quinta-feira, 4 de junho de 2020

De novo Maddie

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Treze anos depois, o desaparecimento da pequena Maddie voltou a abrir telejornais e regressou às primeiras páginas dos jornais.


Poderá dizer-se que é normal. Que os casos que as polícias não conseguem resolver, volta não volta... voltam. Na verdade não volta com dados novos, volta com mais uma pista. E é essa a maior novidade: tantos anos depois, não são novos dados que surgem - é uma nova pista!


Outra novidade é a entrada em cena das polícias alemãs. Por força da nacionalidade da nova pista, mas acima de tudo da sua condição de preso nas cadeias alemãs, em cumprimento de pena por crimes de natureza sexual. 


Em tudo o resto nada de novo. Não se percebe bem o papel da Polícia Judiciária portuguesa nesta ressureição,  e menos ainda o da comunicação social nacional mais dada ao tratamento destas matérias. Enquanto alguns especialistas desta comunicação social especializada colocam a PJ no centro da investigação que levou a esta nova pista, outros dão-na por completamente marginalizada, e citam até antigos inspectores que continuam agarrados à tese da acusação dos pais da criança. E como se isto, que não se percebe, não fosse suficiente, atribuem à polícia britânica exactamente o papel inverso: absolutamente passiva e simplesmente informada, para os primeiros, mas activa e determinante, para os segundos. 


A verdade é que, depois de tanto dinheiro gasto na investigação do caso, a polícia britânica se atirou logo para a frente da fotografia, e veio até dizer que já seguia esta nova pista há três anos, desde o décimo aniversário do desaparecimento. Também não é novidade. Novidade é que, ao contrário das outras - a polícia alemã sustenta que a menina tenha sido morta num assalto que correu mal, enquanto a  portuguesa a deu sempre por morta por volta da altura dos acontecimentos - alimenta a expectativa que a menina, agora uma jovem de 17 anos, esteja viva!

6 comentários:

  1. Das que terão sido ouvidas, houve alguma testemunha portuguesa que tivesse visto a menina nesse dia ou nos dias anteriores, a fim de poder dizer que a menina tinha a mania de fugir de casa, como a infeliz da Valentina?
    A infeliz da Valentina (lembram-se?) tinha a mania de fugir de casa e depois… o pai matou-a.
    Ou será que a pobre Maddie tinha a mania de se fechar em casa e, por causa disso, o pai matou-a, por ela se recusar a vir passear ao Algarve?
    Ora diga-me cá, meu caro Eduardo. A menina veio com os papás de Inglaterra para o Algarve, ou nunca chegou a saír da ilha, da Inglaterra?
    É que aquela bebedeira, em que os papás e demais amigalhaços "bifes" se envolveram, mais parece que foi para comemorar a notícia do desaparecimento da Maddie.

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  2. Gostei particularmente da ressurreição do inefável inspector-escritor de cordel Amaral, dizendo que já estava previsto o aparecimento de um bode espiatório para safar os indiscutíveis culpados. Um verdadeiro mestre das teorias da conspiração.

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  3. Disse bem, "a maior novidade é uma nova pista, em tudo o resto nada de novo".

    Acabei de ver na televisão um comentador entendido na matéria dizer que o que existe é "uma mão cheia de nada". O futuro não se sabe, mas para já é isto!

    Quando há assuntos importantes, querem que "uma mão cheia de nada" seja o centro das atenções.

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  4. No meio de tanta história só há uma verdade.
    Os pais deixaram sós 3 crianças. E só por isso deviam ser condenados.

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  5. Não espanta que surjam pistas sempre que o financiamento está para acabar?
    Não espanta que os crimes de exposição e abandono sirvam só para alguns pais negligentes?
    Não espanta que tantos digam mal de tantas teorias baseados em teorias?

    Na verdade, também não me espanta muito. Mas dói como o caraças!

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  6. Treze anos depois já nada espanta... Nem que encontrem um final qualquer para esta triste história.

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