Coincidência, ou não, a apresentação da “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030” de António Costa Silva - que vai estar em discussão pública durante um mês -aconteceu pouco depois de se ver o fumo branco que saía da reunião extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas.
Sem os milhões de Bruxelas, sejam lá eles o que forem - na verdade toda a gente festeja aqueles números cheios de zeros, mas ninguém sabe ainda muito bem o que aquele fumo branco anunciou - não haveria "recuperação económica". E não havia "visão estratégia" que nos valesse.
Sabe-se como tem sido frequente em Portugal gastar por gastar. Há dinheiro, tem que ser gasto, não importa como. Tem sido assim, com pouco rigor e nenhum proveito. A não ser para os mesmos de sempre que, invariavelmente com grande visão estratégica e maior capacidade empreendedora, esgotam os seus talentos em projectos de caça aos fundos.
Esperemos que o dinheiro continue a correr, e cá chegue todo o que está anunciado. Que o Plano Estratégico de Costa Silva reúna consenso alargado para a sua aplicação. E que milhões e Plano casem por interesse para nos fazerem felizes para sempre.
Não estamos nada habituados a finais felizes, mas gostamos sempre de acreditar neles.
Não por acaso, parece que exumaram todos os projectos do ocaso socrático. E o incrível Medina chamou, hoje mesmo, já depois da notícia do recebimento dos 45 000 000 000, os bois pelos nomes - “a Holanda e os seus amigos forretas”. Até o tio Marcelo veio lembrar que o dinheiro pertence a todos os portugueses - ele tenta, mas no fundo sabe: o dinheiro é do PS.
ResponderEliminarParece que nunca recebemos tanto da Europa - os “forretas” - e que é uma oportunidade irrepetível (mais uma), e que não se pode perder. Ou seja, pode considerar-se perdida. Mais uma.
Lá vão mais uns quantos comprar Montes no Alentejo e Jeeps para irem à caça...
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