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A França foi de novo vítima de mais um ataque do terrorismo islâmico, agora numa nova onda de ataques solitários a alvos indiscriminados, mas simbólicos.
Este de ontem, na Basílica de Notre-Dame, em Nice - e entre mais duas tentativas, uma em Avignon e outra na própria embaixada francesa na Arábia Saudita -, matando três pessoas, entre as quais uma mulher degolada, é carregado de simbologia. E não é por, numa casa de um Deus, se matar em nome de outro. É pela própria notícia do acto terrorista praticado por um jovem tunisino de 21 anos. Nuns jornais, chegado a França no início do mês. Sem mais. Noutros, aportado em Lampedusa, em mais uma onda de refugiados, antes de entrar em França.
Não faz diferença nenhuma, mas é flagrantemente simbólico.
Até quando?
ResponderEliminarNa década de 80, recordo-me de ler uma BD francesa, muito corrosiva, sobre um casal de classe média parisiense. Numa soireé, os convidados estranharam a ausência temporária do anfitrião. A esposa explica-lhes que o marido está a rezar virado para Meca. Quadro da Renault, todos os dias era sodomizado no emprego pelos muçulmanos, até que se fartou e converteu-se ao Islão. Nunca mais foi sodomizado, e a história continua.
ResponderEliminarHá 40 anos, portanto, e pelo menos, que a França tem um problema grave com o Islão. Mais grave agora, que essa BD seria impublicável, ou os autores seriam degolados. Houve um tempo em que podiam brincar. Claramente esse tempo terminou.
Tudo isto me recorda outra história - que não é uma BD, não inclui muçulmanos, mas também deve fazer pensar. Quando os chineses começaram a comprar Volvos, os suecos acharam muito giro, quando compraram a Volvo deixaram de achar.
A Europa está sob ataques cerrados, por forças que não são tolerantes, e não toleram valores humanistas e democráticos. E que, como tal, não deviam ser toleradas.
Claro que as forças não tolerantes não podem ser toleradas. O problema é que isso não resolve o problema. Os problemas.
ResponderEliminarDar a outra face normalmente significa levar duas vezes. Depois começamos a levar noutros sítios. É o que acontece em França. Começam a não ter senão duas escolhas - serem intolerantes, ou serem conquistados pelos intolerantes. Difícil escolha.
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