
Poderemos não estar na segunda vaga da epidemia, mas já estamos numa segunda vaga do confinamento. É uma espécie de confinamento 2.0, o que o governo acabou de anunciar, com as medidas que entrarão em vigor a partir do próximo dia 15, já no início da próxima semana.
A ideia que fica é que, não fossem os imperativos económicos e orçamentais, e teríamos o regresso do confinamento puro e duro da primeira versão. Simplesmente o país não aguenta uma segunda vaga de confinamento.
O governo está mesmo assustado, e fica também a ideia que, desta vez, está mais assustado que as pessoas. Que parece que já não querem saber...
Essa é que talvez seja a segunda vaga. Porque, dizem os entendidos, que o vírus se está a comportar exactamente como os cientistas previram que se comportasse... Mas o tempo da ciência nunca corre ao lado do tempo da política.
O governo está desorientado, e desde há muito. Dando o desconto dos primeiros tempos, em que pouco ou nada se sabia sobre o vírus, a partir de certa altura convinha ser consequente. Tem sido um sem-fim de ordens contraditórias - não usem máscara, usem máscara, os ingleses estão pior que nós, queremos cá os ingleses, não há ajuntamentos, há o 1° de Maio, não há festas, há o Avante, somos um milagre, somos uma desgraça, a Champions é o merecido prémio à classe médica, os médicos são uns cobardes.
ResponderEliminarGuimarães quer máscaras na rua. Porquê? Que informação concreta saíu nestes 6 meses, que leva pastores a estar de máscara num descampado a perder de vista? E nos transportes públicos lotados não há risco de infecção. Marcelo diz que está tudo bem. Marcelo fecha-se em casa. Marcelo vai à praia. Fecharam escolas com 80 casos por dia, abrem com 600. O vírus transmite-se a meio metro, a dois metros, a dez metros. Mas não nos aviões.
Colocaram acrílicos nas repartições, mas os documentos andam de mão em mão. Nas secções de “lifestyle” ensinam a maneira mais chique de usar máscara, o penteado que vai melhor com a máscara.
A imprensa carrega, as redes sociais ampliam. O vírus é uma arma biológica dos chineses, ou dos russos, ou dos americanos. O chá de teia de aranha cura o vírus. Beber lixívia cura o vírus. Já há vacina. Afinal não há. Já há tratamento. Afinal não há. Afinal há, mas está escondido por razões de domínio global.
O milagre é ainda haver alguma sanidade mental. A desgraça é ser tão pouca.
O Medo torna-se Mais Forte do que o Pensamento!
ResponderEliminarOra a Segunda vaga... Mais tarde ou mais Cedo o Inevitável iria Acontecer, como qualquer Catástrofe Natural, Acontece. Só as Guerras se podem Evitar, ainda que nem sempre o Homem o queira. Queira a Humanidade e o Consiga travar esta Catástrofe, que em Guerra a cada Passo se parece tornar, com as Mortes que pelo Caminho Arrasta.
ResponderEliminarSegunda vaga?...
ResponderEliminarVamos tentar estar no "pico" dela.
Não nos deixemos "afundar".
Bom domingo.
Confinamento sim... excepto nas escolas! Aí é para tudo estar em funcionamento e para os miúdos infectarem os professores e as famílias! Porque não é benéfico para o grande capital que os papás tenham que estar a tomar conta dos filhos em casa.
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