quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Hiroshima

Hiroshima lembra bomba atómica | Mundo | Jornal de Angola - Online


 


Há 75 anos - pelas 8h15 da manhã de 6 de agosto de 1945 - o Enola Gay, pilotado pelo americano Paul Tibbets, lançou sobre Hiroshima a primeira bomba atómica da História.


Seguir-se-ia, três dias depois, Nagasaki. E o mundo mudou, para sempre. O Japão imperial foi obrigado a aceitar uma rendição que não cabia no seu quadro mental, e a Guerra acabaria logo a seguir. Na realidade já tinha acabado, e na realidade o mundo poderia ter- se poupado a tamanha tragédia.


A maior mudança não foi imediata. Nem o fim de uma guerra que já tinha acabado. Foi a nova consciência que Hiroshima e Nagasaki trouxeram ao mundo. A consciência que a Humanidade adquiriu que aquela era a maior ameaça que já conhecera. 


Uma consciência que fez com que, por mais que sempre em perigosos equilíbrios de terror, tivessem passado três quartos de século sem que bombas atómicas voltassem a ser lançadas para destruir o futuro da Humanidade.


 


 

25 comentários:

  1. E no entanto, Chernobyl libertou por hora, durante semanas, o equivalente em radiação a 24 Hiroshimas - 24 por hora. Até alguém na URSS perceber que só com propaganda não resolvia o problema.
    E sim, esta imagem é aterradora, mas Hiroshima é hoje uma cidade viva, habitada, e até bonita.
    Mais discretas, muito mais perigosas, são as piscinas com toneladas de barras de plutónio que se vão amontoando junto das centrais nucleares. O plutónio tem uma meia-vida de 24100 anos, e não convém que lhes falte água fresca durante esse tempo.
    Como curiosidade, há meia dúzia de anos fez-se um estudo em França que concluiu que, se todo o parque automóvel do país fosse eléctrico, necessitariam, só em França, de mais 28 centrais nucleares. Não sei o que é pior.

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  2. Está mente brilhante continua a insistir que as bombas atómica lançadas no Japão foram desnecessarias. Andei eu a estudar história e geopolítica durante anos a fio e nunca ouvi tamanho disparate! Nunca ninguém se atreveu a dizer-me, documentado ou não, que Truman era um psicopata! Mas talvez o ilustre blogueiro queira justificar a presença militar norte-americana no Pacífico desde o fim da guerra até aos nossos dias com o lançamento de tais bombas. Ainda que para o referido efeito - e sobretudo a imperiosa necessidade de vergar o Japão e acabar imediatamente com a carnificina no Pacífico - não era necessário tal acrobacia!
    Definitivamente vergado à sua sapiência!
    JM

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  3. Ó António, francamente... Nos 75 anos de Hiroshima acha que eu deveria falar de Chernobyl. Como não falei, falou você. Fez bem.

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  4. Não pretendo desvalorizar o tema. O mundo mudou depois disso, e por causa disso. Não sei se para melhor.
    Hiroshima, Nagasaki, mas também Three Mile Island, Chernobyl, Semafield, Fukushima, descendem dessa linhagem. São mais quietas, é a diferença.

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  5. Têm em comum o urânio. Mas são coisas diferentes: umas são armas militares, usadas para exterminar; outras são tecnologia industrial, perigosa porque pouco segura.
    Não é preciso misturar, António.

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  6. Perdeste toda a credibilidade a partir do momento em que o avião se chama ENOLA e não engola, e com esse "tripolados".

    um conselho, lê 10x o texto antes de o publicar, para evitar erros destes

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  7. E quem disse que a energia para alimentar o parque automóvel francês, teria de vir de mais de 28 centrais nucleares?

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  8. Boa. Este é dos que dizem que "estudam" anos a fio, e por isso, a gente tem de se encolher...

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  9. Sobre a Radiação, existem muitos mais locais por todo Mundo onde ela existe, bem perto de nós nos Açores na Ilha Terceira, deixada também pelos Americanos, em despojos da II Grande Guerra que ali foram guardados, mas a Radiação contínua lá, e quem lá mora acaba por sofrer os seus efeitos. O mesmo se passa no Mar do Norte e no Mar Báltico com os despojos das duas Grandes Guerras, aí no fundo do mar e mesmo na zona costeira, milhares de armas químicas, navios de guerra, submarinos nucleares, libertam tanto Radiação como o químico das Bombas ali depositadas. Sofre a flora marinha, e acabamos por sofrer nós, o Bacalhau que tanto amamos, acaba por estar também contaminado. Mas entre contaminação Radioativa e Química, Minas Portuguesas abandonadas e locais Paradisíacos no Pacífico contaminados por Matetial Nuclear, não existe no Mundo nenhum lugar Clean and Safe.

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  10. No entanto, ainda sobre a Radiação, como dizia Lavoisier "Na Natureza nada se cria, nada se perde, Tudo se Transforma...". Por mais que falemos sobre a acção da Radiação sobre toda e qualquer Matéria Química, não podemos esquecer que foi esta a Base que Transformou a Terra e deu Origem à Vida. No entanto Para o Bem e para o Mal a Radiação faz parte de todo Universo e de Toda Transformação.

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  11. António José Sousa Fonseca7 de agosto de 2020 às 06:58

    "Na realidade já tinha acabado, e na realidade o mundo poderia ter- se poupado a tamanha tragédia."
    250 000 mortos são uma nota de rodapé num conflito onde morreram mais de 85 000 000.

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  12. Meu caro Eduardo, falar sobre Hiroshima vai sendo, cada vez mais, como que proibido.
    O que vende e dá que falar nas tv's, jornais e redes sociais é, assim, do tipo Cristina Ferreira e Chega. Ao que consta, a Cristina escreveu:"A nenhum homem, quando muda, são atribuídas as palavras 'ganância', 'traidor', ou 'sedento de poder'. Num homem é crescimento. Talvez por isso me tenham dito, nos últimos tempos, que tenho uns grandes tomates. Deixem-me dizer-vos que não. Tenho mamas e uma vagina.", diz ainda.
    Pois bem. Eu, como sou muito observador, acho que a Cristina tem uma grande boca para fazer umas mamadas. E como ela é muito "pràfrentex" e se acha muito culta, bem pode começar por convidar a fressureira da cultura para o seu novo primeiro programa e lamber-lhe a vagina (?) em directo.

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  13. #sempre_os_mesmos_do_costume #lmfao #usa_e_abusa

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  14. Quem te pediu que te encolhesses?
    És livre de te esticares. Contudo, o mais avisado é não te esticares muito porque corres o risco de te partires! Contra as leis da física nada se faz.
    JM

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  15. A utilização da Bomba A foi tomada sobre um estudo de alternativas militares em que a pior expectativa era mais 4 anos e mais 4 milhões de mortos. A resistência suicida dos combatentes japoneses estimada pelo ocorrido em Iwo Jima, Guadalcanal e sobretudo Okinawa fazia prever 1,5 milhões de baixas americanas.

    Se calhar sou picuínhas mas acho excessivo encontrar 4 erros num primeiro parágrafo de apenas 2 linhas.
    Não era Engola Gay mas Enola Gay (suponho que foi sorte não escrever Engole Gay) nome da mãe do piloto cor. Tibbets...
    ... que pilotava e não tripulava (isso seriam todos os tripulantes) e ...
    ... diz-se tripulante e não tripolante.
    Para finalizar o ramalhete, a "Little Boy" não foi a primeira bomba atómica da história pois isso foi a "Trinity" detonada em Alamogordo, New Mexico em 16.7 e, aliás, de maior potência.

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  16. "Monóculos de visão noturna. Exército escolhe proposta 666 mil euros mais cara"

    O Costa e o ministro da defesa vão caçar gambusinos

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  17. Amigo Francisco, não se exalte. Toda a gente sabe que "tudo junto" se escreve separado e que "separado" se escreve tudo junto.
    Isso de engole o gay é muito apimentado, certo?

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  18. Eduardo Louro, aconselho-o a ir ao Japão (se não tiver tomates para ir a Hiroshima e Nagasaki, não se preocupe) conhecer japoneses comuns. Mesmo agora, os japoneses defendem a sua cultura e a sua ilha contra qualquer situação, imagine há 75 anos atrás, quando lhes diziam que os americanos iriam matar os japoneses e levar as japonesas para os bordéis americanos. O Bushido é lá levado muito a sério e sem as bombas atómicas, o Japão seria outra Alemanha, com a diferença que russos e americanos teriam perdido 10 a 20 milhões de soldados e 120 milhões de japoneses morreriam, até a guerra acabar.
    Vá ao Japão e conheça a forma de pensar das pessoas de lá, perceberá que são muito diferentes da grandíssima maioria dos portugueses, que se vendem pela maior nota que lhes apareça à frente.

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  19. sim, o facto é que nao se repetiu, nao voltaram as tais bombas.

    Mas nao sabemos porque, só podemos especular.

    E se simplesmente nao voltaram a ser necessarias ?

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  20. Lançar duas bombas atómicas ( a primeira de urânio e a outra de plutónio) sobre alvos, na sua maioria civis, não só constitui um crime de guerra, como é um exemplo paradigmático de crime contra a Humanidade.
    Os E.U.A. só não foram julgados, porque o tribunal Internacional penal julgou apenas as atrocidades cometidas pelos países derrotados. Os países vitoriosos, no seu trono da hipocrisia, gozaram de impunidade pela tragédia provocada contra os civis japoneses.
    Denominar as bombas como "little boy" e "fat man" revelam claramente a leviandade do acto, o nível de desprezo pela vida humana e o total distanciamento emocional do terror inenarrável que cometeram. Colocar o nome de Enola Gay ao Bombardeiro que lançaria a primeira bomba sobre Hiroshima revela o traço, no mínimo psicopata, do piloto.
    Não consigo imaginar uma mãe (Edith Enola Gay Tibbets) com orgulho de um filho pelo facto de matar mais de 150 mil pessoas em segundos. A não ser que a senhora partilhasse das mesmas trevas do vazio ético-moral.
    Os sobreviventes, ao indescritível e cruel terror, foram ainda vítimas da radiação nos anos/décadas posteriores.
    Há muita coisa discutível, mas a distinção entre certo e errado deveria ser condição intrínseca ao ser humano. Requisito essencial para a condição de dignidade humana.
    Infelizmente, há seres que simplesmente são mais "humanos" que outros. A falta de empatia de alguns é assustadora e extremamente perigosa.
    Quando o presidente Truman referiu que tomou a decisão de lançar as bombas e matar civis em 10/15 minutos... bem... para qualquer pessoa decente, nem vale a pena qualificar tal leviandade na prática do terror, do massacre indiscriminado de civis.
    O que interessava era testar as bombas. Ponto. Gastaram milhões no famigerado "Projecto Manhatan". Tinham de testar. Berlim estava fora de coagitação porque já estava ocupado pelos soviéticos, por isso restava o Japão. Durante semanas isolaram as cidades. Como um cientista controla a amostra e as variáveis para os testes, também estes generais, engenheiros e físicos quiseram descobrir a real capacidade e dimensão destrutiva da sua "brilhante" máquina bélica.
    Prefiro acreditar que se Roosevelt não tivesse falecido meses antes, não teria concordado com acto tão vil e desnecessário.
    As desculpas posteriormente utilizadas só são suficientes para os cegos pelo fanatismo, para os insensatos e para aqueles que "só querem ver tudo a arder ".
    Note-se que o próprio físico Robert Oppenheimer, responsável pelo laboratório do Projecto Manhattan, disse mais tarde discordar do lançamento das bombas, porque estas visavam combater o regime nazi e só se necessárias. Einstein também se arrependeu do seu contributo após o genocídio.
    Foi uma tragédia e não uma táctica militar. Foi uma vergonha para toda a Humanidade.
    Enquanto houverem homens que distorcem a história e defendem o uso de actos grotescos sem propósito algum a não ser testar e apreciar o nivel de devastação, haverá sempre a possibilidade de se repetir.

    Dito isto, Sr. Anónimo:

    Uma coisa é errar um nome (Enola), porque isso é um lapso que não provoca dano e é facilmente corrigível, mas errar nos princípios éticos, nos valores morais, no respeito pelos direitos fundamentais intrínsecos ao ser humano... bem... isso é perigoso, assustador e propício a actos futuros actos similares.
    Não precisamos de gente que distorce a História, que releva o massacre de milhares pessoas.
    Simplesmente NÃO HÁ razão para se matarem civis. Daí que tal conduta se subsuma num crime de guerra nos termos previstos, à data, pela Convenção de Genebra.
    Você achar razão, inventar dados e justificações, não apaga os factos e não ressuscita os mortos. Apenas revela o seu carácter, a ausência de bússola ética-moral, o seu desprezo pelos direitos humanos e pelo sofrimento alheio. E o problema é que, como você, há muitos. E é nisso que reside o absoluto horror. Essa banalidade do mal, na aceitação de actos dantescos.
    Porque no final e afinal, um

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  21. As Bombas não voltaram!? Mas a Indústria de Armamento contínua a apostar no Nuclear e em Mísseis Balísticos de longo alcance. A Geopolítica de Hoje é também mais diversificada do que no pós II Guerra Mundial. Num outrora clima de Guerra Fria, apenas tinhamos Rússia e Estados Unidos, hoje são inúmeros e muito mais imprevisíveis os Países que detêm Ogivas Nucleares e a "receita da Bomba Atómica", prontos para o tudo ou nada.
    Para além do que possa ou não vir a acontecer em termos de Guerra, temos ainda um sem número de Armamento Obsoleto, que é depositado a belo prazer, ao sabor do tempo, da deterioração e roubos. A certeza do que possa agora acontecer é uma Grande Incógnita, e ao mesmo tempo uma Bomba Relógio que pode rebentar em qualquer lado. Beirute, em plenos 75 anos de Hiroshima, é a prova de que Material Potencialmente Perigoso e quiçá Armamento, pode fazer acontecer o imprevisível.

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  22. Escrevi: "O Japão imperial foi obrigado a aceitar uma rendição que não cabia no seu quadro mental".

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