Tudo aponta para que desta é que seja. Que desta vez a União Europeia faça prova de vida, e se relance como projecto de futuro. Ou, pelo menos, para já com futuro.
O plano de financiamento à economia europeia de 500 mil milhões de euros, que ontem Macron e Merkel apresentaram, confirma isso mesmo; que desta vez é que é. Porque, em cima de todas as esperanças que têm vindo a ser semeadas pelo BCE, e especialmente pela nova líder da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, sai agora directamente das duas maiores potências da União.
Não sei se é o dinheiro suficiente, mesmo que seja muito. Mas o compromisso da Alemanha com um financiamento desta ordem, obtido por mutualização de dívida e a distribuir a fundo perdido pelas economias mais profundamente atingidas pela pandemia, é verdadeiramente revolucionário. É a própria revolução: "de cada um conforme as suas possibilidades, a cada um conforme as suas necessidades"!
Macron e Merkel não falaram de mutualização, nem de fundo perdido. É certo que não, sabem que essas são ainda palavras proibidas. São palavras que chocam os suspeitos do costume, e que requerem por isso certos cuidados. Mas as coisas são o que são, independentemente das palavras utilizadas para as descrever.
Tal como a Alemanha é o que é. E, sem ela, os suspeitos do costume não são o que são!
Será mesmo? E se for, o que será?
ResponderEliminarAtendendo a que a Alemanha vive obcecada com as políticas monetárias e em especial a inflação desde a hecatombe da República de Weimar este é sem dúvida um passo importante a nível das politicas monetárias e financeiras.
ResponderEliminarO fundo perdido para os países pobres é uma faca de 2 gumes: criar hábitos de viver à custa dos outros é péssimo porque desleixa o ..pobre.
Falta agora saber a reação dos menos ricos...Holanda Áustria Dinamarca Finlândia etc...e principalmente as inovações nas organizações institucionais da UE. ...
Isto só é possível porque as consequências da pandemia atingiram fortemente a economia desses dois países. Duvido que seja o relançamento na UE, trata-se apenas de uma reacção circunstancial. Mas uma boa reacção.
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