O Benfica apurou-se com naturalidade para os oitavos de final da Taça de Portugal, ao vencer, na Luz, o Vilafranquense, de João Tralhão, por 5-0.
Uma vitória folgada num jogo fácil, e com alguma história. Ou histórias. A começar na história dos cinco golos, todos muito bonitos, especialmente bonito o último. Que foi o primeiro de Pedrinho - um grande golo. Já o primeiro tinha também sido o primeiro de Gonçalo Ramos.
No espaço de quatro minutos, os que antecederam o primeiro quarto de hora de jogo, o Benfica marcou três golos. Que têm história comum na particularidade de terem resultado de jogadas que não fazem normalmente parte do cardápio de Jorge Jesus. E que tanta falta fazem ao pobre e estereotipado futebol que a equipa tem apresentado.
Refiro-me ao jogo vertical e ao cruzamento a partir da ala, dois dos instrumentos para abrir defesas. Os três primeiros golos, nesse espaço de quatro minutos, e ainda um remate à barra do Gonçalo Ramos, resultaram desse futebol, e surpreenderam o Vilafranquense. Que estava à espera daquele jogo interior invariavelmente afunilado para o centro da área. E não teve de esperar muito, porque depois desses excepcionais quatro minutos, ele apareceu. Com os resultados que se conhecem, e que se voltaram a ver. O azar da equipa da Segunda Liga é que já perdia por três. E ainda por cima, logo de enfiada.
Na primeira parte o Benfica ainda disfarçou esse futebol estereotipado, ineficaz e que diria mesmo que já não se usa. Marcou mais um golo, no bis de Seferovic, e deu um tom agradável à exibição, pesem embora as debilidades do adversário. Na segunda parte, e em cima do quatro a zero, voltou o tal futebol. E talvez não surpreenda que só deu para mais um golo, por acaso resultante da inspiração individual do Pedrinho naquele momento.
E poderia ter voltado a sofrer golos, porque a transição defensiva, mesmo com um adversário deste nível, voltou a ser aquilo que tem sido. Só não aconteceram porque, por duas vezes, a bola bateu nos ferros, e não nas redes. Mesmo que da primeira vez, na barra, tenha resultado da conversão ilegal de um livre indirecto dentro da área (mais um erro de Otamendi, a deixar seguir a bola, e do guarda-redes Helton a agarrá-la com a mão, que vinha de um atraso do Nuno Tavares), que foi executado como livre directo, dado que a bola não rolou, foi apenas pisada. A segunda resultou de um contra-ataque, e teria sido até mais um excelente golo no jogo.
O cinco a zero não é enganador face à realidade do jogo. Mas, pelo adversário, e pela insistência nas mesmas debilidades, não justifica qualquer optimismo.
Nuno Tomás? Quem é Nuno Tomás?
ResponderEliminarCumps
Pedro cUNHA
Deveria estar a lembrar-me do outro Tavares, o Tomás. E saiu Nuno Tomás em vez de Nuno Tavares. Vou corrigir.
ResponderEliminare o otamendi a meter agua outra vez! jardel - ferro ..veremos
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