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As despedidas são sempre difíceis, e muitas vezes tristes. A despedida do Benfica ao título de campeão não foi diferente: difícil, e muitas vezes triste.
Triste de mais, em muitas fases da primeira parte do jogo desta noite, na Luz, quando os jogadores do Vitória de Guimarães chegaram a parecer todos melhores que os do Benfica. E alguns mesmo muito melhores. como foi o caso do britânico Edwards. E, pasme-se, até Ola John.
O inicio do jogo ficou marcado por muitas falhas individuais dos jogadores, de ambos os lados. Os de Guimarães rapidamente serenaram, talvez até por perceberem que os adversários não atemorizavam ninguém, e passaram a mandar no jogo, e a criar oportunidades para golo. Nos do Benfica tudo falhava, e falhavam no básico da técnica individual, como a recepção e o passe. Chegou a ser aflitiva a sucessão com que perdiam a bola, justamente por maus passes e péssimas recepções.
Valeu ao Benfica nesta fase aquela pontinha de sorte que tão arredada andou durante jogos a fio, e que fez com que o Vitória não marcasse em três ocasiões claras que criou para o fazer. Numa delas a bola rematada pelo endiabrado e categorizado Edwards foi bater em tudo o que era ferro da baliza de Vlachodimos. E valeu que o Nelson Veríssimo viu o que todos estávamos a ver: que Weigl estava perdido em campo e em claro risco de ser contemplado com o segundo amarelo, e deixar a equipa a jogar com dez.
Ao substituir o alemão pelo desaparecido Florentino, aos trinta minutos Veríssimo mudou o jogo. O miúdo que há meses tinha partido para parte incerta entrou e mostrou que é muito melhor solução para aquela posição chave. A capacidade para recuperar e segurar a bola subiu a olhos vistos depois da entrado do Florentino. O golo de Chiquinho, aos 37 minutos, fez o resto. E o jogo não voltou a ser o mesmo. A gritante superioridade do Vitória esfumou-se, e o espectro de mais um resultado negativo em cima de mais uma exibição confrangedora foi substituído por uma janela de oportunidade para ganhar o jogo, e evitar festejos de terceiros já esta noite.
A segunda parte, com mais duas substituições acertadas, confirmaria os melhores cenários abertos com aquela substituição fulcral. As entradas de Seferovic e Rafa para os lugares do ineficaz Vinícius e do desinspirado e acomodado Pizzi trouxeram estabilidade à equipa.
Se na primeira parte a única jogada de futebol aceitável para uma equipa do Benfica foi a do golo, na segunda, mesmo sem dar para muitos entusiasmos, a equipa construiu alguns belos lances de futebol. Sempre com Rafa e Seferovic como intérpretes, de que o segundo golo, já aos 86 minutos, cinco minutos depois de um espectacular chapéu do meio campo do suíço. que o Douglas defendeu de forma soberba, é o melhor exemplo.
Mas não foi só a ter bola e a atacar que a equipa melhorou com Florentino. Foi também a defender.
Com a inevitabilidade instalada de sofrer golos, quando o Guimarães voltou a crescer naqueles 10 minutos que mediaram entre os 70 e os 80, temeu-se pela repetição do que sucedera no último jogo, em Famalicão. Não aconteceu justamente porque a equipa estava a defender melhor e conseguiu, por isso, a proeza - nesta altura não tem outra classificação - de, muitos jogos depois, chegar ao fim com a baliza a zeros.
É no entanto evidente que a equipa continua doente. Nenhum dos males de que sofre foi debelado. Mas pode que esta aspirina de hoje lhe permita acabar a época com um mínimo de dignidade.
Então e sobre a actuação do árbitro? Nepia?
ResponderEliminarDeviam jogar a segunda parte com 10, mas a isenção e a ( falta de ) memória não alcançam!
Algumas crónicas são escritas sob o efeito de amnésia. Outras sob o efeito de desilusão persecutoria - provavelmente por carência de serotonina!
Falas muito de corrupção ainda não provada na casa dos outros. Estás mortinho de vontade de conspurcar um homem sério como Passos Coelho - mas vais morrer esperando! Melhor será esperar por Godot! Entretanto vai-te entretendo com o teu " primeiro-ministro" encarnado - sobre essa corrupção não provada já tens matéria para um romance ( se o soubesses escrever).
ResponderEliminarQual jogar com dez cegos... O homem no lance do amarelo joga primeiro a bola e depois existe contacto logo não existe amarelo.
ResponderEliminarMas existiu.
ResponderEliminar"O silêncio de Jesus".
ResponderEliminarO Santo Sepulcro.
A sepultura.
Estes, sim, são os temas que vão afundar os lampiões.
Para uma equipa onde 3 ou 4 indivíduos optaram por queimar o treinador e assim perderam o campeonato, não se espera nada de bom. O melhor que o JJ faz é ficar pelo samba que aqui o fado é sempre o mesmo.
ResponderEliminarTanta inveja existe em Portugal. O futebol é um bom exemplo. LFV com todos os defeitos que tenha, fez um trabalho extraordinário. E o Benfica é e continuará a ser o Maior clube de Portugal porque os outros dois são demasiado mesquinhos e invejosos.
ResponderEliminarO Sporting não ganha um título há quase 20 anos. Já não é um clube grande, está ao nível do Braga.
O fcp é aquilo que as escutas do apito dourado demonstram e estão no youtube. Mas lá a lei não se aplica.
A azia é lixada. A seguir temos julgamento por fraude fiscal e branqueamento de capitais do hmm hmm Orelhas y sus muchachos. Julgamento em tribunal oficial. Desta vez, não há vouchers que lhes valham.
ResponderEliminarParabéns ao Porto pelo campeonato e por terem transformado uma desvantagem de 7 pontos numa vantagem de 8 pontos. Quanto ao Benfica, tem mesmo que procurar um buraco para se enterrar bem enterrado. Perder 15 pontos em relação ao rival em apenas metade da época...
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