segunda-feira, 4 de maio de 2020

O 1º de Maio e a geringonça

CGTP repudia críticas às celebrações do 1.º de Maio e garante que ...


 


A celebração do 1º de Maio pela CGTP, na Alameda, constituiu motivo para uma onda de indignação muito parecida com a de há de uma semana antes, motivada pela sessão evocativa do 25 de Abril na Assembleia da República. 


Pese embora alguma diferenciação na qualidade dos argumentos, e sendo outra, apesar de tudo, a realidade de contexto de cada um desses actos públicos, a indignação não foi menos exuberante. Nem os seus protagonistas deixaram de ser os mesmos. 


Fátima, e o  13 de Maio, veio de novo a terreiro (deu até para lá deixar uma casca de banana para Ministra da Saúde pisar), e o dedo ficou ainda mais em riste, apontado à geringonça. Nos jornais, nas televisões, nas redes sociais e nas missas... "Não há dúvida que a geringonça manda neste país", disse-se e escreveu-se por estes dias por todo o lado.


Muito do que se disse e escreveu fará certamente sentido. Nem tudo, mas também não seria preciso. O que não faz sentido, e deita por terra até as críticas mais acertadas, é essa tendência primária de culpar a geringonça. As comemorações do 1º de Maio foram expressamente autorizadas pelo Presidente da República no decreto presidencial nº 20-A /2020, de 17 de Abril, que renovou pela segunda e última vez o estado de emergência nos seguintes termos:


"Tendo em consideração que no final do novo período se comemora o Dia do Trabalhador, as limitações ao direito de deslocação deverão ser aplicadas de modo a permitir tal comemoração, embora com os limites de saúde pública previstos no artigo 4.º, alínea e), do presente Decreto".


Que foi aprovado na Assembleia da República com os votos a favor do PS, PSD, BE, PAN e CDS. Sim, viram bem: PSD e CDS. 


Que grande geringonça!


 

2 comentários:

  1. Já vai sendo tempo de deixar de ser o Passos Coelho o culpado de tudo. Hoje é a Geringonça, amanhã será outra coisa qualquer. É assim.

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  2. DATAS QUE NÃO SÃO CRENÇAS
    Respeitar o 1º de Maio e o 25 de Abril, é antes de mais não desbaratar a elevação do seu significado por abuso de confiança..
    Uma vergonha quando governo e presidente fazem este miserável frete a quem os elevou e vai sustentando no poder.
    Não menos repulsiva a atitude de quem se ofereceu para praticar o ato de mão estendida para cobrança à cabeça.

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