Não sei como classificar a embaraçada reacção de António Costa aos embaraçosos resultados das eleições regionais dos Açores. Mas não encontro melhores adjectivos que patético e cínico.
Já tínhamos visto muitas vezes o Costa cínico. E algumas vezes tão bem no papel que até lhe chamamos rara habilidade política. O Costa patético é que era raro. Mas começa a surgir-nos à frente com bastante frequência.
Depois de perder a maioria absoluta no Parlamento Regional, com resultados que não deixam vislumbrar maneira de formar qualquer outra, e com memória do que aconteceu nas legislativas de 2015, achar que não há mais nada a dizer que festejar a sétima vitória consecutiva do PS nos Açores não é habilidade política, é cinismo. Fazê-lo como o fez, é ridículo.
Bem podia ter entregado esse papel a outro. Até porque teria sempre a desculpa de ter bem mais que fazer.
Por causa do Covid não deve ter muito que fazer. Tem uma ministra da saúde, uma directora-geral de saúde, um conselho nacional de saúde, e um conselho nacional de saúde pública. Por atacado, devem ser uns milhares de pessoas a tratar-nos directamente da parte burocrática da saúde.
ResponderEliminarSó se anda ocupado a magicar como nos há-de tratar da saúde de outros modos. Ou preocupado com o futuro, não se dê o caso de ter de, sei lá, trabalhar, ou coisa assim.