de pequenos gestos, de consciência do bem comum, de respeito pelo outro.
É para esse combate que urge mobilizar os portugueses, chamando as coisas pelos nomes e acabando com os paninhos quentes com que pretende evitar o alarme social. Quando as Universidades fecham para se encherem as esplanadas, e ao primeiro dia de sol as pessoas correm a encher as praias depois de esvaziarem os supermercados, percebe-se a maturidade cívica de uma sociedade.
E isso terá também a ver com a comunicação que tem sido utilizada. Que, de tanto fugir com medo do alarme social, validou a irresponsabilidade inata dos portugueses.
Procura-se Marcelo que fugindo da clausura saltando pelo telhado deve andar por ali.
ResponderEliminarO problema não reside na contenção por medo do alarme social, que esse extravasou assim que surgiu o primeiro caso em Portugal - está mesmo na falta de maturidade cívica de que padecemos em todos os dias do ano, muito antes de surtos e pandemias.
ResponderEliminarSobre as praias e supermercados, e sobre as reacções a quem esteve nas praias e supermercados, comentei num postal lá pelo burgo. Mas deixo-te um resumo: nem todos os que foram à praia estão em quarentena ou isolamento; nem todos os estabelecimentos de ensino que fecharam, fecharam por quarentena, e repara na deliberação do CNSP e na reacção dos directores das escolas; a praia oferece menos riscos do que qualquer outro espaço, cumpridas as normas sanitárias; o lazer tem de ser gerido porque fundamental; as regras sanitárias são para cumprir em qualquer situação; e os indignados com inconsciência da exposição ao risco na praia não a viram nos supermercados, ofuscados talvez pela gula dos outros.
Claro que és sempre bem-vindo para ler na íntegra :)
Já tinha lido e dado conta da nossa divergência.Não temos nada que estar sempre de acordo. Questionaria apenas se os ajuntamentos na praia ou em qualquer sítio ao ar livre, como defendes, são diferentes dos dos concertos ou do futebol. Muita gente junta aumenta os riscos de contágio, e muita gente junta é muita gente junta seja em Carcavelos, no supermercado, no Meco, na Zambujeira ou na Luz. Sabe-se bem como os chineses resolveram o problema. Claro que não queremos por cá esses métodos, mas para isso é bom que toda gente tenha juízo. Se não tiverem educação cívica, ao menos que tenham juízo!
ResponderEliminarFelizmente que por vezes discordamos :)
ResponderEliminarA fotografia que usei foi procurada e escolhida exactamente por contraponto à das praias cheias de grupos. E a diferença entre estádios ou salas de concertos e a praia são as portas de entrada, as superfícies tocáveis, os espaços comuns. Se quem não está sujeito a isolamento cumprir as regras - todas, incluindo a de não criar aglomerados e a de respeitar as distâncias - frequentar a praia para arejar (não para jogar futebol) será actividade inócua na propagação do vírus e benfazeja na manutenção da sanidade - pelo menos da mental.
E já ouvi o Costa a pedir para "se evitarem "espaços convivenciais" como praias" - mas não ouvi nem DGS, nem OMS nem médico algum a desaconselhar as praias.
A questão não está nas praias. Está nos ajuntamentos. Nem nas portas. Com portas ou sem portas, muita gente junta é muita gente junta.E muita gente junta é inimigo na batalha pela contenção do vírus que temos de travar e ganhar rapidamente.
ResponderEliminarExactamente! Nos ajuntamentos - como os verificados em centros de saúde, centros comerciais e supermercados. Mas repara que sobre estes dois últimos o Costa nada disse...
ResponderEliminarPrecisamos de muita razoabilidade e muito instinto de auto-preservação. Que, infelizmente, não se encontram nem em prateleiras nem nas ondas do mar.
Pois. Mas não me empurres para o Costa. Eu não sei, não quero saber, nem quero ter nada a ver com o que ele tenha dito.
ResponderEliminar:D:D:D
ResponderEliminarE, entre gargalhadas, é triste dizermos, termos de dizer isto dos nossos governantes.
Pronto. Bastou uma coisinha de nada - daquelas à engenheiro, de sai e volta a entrar - para dar anónimo.
ResponderEliminarOlha que nem todos os engenheiros são como os chapéus ;)
ResponderEliminarIr à praia: mau.
ResponderEliminarAndar nos comboios sobrelotados da linha de Sintra porque o patrão manda: bom.
Prioridades do capitalismo.
Deixa estar que o patrão já está infectado mas ainda não sabe.
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