quinta-feira, 26 de março de 2020

Senadores de meia tigela

Resultado de imagem para marcelo e jose miguel júdice


 


O país confia nas suas instituições, como o mostram as sondagens dos últimos dias. Em poucos outros  momentos históricos os portugueses revelaram tanta confiança nas instituições, o que é tão mais sintomático quanto sabemos que, ainda  há poucos meses e poucas semanas não era essa a ideia que tínhamos.


As decisões políticas têm merecido, também em conformidade com estudos de opinião publicados nestes dias, fortíssima aprovação dos portugueses. A decisão do estado de emergência, por exemplo - com a qual não concordei, como bem sabe quem por aqui perde parte do seu tempo - tem índices de aprovação largamente maioritários.


No Parlamento, em vez da crispação habitual, constata-se um saudável ambiente de serenidade, com as diferentes forças políticas disponíveis para apoiar as medidas que o governo vai anunciando, e a deixarem a afirmação das suas diferenças para outras oportunidades, que esta é de união.


Nas ruas, reina a tranquilidade. Duas ou três dezenas de detenções, por violação do regime de emergência, não beliscam minimamente essa tranquilidade. Os portugueses estão ou em casa, ou no trabalho, civicamente a acatar as regras instituídas.


E no entanto há por aí uns quantos que se acham senadores da nação a clamar por um governo de salvação nacional. Há uma semana foi Marçal Grilo, num espaço que partilha com Luís Nobre Guedes na RTP 3. Ontem foi José Miguel Júdice - "Se há momento em que um Governo de salvação nacional é necessário, é este” - no seu espaço na SIC Notícias.


Hão-de vir mais. É só esperar mais um bocadinho. 


Se, depois de passado o tsunami, e de toda a extensão da devastação ficar à vista, perante a avaliação da tarefa de reerguer a economia nacional e a própria sociedade portuguesa, se poderia admitir essa discussão, agora não. Não, não é este o momento. Por muita que cresça todos os dias a pressa do Presidente Marcelo... 


 


 

2 comentários:

  1. Então não era este o exemplar governo que nos virou a página da austeridade que eles próprios promoveram?
    Agora, quando o toque de aflitos soa estridente nas orelhas dos fidelíssimos, perderam a rota do bem fazer?
    Gente desta tem a cobarde cobertura dos seus iguais, que se servem do pior veneno para nos adoçar a boca.
    Eles continuam a pregar gotículas infeciosas bem lá no alto da sua imponente servidão e impunidade.

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  2. Há quem esteja danado para meter a mão no pote.
    Estão lá a fazer tanta falta, como um cinzeiro numa moto.

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