
Esse partido de que não se pode dizer o nome, por causa do algoritmo, reuniu este fim de semana em Convenção Nacional. Onde o seu líder, cujo nome é, pelas mesmas razões impronunciável, acabado de eleger com mais de 99% dos votos, mas com grandes dificuldades em fazer aprovar a sua direcção e estratégia, garantiu transformar a agremiação na terceira força política do país e disputar pessoalmente a segunda volta das presidenciais
A coisa foi agitada, e não foi só por ter sido preciso esperar pela terceira votação para conseguir aprovar a direcção. A GNR teve mesmo de por lá aparecer para pôr alguma ordem naquilo, porque aquela gente faz questão de insistir que a pandemia não passa de uma questão ideológica, e que distâncias e máscaras, como bem ensinam Bolsonaro e Trump, não é coisa para eles.
Mas não foi esta agitação que mais me chamou a atenção nesta reunião. Interessava-me mais, num partido em que apenas o líder se conhecia, e que crescia nas sondagens pela mobilização dos desiludidos da democracia, os que vêm engrossando a enorme legião de abstencionistas, perceber quem começava a chegar-se atrás do cheiro a lugares de deputados, presidentes de câmara, vereadores ou até de juntas de freguesia. Ver esses nomes e as suas manobras de bastidores.
E viu-se uma coisa interessante. Viu-se, por exemplo, que um ou outro nome vinha do PNR. Mais uns tantos vinham da Aliança, do Pedro Santana Lopes que por aí vai andando, e que grande parte vem mesmo directamente do PSD. Se juntarmos a malta da Aliança, que também de lá chegou há pouco tempo, percebemos que este partido de fora do sistema, que se alimenta de desiludidos do regime, é constituído por gente que fez todo o seu percurso político no PSD. Que fez o regime, com tudo o que de certo, e de errado, ele tem.
Não consigo perceber é se isto diz mais sobre o PSD se sobre este partido que não pode dizer o nome. Há quem lhe chame "chaga". Parece-me bem: vou adoptar!
Chaga ou BE , venha o diabo e escolha.
ResponderEliminarUm algoritmo censor. E quando lhe adicionarem palavras nefastas, como greve, revolução, liberdade, solidariedade, reinvindicação, protesto?
ResponderEliminarNá. Tirem os algoritmos. O Hitler tem de estar pesquisável, Hiroshima, Holodomor, não se podem apagar da história. É um risco demasiado grande, esquecer.
Os facistas não acertam o passo ?
ResponderEliminarBE sem hesitar um segundo. Vá ler os programas.
ResponderEliminarA sério? As pessoas não sabiam mesmo onde tinha andado escondido o alegadamente defunto Estado Novo?
ResponderEliminarNão esquecer o passado não é a mesma coisa que projectá-lo para o futuro. Uma coisa é não o esquecer, mantê-lo no seu cantinho da História, outra é pegar nele e transportá-lo em glória para um futuro onde não pode ter lugar!
ResponderEliminarNunca vi escrito por si tal preocupação em relação ao marxismo-leninismo plasmado no programa do PC! Será que a História não lhe ensinou nada em relação a este partido? Nunca o vi manifestar tais preocupações ao longo dos últimos anos!
ResponderEliminarA coerência e a imparcialidade nunca foram qualidades suas. "Vozes de burros nunca chegam ao Céu!"