
Com as infecções pelo coronavirus a terem já atingido 1% da população, e a baterem recordes desde o início da pandemia, e com a ameaça do regresso ao confinamento cada vez mais real, o tempo é agora de vacinação contra a gripe.
Foi montada uma vasta campanha de sensibilização para a campanha de vacinação, por fases, de acordo com os segmentos alvo. Primeiro os profissionais de saúde e, depois, os idosos. Arrancou ontem a fase de vacinação dos mais mais velhos, e o presidente da República, como não podia deixar de ser com o Professor Marcelo, correu a vacinar-se em público. Para reforçar a campanha, evidentemente. As imagens não terão sido as mais felizes, e deram mesmo para a inevitável sucessão de memes nas redes sociais, mas o objectivo era o mesmo - mobilizar a população, e particularmente a mais vulnerável, para a vacinação contra a gripe.
Mobilizadas por todas estas campanhas as pessoas começaram a procurar a vacina. Começaram a ligar para os Centros de Saúde, ou para as Unidades Familiares de Saúde, mas do outro lado ninguém atende o telefone. Deslocaram-se pessoalmente, mas só encontraram filas a dobrar o quarteirão. Foram procurar a vacina às farmácias, e ... nada. Tinham recebido uma ínfima percentagem das que haviam encomendado, insuficientes até para o próprio pessoal da farmácia.
É assim. Há sempre coisas que não batem certo. Até numa simples vacina para a gripe. Que, de resto, se não houvesse sempre qualquer coisa a não bater certo, deveria este ano ter menos procura. Se o vírus da gripe se propaga de forma idêntica à do coronavirus, e se temos em vigor uma série de medidas de protecção contra este último, entre as quais o uso da máscara, o natural seria que as pessoas estivessem mais defendidas da gripe que nos anos anteriores.
Tente comunicar com o Centro de saúde por e-mail e possivelmente terá mais sorte !
ResponderEliminarImagino como vai ser para o ano: nu e exibindo uma erecção (se ainda conseguir).
ResponderEliminarSua Excelência tinha a obrigação de saber que o comandante é o último do pelotão a beber água.
ResponderEliminarTanta pressa antes que se acabe a vacina é um péssimo exemplo de quem quer fazer o papel de exemplar.
Ainda está a tempo de ir fazer uma recruta.
Não tem.
ResponderEliminarO governo comprou dois milhões de vacinas. Mas como a situação que o Eduardo Louro descreve é a triste realidade, um milhão deve ficar por dar. Não sei se será propositado, e se há algum esquema para as que “sobrarem”.
ResponderEliminarNo centro de saúde não atendem o telefone. Não é por causa da pandemia, é a norma. Responder aos emails também não respondem. E se lá aparecer sem marcar não entro.
Eu sei que tenho lá uma vacina à minha espera, mas, por seis euros, a farmácia reservou-me uma, deixei o contacto, enviaram um sms com o dia e a hora, e já estou vacinado. Sem filas, sem perder horas de trabalho.
Tomar a vacina “gratuita” no centro de saúde, se conseguisse, saía-me mais caro.
E é esta a diferença entre uma farmácia de bairro e o colosso estatal. Meia dúzia de farmacêuticos conseguem vacinar mais gente que um centro de saúde, não há desperdício, não há filas, há simpatia, e não tenho que sustentar a farmácia com os meus impostos.