
Não há dúvida que as manifestações de ódio racista se voltaram a instalar no nosso mundo ocidental, onde volta não volta se põem à vista coisas que não gostamos de ver. Mas que existem.
Não é por Rui Rio afirmar que não há racismo na sociedade portuguesa, que não constatamos todos os dias evidências que a descriminação étnica está enraizada em Portugal. No último Eurobarómetro sobre racismo, 67% dos portugueses inquiridos indicavam isso mesmo, que a discriminação com base na origem étnica estava profundamente difundida na sociedade portuguesa.
Quando ouvimos responsáveis políticos, como Rui Rio, dizerem que não há racismo na sociedade portuguesa podemos sempre admitir que estão mesmo convencidos disso, ou que estão deliberadamente a desvalorizar o tema. na expectativa que, não lhe dando importância, se mantenha mais ou menos adormecido, e limitado a ocorrências mais mediáticas, que de vez em quando o tragam para o topo da actualidade.
Nenhuma das razões é boa. E se uma declaração não está suportada por boas razões, não vale para grande coisa. Se numa determinada declaração política o seu autor nega a existência problema, nunca poderá ter a solução. Ninguém procura soluções para o que não é problema. Se o quer manter adormecido, vai dar no mesmo: o problema existe, mas como se quer esconder, é como se não exista.
Há coisas que têm de ser enfrentadas com coragem. Esta, do racismo na sociedade portuguesa, é uma delas. Porque a Constituição, se não se fizer cumprir, não basta. E nem sempre se consegue escapar por entre os pingos da chuva...
O preto anda sempre sujo.
ResponderEliminarEsta gloriosa frase, proferida em público, valeu-me uns olhares de soslaio dum grupo que passava, e se fossem mais radicais talvez tivesse sido sovado. Talvez ainda seja, nestes tempos imediatistas ninguém pergunta nada, faz logo julgamento, condenação e aplica a pena. Sou capaz de já estar numa lista de perigosos racistas.
Estava a falar do meu carro, que é preto, e que, ao fim de 15 anos de serviços mais ou menos leais, vai ser substituído por um branco. É que na tinta preta nota-se todo o pó, gotas de chuviscos, teias de aranha, bicadas de gravilha, etc. O branco tem ainda duas vantagens suplementares; não é tão riscado por vândalos (os riscos não se vêm e não lhes dá gozo), e quando ao sol aquece muito menos - façam o teste, quando um branco está morno, no preto nem se consegue lá ter a mão.
O branco não é a minha cor favorita, mas esta é uma boa altura para trocar de carro, desde que não se seja esquisito. Os vendedores não vendem, e estão mais receptivos.
Este é o contexto da frase. E tinha sido positivo que o grupo de idiotas com carrapitos e barbichas à jihad tivessem dito alguma coisa. Ficaram com o fragmento de conversa, e é assim que é actualmente. Fragmentos sem contexto são usados como armas de arremesso.
Para aqueles, serei um perigoso racista.
Maravilhoso comentário... Um resumo do que se passa actualmente no mundo!
ResponderEliminarClaro que há racismo. Digam-me onde não há. Mas haver racismo não significa uma sociedade racista. Por morrer uma andorinha não acaba a primavera. E uma conduta mais ordeira e integrada por parte dos que se dizem vitimas de racismo, ajudava muito a exterminar o racismo.
ResponderEliminarHá racismo na sociedade portuguesa? Há! Mas muitas vezes não está onde se diz.
ResponderEliminarMais, conhecem alguma sociedade onde não haja racismo?
Vou esperar sentado pela resposta.
Há e vai haver sempre. É da natureza humana discriminar, seja por cor, por credo, por doutrina politica, o que quiserem, mas é assim que a humanidade tem caminhado. Se é errado? Com certeza que se aceita cada vez menos, dada a evolução dos tempos, mas daí até se achar que se consegue acabar com a discriminação racial (e todas as outras) por decreto, é o mesmo que acreditar que o mundo um dia vai ser perfeito.
ResponderEliminarHá racismo na sociedade Portuguesa , é verdade . Se um branco não aceita que um negro o maltrate , ou insulte , é racista . Se um branco não aceita que um cigano faça coisas que um branco não pode fazer , é racista . Se um branco não aceita que se dê milhões a refugiados , e não aos contribuintes idosos Portugueses , que muitas vezes vivem em condições muito piores do que os que chegam cá, é racista , e poderíamos continuar assim a enumerar factos por muito mais tempo .
ResponderEliminarO racismo , claro que existe , mas agora muito mais em relação aos brancos . O politicamente correto, está a fazer com que qualquer dia , os para já acomodados brancos saiam da sua zona de conforto , e façam como os outros , exijam , porque também já não terão muito mais a perder .
Achas mesmo que é da natureza humana discriminar?É por gente como tu que o preconceito nunca vai acabar e temos constantemente de conviver com gente medíocre porque se perpetuam estereótipos!!!Santa ignorância...
ResponderEliminarNão me parece que haja racismo, mas sim, TOLERÂNCIA ZERO para com certo tipo de comportamentos!
ResponderEliminarEu vivo há dez anos em Angola, mais concretamente na capital Luanda. O que vos posso dizer é que há racismo em Angola! Quem diria... e não estou a falar do racismo que persiste na memória pelos tempos coloniais. Falo de racismo por parte do negro "genuíno" para com os mulatos, cabritos, ... ou por parte destes para com os "genuínos", por os considerarem seres inferiores.
ResponderEliminarSe há racismo num país como Angola, num país africano, onde predomina naturalmente a raça negra, tanto esse racismo que atrás refiro como aquele que ninguém gosta de falar, que é dirigido ao "branco", como é que poderá não haver em Portugal?
Porventura, o que Rui Rio quereria dizer é que não é um racismo manifestamente doutrinal, como em alguns Estados Norte Americanos. Existe um racismo "moderado" e esse, por ser mais "discreto", não é valorizado.
Como se combate? Na minha opinião não será por força de leis que só alimentam a diferenciação, como quotas, ou o que quer que seja. Combate-se com medidas educativas, civismo, respeito por o que nos distingue culturalmente, mas que isso não seja argumento para nos diferenciar aos olhos da lei, ao ponto de chegarmos a um cenário em que se criam privilégios injustificados.
Mas a coberto da questão racial não se pode desculpar tudo e todos: nem os que naturalmente se aproveitam para terem um pouco de tempo de antena, pois isso também é condenável, nem os que pilham ou desrespeitam a autoridade, como se tivessem obtido um "free pass" em que as leis deixaram de lhes ser aplicáveis.
No meio disto tudo, quem disser o que é razoável de ser dito, será naturalmente crucificado, pois isso não alimenta revoltas nem alimenta quem se acostumou a fazer carreira com causas com as quais nem se identificam no dia-a-dia...
Em que raio de realidade paralela vive? Judeus contra Pastelianos Turcos contra Curdos Chineses contra Tibetanos Coreanos contra Coreanos.....
ResponderEliminarDeve achar que os ocidentais como você são a virtude em forma humana.
Racismo e outros tipos de preconceito são causados por problemas na organização e liderança da sociedade povo ou civilização.
O fogo de artifício é lindo de ser ver e os fogueteiros de serviço sempre a lançar mais para o ar o zé povinho de pescoço esticado, lindo maravilho....
Cambada de mansos do crl
Vivi durante 10 anos nessa terra fantástica e igualmente brutalmente racista. Também posso dizer que vivi de perto o que é o "outro" racismo, aquele de que a comunicação social não fala, aquele que ninguém quer acreditar que existe. Aquele que maltrata por vezes até á morte as crianças mulatas ou persegue os albinos com a finalidade de os executar para retirar partes do corpo por mera superstição. Sim, no seculo 21 e aqui tão perto, num "país irmão". Sei o que é ser chamado de branco, branquelas, pula, colono e tantos outros adjectivos, apenas com o objectivo de reprimir a pessoa pelo facto de estar numa terra que não é dela. Se me senti ofendido? Apenas pelo facto de não poder chamar preto a quem me chama de branco, porque aí sim,,,,,seria racismo. Para a "estória" ficam as fantásticas amizades que deixei, todas elas com uma cor mais escura que a minha mas a quem não hesitei de chamar família africana porque foi isso que verdadeiramente senti. Nesta europa podre é fácil correr atrás de modas só para ficar bem na fotografia, quando na verdade, a maioria não faz puto ideia do que é o mundo e muito menos o que é racismo e o que isso representa. Quem achar que neste pedaço de terra á beira mar plantado há racismo, vá dar um passeio por essa europa "evoluída" e nem precisa ter uma cor mais escura para perceber o quanto somos tolerantes face ao resto da "nossa" comunidade europeia.
ResponderEliminarSendo contra a discriminação, acabou por discriminar e insultar o autor do comentário, só porque manifestou uma posição contrária à sua. Santa paciência para tanto mediatismo irracional...
ResponderEliminarSem interesse. Fica muito distante daqui e não temos relações comerciais com a Coreia do Norte.
ResponderEliminarSr.Louro p.f. explique lá o que é racismo.
ResponderEliminarSó leio e ouço que o branco é que é racista.
É verdade?
Obrigado
antónio manuel
Tem toda a razão. Já nem referi o que menciona nas primeiras frases, pois só isso já irrita o fervoroso adepto das causas mediáticas: como proliferam "influencers", também cada vez mais levamos com gente que não faz outra coisa senão o de andar "à caça" da próxima causa que foque as câmaras na sua direcção... e como o que refere de nada vale, porque até fica lá longe e não dá likes nas selfies ou tempo de antena, em que dê para levar para lá um jornalista para relatar um exclusivo, ignora-se... como se ignora e relativizam as pilhagens, porque logo a seguir há que mostrar em 5 ângulos diferentes uma agressão que justifica todo o enredo que se criou, fazendo os "cuts" para aumentar o drama, qual realizador que ignora tudo o resto só para intensificar o drama... e facilmente hostilizamos o todo pela parte, desculpamos a parte pelo todo, até que apareça a próxima bomba mediática, desde que não seja lá longe, numa África onde pais pretos vendem os seus filhos para os trabalhos pesados, onde as minas de exploração de lítio estão cheias de crianças, onde na rua há mais pedintes do que pessoas a circular a pé, onde o crime violento tem uma expressão preocupante, onde a vida humana, preta, branca, cor-de-rosa, ou o que seja, tem muito pouco valor...
ResponderEliminarCondene-se, por lei, os atentados a essa mesma lei, seja pelo excesso de força policial que resulta em morte, seja pelas pilhagens, seja pelas manifestações convocadas com propósitos violentos... seja o que for... mas conhecendo o outro tipo de racismo, o tal que pouca gente conhece, porque só conhece o que lhe mostram, se fosse um polícia negro a sufocar um cidadão negro, as reacções teriam sido diferentes?
Por sorte não estava lá a CM TV ou a TVI 24 por perto, senão lá apareceria na TV a sua fotografia e a sua vida ficaria destruída graças à vontade de trocar de carro...
ResponderEliminarFalou bem, "Há coisas que têm de ser enfrentadas com coragem", mas são principalmente outras. Opacidade não é compatível com civilização nem com democracia.
ResponderEliminarA comunicação social mostra o que lhes interessa e oculta o resto. O que mostra passa a ser a realidade, o que oculta é como se não existisse. Não haverá aqui além de outras coisas também descriminação? Já lhe falhei nisto, mas parece que não o preocupou!
E estou a ver que gosta de falar nos assuntos que a comunicação social mostra, que estão na moda. Estar na moda pode não ser o mesmo que ser importante, pode interessar que estejam na moda.
Mas não disse quem são os potenciais discriminadores?
Nem quais as consequências dessa descriminação?
No caso de concorrer a um emprego, essa descriminação pode existir também em relação aos brancos por vários motivos como o sexo ou a idade. E há sempre os conhecimentos ou os chamados "padrinhos".
Isso de sermos todos iguais é uma utopia, há sempre uns que são mais iguais do que outros.
Parece que agora a descriminação em relação aos negros é mais grave que em relação aos brancos. E face a outras coisas que existem, isto é um mal menor. Pode não interessar falar nas outras.
O que há muito na sociedade é individualismo, hipocrisia, preocupações selectivas e "Maria vai com as outras".
O Sr.
ResponderEliminarEduardo Louro deve ser ainda um gaiato.
Com pouca experiência de vida ....
Pois com tanta leviandade escreve...
Carlos Silva
e
ResponderEliminarPortugal racista tem uma ministra da justiça negra , um 1º ministro não totalmente branco e deputados negros sem que alguém se incomode com tal facto . Haverá países africanos com ministros e deputados brancos ? ou mesmo mestiços ?
ResponderEliminarEu sou misantropo. Será uma forma de racismo? Também se pode ser racista em relação aos da própria raça ?
ResponderEliminarA brincar a brincar, é assim que elas acontecem...
ResponderEliminarRacismo é haver um roubo e entre 20 pessoas, 19 brancas, 1 preta e desconfiar do preto.
ResponderEliminarÉ dizer que todos os ciganos são iguais porque não querem fazer nada e viver à conta de subsídios.
O que deveríamos todos pedir é se quem vive dos subsídios cumpre as regras a que estão sujeitas. Cigano, preto, branco, azul, amarelo, o que seja.
Quanta gente conhece amigos que fogem a impostos, que não passam facturas, que recebem por fora? Defraudam o estado (todos nós) tanto como as pessoas que tiram de outras maneiras. O que fazemos? São os amigos, ficamos caladinhos e pensamos "aquele safa-se". Não denunciamos os amigos, mas apontamos o dedo a situações que não conhecemos. Porque são ciganos, pretos, etc. Isso é racismo. Exijam mais de cada um de vós e mais das instituições que deveriam controlar os abusos. O resto é racismo.
Mais um à procura dos 15 minutos de fama! Com tantos problemas que estes país tem não mesmo mais nada com que se preocupar fingir que é boa pessoa e está sempre do lado do coitadinho! Santa Hipocrisias! Do que se lembrarão dentro de duas semanas, para fazerem-se de grandes "activistas"!
ResponderEliminarIsso dá um bom argumento para uma curta-metragem. Não dá para mais. Mas reconheço-lhe a inventividade na maneira como desvaloriza um tema sério. Não deixa de ser uma desvalorização, claro.
ResponderEliminarAcha? Eu acho que há muito drama e pouca seriedade nos tempos actuais. Não se devia usar o racismo como plataforma para outras agendas. Isso sim, é nojento, e é o que aí está.
ResponderEliminarUm Eduardo ...Louro a falar de racismo.
ResponderEliminarAgora vou-te fazer uma pergunta, quantos ciganos conheces que sejam íntegros e sérios? Quantos conheces que trabalham como todos nós? Que descontam para a segurança social em vez de irem todos os meses buscarem os subsídios para comprarem Mercedes, BMW, Audis e afins? E o racista somos nós? Ou há etnias que são racistas e que ainda por cima se fazem de vitimas?
ResponderEliminarEu acrescentaria para todos os acérrimos defensores da causa cigana que antes de virem falar de segregação e afins, primeiro vão morar para perto de uma comunidade cigana e depois coloquem os filhos nas mesmas escolas e turmas dos ciganitos. Só depois disso poderão falar com conhecimento de causa. Fica o desafio.
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