Mais uma miserável exibição do Benfica. E vão... Não sei, já lhe perdi a conta. Desta vez em Glasgow, no jogo de volta com o Rangers, depois do 3-3 da Luz, há três semanas.
Salvou-se o resultado. Não que o 2-2 final seja um bom resultado, mas à vista do que foi a pobreza do futebol que esta equipa de Jorge Jesus voltou a apresentar, e do que foi o jogo, tornou-se num bom resultado. E não só surpreendente, como absolutamente imprevisível, a vinte minutos do fim.
Durante 70 minutos a equipa do Benfica foi deprimente, como vem sendo há mais de um mês, e foi completamente dominado por um Rangers muito abaixo daquilo que fizera na Luz.
A equipa escocesa chegou cedo ao golo, logo aos 7 minutos, em mais uma clamorosa falha colectiva, a acabar com os jogadores do Rangers a ganharem três disputas de bola em plena pequena área. Na primeira, Helton - mais uma surpresa na equipa - defendeu; na segunda, a bola foi à barra, e na terceira entrou na baliza.
A partir daí a equipa de Steven Gerrard controlou o jogo como quis. Tirou todos os espaços ao Benfica, e aproveitou todos os (muitos) que lhe foram concedidos. Como vêm fazendo, afinal, todos os adversários que o Benfica tem defrontado. Chegou ao segundo golo, de bela execução, de resto, mas em mais do mesmo - perda de bola no meio campo, falta de reacção â perda, e toda a gente a assistir às trocas de bola dos escoceses. No fim, em vez de atacar a bola, Vertonghen encolheu-se.
Estavam jogados 70 minutos e o Benfica não tinha um único remate à baliza adversária, Fez depois dois, e dois golos. Era penoso o desempenho de todos os jogadores, mas era chocante o do "craque" Everton. E deprimente o do defesa internacional belga, que culminou no segundo golo do Rangers. Arrepiante a forma como cometeu um penalti, que por sorte o árbitro não assinalou - nem um juvenil mete a mão na bola daquela forma, dentro da área.
A perder por dois, Jesus fez entrar Pizzi, Gonçalo Ramos e Diogo Gonçalves. Todos mexeram com o jogo, mas o miúdo revolucionou-o. Nem de propósito, depois daquelas palavras em Paredes. Em três minutos, e a 10 do fim, o Benfica voltou a anular a vantagem de dois golos ao Rangers. E ficou até a ideia que, se quisesse, ou estivesse em condições de acreditar, o Benfica poderia ter ganhado o jogo.
Nada disso faz esquecer mais uma deplorável exibição. Nem nos faz acreditar que melhores tempos estejam próximos. Se nem tudo está bem quando acaba bem, menos ainda quando acaba assim-assim!
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