
A (re)nacionaização da TAP está decididamente em cima da mesa. Era uma questão de tempo, que a actual crise resolveu rapidamente.
As contradições eram imensas, mas tornaram-se completamente insanáveis quando o comando foi entregue a um Bolsonaro dos aviões. "A música agora é outra" - proclamou ontem o ministro Pedro Nuno Santos numa audição regimental na comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação. Salvar a TAP é uma coisa, salvar os seus accionistas privados é outra, como também, e tão bem, disse.
Uma - a primeira - poderá ser papel do Estado. A outra evidentemente que não.
Nos tempos que correm, ter uma companhia de aviação de bandeira poderá ser um luxo. Mas também é soberania. Poderá sempre dizer-se que as coisas não estão para luxos. E que a soberania há muito que já lá vai... Mas ... "a música agora é outra"!
"A situação não é como os accionistas nos contam", diz o maior accionista ( Estado)!
ResponderEliminarAs geringonças nunca deram bons resultados. Está é apenas mais uma!
Esta malta dos amanhãs que cantam continua a sonhar com a quadratura do círculo: uma espécie de alquimistas ateus que fazem de nós todos parvos.
O "interesse nacional" é uma espécie de Pedra Filosofal: um misticismo marxista para ateus carentes de Deus.
Porque será que não nacionalizam todo o sector agro-industrial mais o da distribuição alimentar: haverá algo com maior "interesse nacional"?!
70% dos portugueses nem sequer viajam para o estrangeiro, e dos restantes 30%, 90% não utiliza a TAP (mas todos pagam - mesmo os não utilizadores).
É um orgulho ter um símbolo na garagem que nos custa uma fortuna só para manter o status!
Vendam essa merda ou reduzam-na ao estritamente necessário e autosustent'avel, porra!
Você, parece o Passos Coelho a debitar discurso.
ResponderEliminarQuase todos os anos viajo na TAP (sou pouco frequentador) e sempre que viajo o avião vai na prática cheio de portugas...
Não sei que mais lhe diga.
Muitos países com economias ditas “de mercado” ponderam nacionalizar activos, não vão os chineses comprar meio-mundo ao desbarato. E acho bem. Mas a TAP, ao contrário da EDP ou REN, não é exactamente um activo estratégico. E é cara demais para competir com as low-cost, e não tem qualidade para competir com as topo de linha.
ResponderEliminarQuanto a estados salvarem accionistas privados, isso é o pão-nosso-de-cada-dia. Basta ver a lista dos perdões da CGD a socialites armados em empresários. Ou a clubes de futebol. A ricaços, enfim.
Se pareço o Passos Coelho ainda bem: para mim é motivo de orgulho. Ou Sr. acha que eu sou um carneiro. Penso pela minha cabeça e não vou com modas. Era o que mais faltava: a mim os imbecis não me estigmatisam. Nem agora, nem antes, nem nunca.
ResponderEliminarViaja na TAP e vê os aviões sempre cheio de portugas. Azar dos diabos: mesmo assim nunca é o suficiente para pagar sequer os custos operacionais. Nem privatizada, nem nacionalizada. Se as empresas se gerissem por olhometros estavam todas a florescer que nem jardins em abril. A TAP para ser viável não pode ser uma carreira de bairro, leia-se de portugas, sobretudo porque, como já referi, o mercado de portugas é poucochinho.
ResponderEliminarConforme a dança assim se música. Tremer as pernas ou bailarico.
ResponderEliminarPRONTO!
ResponderEliminarUm carneiro que pensa que não é carneiro!
Tá bem!
Carneiro és tu ó badameco. Nem percebes o quão ominosos são os teus argumentos!
ResponderEliminarÉ um activo estratégico, sim senhor. É soberania, coisa que nos dias que correm é um luxo. As "low costs" não são dadas a luxos, por definição. Há luxos comportáveis, e outros não. Depende de tanta coisa...
ResponderEliminarIsso é a música andar atrás da dança. Se calhar também se pode fazer música assim...
ResponderEliminarVai chamar badameco ao teu papá...Porque eu não o sou de certeza.
ResponderEliminarPrefere viajar noutra companhia ou ficar sem electricidade em casa?
ResponderEliminarPronto. Lá está outra vez a fazer-me perguntar-lhe o que é que o cu tem a ver com as calças. Já é um clássico.
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