domingo, 20 de dezembro de 2020

A segunda equipa que melhor joga

Benfica vence Gil Vicente em Barcelos por 2-0 e chega ao Natal no segundo  lugar da Liga a dois pontos do Sporting – Observador


"A segunda melhor equipa a jogar futebol em Portugal" continua com dificuldades. Ganhou, voltou a ganhar, e até não sofreu golos, o que é uma raridade. E por isso continua a ser segunda melhor nesse ranking de qualidade desse jogo jogado de que não percebemos nada.


Dizer que esta deslocação a Barcelos representava mais uma tarefa difícil para esta equipa do Benfica não é sequer um lugar comum. Difíceis têm sido todos os jogos, onde quer que se disputem, e contra qualquer adversário. Todos os adversários sabem que o segundo melhor futebol nacional é aquilo, e sabem como contrariá-lo. O Gil Vicente não era diferente, mais a mais com um treinador que até já tinha jogado com o Benfica, ainda que no tempo em tudo era um pouco novidade.


A primeira parte foi, pois, mais do mesmo. Aquele futebol repetitivo, feito de passes - falhados, muitas vezes - para o lado e para trás, sempre a afunilar, e a esbarrar nas defesas adversárias, sempre a parecer que têm mais jogadores em campo. Com os jogadores do Benfica a regredirem, em vez de progredirem, à medida que o tempo passa, como por exemplo Darwin. Que já não tem nada a ver com aquele jogador excitante que há dois meses rompia, corria, assistia e marcava. Hoje não tomou uma decisão acertada - finalizava quando era para assistir, e assistia quando era para finaliza. Sempre mal, fosse a assistir, fosse a finalizar. E assim se esfumaram as (poucas) oportunidades de golo criadas, sem que causasse grande surpresa que a mais clara situação de golo tenha pertencido ao Gil Vicente.


Só não fica assim contada a história da primeira parte porque, mesmo em cima do minuto 45, aconteceu a expulsão de um dos defesas da equipa de Barcelos, num segundo amarelo que chegou com uns minutos atrasado. Uns minutos e um penalti atrasado.


Cedo na segunda parte se percebeu que nem a superioridade numérica ajudava grande coisa. E foi o Gil Vicente a criar as mais iminentes ocasiões de golo. Aos pares, quer dizer, na ressaca de cada uma surgiu uma nova.


Depois do primeiro par (grande defesa de Vlachodimos, e remate à barra, no canto), logo a seguir, o Benfica marcou. O remate de cabeça de Everton ia para o guarda redes, mas um defesa gilista imitou o avançado benfiquista e replicou o remate. De cima para baixo, colocando a bola definitivamente fora da rota do seu guarda-redes. Estava-se no fim do primeiro quarto de hora, e no melhor período do Gil, que logo a seguir teve novo par de oportunidades para marcar, mas foi o Benfica a voltar a chegar ao golo, pela segunda vez em seis minutos. Este todo de Everton, depois de uma boa jogada, com a bola a chegar à linha final, como tinha sucedido no primeiro golo, e como raramente sucedeu no jogo.


E aí sim. O Gil ficou derrotado, a superioridade numérica ficou então a notar-se, e o Benfica pôde finalmente controlar e dominar o jogo. Então sim, com aquele futebol de passe para trás e para o lado a fazer algum sentido.


Não vão lá muito bem as equipas do melhor futebol em Portugal. A melhor, ontem, só com uma grande ajuda da arbitragem ganhou o seu jogo. À terceira melhor bastava-lhe uma, mas teve duas.


Isto vai bonito, vai...

19 comentários:

  1. o cunhado do acutilante21 de dezembro de 2020 às 02:30

    E que tal pensar-se que já não se respeitam estatutos?
    Ou que, mais provavelmente, as outras equipas também jogam futebol?
    Enfim; deixo para quem sabe.

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  2. Dizer que o Benfica é a equipa que apresenta o segundo melhor futebol em Portugal, é manifestamente exagerado. Não fossem as crónicas ajudas dos árbitros e as suas fragilidades seriam expostas como quando levam baile de equipas dum país onde os homens usam saia. Há duas ajudas nesse jogo e, sem elas, provavelmente seria uma repetição do que até ao momento tem sido o padrão de jogo do Benfica que, apesar de ter o plantel mais caro de sempre, em nada é superior ao futebol dos tempos do Lage.

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  3. Ou seja não, este futebol (O segundo melhor para alguns) não augura nada de bom para dia 23. Espero estar enganado.

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  4. Venha um Natal mais esperançoso!

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  5. A falta de público explica o à-vontade dos jogadores. Não sentem a pressão do público, quer os que só defendem quer os que atacam durante quase todo o tempo de jogo. Mas, na minha opinião, a falta de público dá maior descontração às equipas que só se preocupam em defender e que normalmente têm pouco público nos seus estádios. O discernimento sem o bruaá do público é maior e permite-lhes por em prática mais facilmente tudo aquilo que os seus técnicos lhes incutiram nos treinos.

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  6. Importante era ouvir o que disse ontem o Carlos Manuel, na Sport TV, sobre a forma como doze ou treze equipas jogam hoje na Liga. Não desculpa o Benfica, bem pelo contrário - que continua a afunilar e a mastigar o jogo frente à baliza e sem velocidade. Parece que as alas nao existem...

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  7. Anda-se p'raí a atacar o benfica, que não joga nada. P'ró ano, os meninos vão vêr como é, quando chegar o cavani e mais um veríssimo. Aí, sim, finalmente o benfica vai arrasar...

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  8. Oxalá que não estejas enganado é que sofram uma abada:

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  9. É vai jogar triplo; senão o quádruplo.

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  10. É vai jogar o triplo senão o quádruplo.

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  11. É vai jogar o triplo senão o quádruplo.

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  12. Pode ser que a abada "caia" para o outro lado. Bem merecem.

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  13. Não haja dúvidas. Basta olhar pró orçamento e o ordenados dos jogadores. - "Matam que se fartam" . Já não falando no no treinador, aí então.... tu vais aprender a jegar fetebol, e se tu na jogares, é porque tu na tens jegadores.

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  14. Olhe que não, olhe que não!

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  15. Prefere ver o glorioso a arrasar e perder ou empatar?? Será que vai ganhando, porque cai do céu!! ou porque também faz por isso. Não façam julgamentos precipitados.

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  16. Onde estão as equipas Portuguesas ou Europeias a jogar bom futebol?
    lembram-se do Rio Ave Milan.

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  17. O público faz falta ao jogo e faz falta ao espectáculo. O público contribui decisivamente para o espectáculo e influencia fortemente o jogo. E concordo que as equipas mais pequenas possam tirar benefício da falta de público. Se raramente tiram mais proveito dele que os grandes, ficam a vantagem de não ter essa desvantagem. É um trocadilho, mas é assim mesmo.

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  18. Prefiro ver o Glorioso a jogar bem e a ganhar. Não fale em arrasar que dá azar.

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  19. Escrever aquilo que se ouve continuadamente nos programas de TV que são feitos para atacar o SLB pelos agora designados cartilheiros, não torna uma mentira continuada, verdade. Eu gostava de saber quando é que o Benfica nos jogos que disputou neste campeonato teve as tão chamadas ajudas cronicas. Quanto aos jogos com os homens de saias, lembro, sim lembro, que a memória deste tipo de pessoas é muito selectiva, os resultados obtidos no ano transacto de uma outra equipa portuguesa com os homens que jogam de saias. 24/10/2019, Porto 1 Glasgow Rangers 1 e 7/11/2019 Glasgow Rangers 2 Porto 0.

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