
O Presidente da República e o primeiro-ministro, se bem que em registos diferentes, anunciaram ontem o fim das reuniões do Infarmed, assim ficaram conhecidos os encontros regulares entre a política e a ciência para análise da evolução da pandemia.
Parece estranho que, quando os números se complicam a olhos vistos, e o ministro Santos Silva resume a política externa ao praguejar diário contra os novos inimigos do país - ontem foi a vez da Escócia e da Finlândia vetarem entradas provenientes de Portugal, mais dois novos inimigos -, os políticos digam que pronto, já sabem tudo e não precisam de saber mais nada. Mas não é, é política!
Rui Rio, que também por lá aparecia, já tinha dito isso, que não havia necessidades dessas reuniões. Parece estranho ver Rui Rio a criar um facto político, isso tem estado fora das possibilidades. Mas, lá está... é política!
Mário Centeno foi ontem - dizem - vexado no Parlamento, na audição parlamentar que se segue à sua nomeação para governador de Banco de Portugal, que não serve para nada. Se não para isso, vá lá... E que acabou com João Cotrim de Figueiredo, o líder e deputado único da Iniciativa Liberal, a anunciar a intenção de interpor uma providência cautelar contra a nomeação. Ninguém percebe, nem o próprio, o que é que a esta nomeação tem a ver com a Justiça. Nem como é que os tribunais a podem impedir. Mas é política!
Pelos vistos ontem foi um dia cheio de política...
O ministro Santos Silva podia preocupar-se com os “amigos” - li agora no Sapo que estão cerca de dois mil estudantes holandeses na zona de Albufeira, que não cumprem nenhuma regra sanitária relativa ao Covid. E ainda se queixam de que a polícia lhes bateu, o que só acredito vendo. E vêm mais.
ResponderEliminarRecordemos que ainda há pouco os holandeses eram “inimigos” do ministro e governo - e por arrasto do Presidente Sousa - por duvidarem da forma magistral como por cá o estado administra os dinheiros.
Talvez o ministro tenha simultaneamente passado a mensagem que Portugal é pouco seguro, e seguro demais. O que já estou a ver é que no final do Verão o turismo não recuperou grande coisa e o vírus recuperou tudo.
Ou desconfina-se tudo - e a festa do Avante deixa de ser um problema - ou levam-se as regras a sério. Esta política esquizofrénica é que não.
"E ainda se queixam de que a polícia lhes bateu, o que só acredito vendo."
ResponderEliminarA polícia não lhes bateu coisa nenhuma, apenas lhes disse umas boas verdades sobre virem para cá fazer porcaria. Eles estão é habituados a que a polícia do país deles os trate de forma privilegiada por serem brancos mas cá em Portugal a polícia é uma besta com toda a gente, independentemente da nacionalidade ou etnia. Não é por serem turistas brancos que passam a ter tratamento especial.
Eu cá não quero turismo Covid no meu país. Já temos casos que chegue em Portugal, não precisamos do turismo Covid vindo de países que chegaram a ter 40000 mortes como é o caso do Reino Unido. Os turistas europeus não estão a enviar os seus melhores e por isso têm que ser impedidos de entrar em Portugal!
Eu do turismo Covid quero é distância. Que todo o mundo nos vete. Não fazem cá falta.
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