quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Confinar, ou não confinar, já não é a questão

Covid-19: Confinamento evitou 3,1 milhões de mortes em 11 países europeus,  estudo


 


 


A Europa é neste momento a área mais afectada do mundo pela pandemia, com mais de 15 milhões de infectados, bem acima da América Latina e Caribe (12,1 milhões de casos) e da Ásia (11,5 milhões de casos).


Portugal ainda não entra nesta lista dos dez primeiros, mas é já o décimo país da Europa com mais novos casos. Relativamente, bem entendido.  E no caso por 100 mil habitantes.


Dos dez primeiros, oito já estão em confinamento, total ou parcial. Escapam Croácia e Polónia.


Quando a fadiga e o desgaste tornam as medidas de confinamento cada vez mais difíceis de aceitar e cumprir, a ponto de questionar o seu efeito, olhamos para os números dos países que nesta segunda vaga mais rapidamente decidiram confinar, mesmo que parcialmente, e percebemos que, neste momento, para controlar os danos não há alternativa. 


Procurem-se todos os equilíbrios, tente-se por todos os meios minimizar os seus efeitos na economia. Mas para controlar a galopante transmissão do vírus em Portugal, e minimamente permitir respostas de um sistema de Saúde já feito em cacos, não é possível evitar o confinamento. 


Até porque as vacinas estão aí. Cada vez mais vacinas testadas. E cada vez mais prontas para chegar ao mercado. Mas nem assim chegarão à grande maioria da população, à percentagem de cobertura que assegura a imunidade, antes de 2022.


Confinar, ou não confinar, já nem é uma questão shakespeariana


 


 

5 comentários:

  1. Você já reparou que houve mais de 8 mil mortos em relação ao ano passado e mais de 6 mil foram em casa? E tudo isto é relativo a mortes não covid.
    Acha mesmo que devemos continuar a alimentar a histeria colectiva ao alastrar o alarme social?

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  2. Parece que os confinamentos já passaram de moda. Descobriu-se recentemente o que já se sabia desde o século XIX (trabalhos de Farr, Snow) sobre a nulidade dos seus efeitos epidemiológicos e sobre os terríveis danos colaterais que acarretam. Quem o afirma é a OMS.

    "World Health Organization Tells Leaders To End The Lockdowns"
    (link: https://www.youtube.com/watch?v=W4PuvmWqp4k)

    Além do mais, segundo notícia do início deste mês de Novembro, «O contexto familiar e de coabitação é responsável por cerca de dois terços dos contágios pelo novo coronavírus, de acordo com dados hoje apresentados pelo primeiro-ministro, que revelam ainda que as escolas representam apenas 3% dos contágios.»
    (link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/conselho-de-ministros-acompanhe-aqui-a-conferencia-de-imprensa-6)

    Como tal, mandar as pessoas para casa faz todo o sentido. Em qualquer antologia de anedotas.

    Se ainda se tiver em conta o que a literatura científica vai produzindo, com periodicidade semanal ou inferior, sobre a correlação entre carência de vitamina D, que a nossa pele sintetiza quando exposta à radiação solar, e as percentagens de testes positivos à COVID-19, de casos de maior gravidade e de desfechos fatais, ultrapassa-se largamente o nível da anedota, não sendo possível distinguir entre ignorância pura e simples e negligência.

    Do mesmo modo para os efeitos reconhecidos cientificamente no aumento de "células assassinas naturais", primas das células T, que a exposição a parques e florestas induz no nosso sistema imunitário.

    Por isso, os confinamentos fazem todo o sentido: a ignorância e a negligência matam e matarão muito mais do que a COVID-19.

    E "porque as vacinas estão aí", é ver-se o que se escreve no aviso Supplies - 506291-2020 -TED:

    «The MHRA urgently seeks an Artificial Intelligence (AI) software tool to process the expected high volume of Covid-19 vaccine Adverse Drug Reaction (ADRs) (...).
    (...)
    Events unforeseeable — the Covid-19 crisis is novel and developments in the search of a Covid-19 vaccine have not followed any predictable pattern so far.»

    (link: https://ted.europa.eu/udl?uri=TED%3ANOTICE%3A506291-2020%3ATEXT%3AEN%3AHTML)

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  3. A realidade está à vista, mesmo que insista em negá-la. Por acaso será necessário fazer um grande esforço intelectual para admitir que também o aumento de mortes, mesmo para lá dos óbitos directos por infecção, é também consequência da covid?
    Faz por caso ideia do que se está a passar nos hospitais?

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  4. Francamente... Faz ideia do que é essencial e do que é secundário?

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  5. Eu não insisto em negar realidade nenhuma. Não quero é entrar na pandemia do alarmismo. Porque é que você acha que haviam as listas de espera nos hospitais?
    Todos os anos é a mesma coisa, só que este ano por motivos desconhecidos quiseram provocar este alarme social.
    Em anos anteriores só de gripe chegaram a morrer 5000 pessoas, e houve um dia em que chegaram às 500 mortes. Está tudo na net, é só procurar.
    A minha indignação tem a ver com o facto de se estar a descurar os doentes não covid.
    Eu sou doente cardíaco, tinha uma consulta em Agosto, foi adiada para Dezembro mas já foi novamente adiada para Março de 2021. Será que o cardiologista também tem de estar de plantão para os doentes covid?
    Penso que não deve ser necessário um grande esforço intelectual para admitir que estão a sobrevalorizar esta pandemia.

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