Ainda Janeiro vai no sexto dia e já aí está a terceira vaga da pandemia. Anunciada para Janeiro pelas pessoas do conhecimento que não se costumam enganar - que não se têm enganado - nestas coisas, não se atrasou. Há determinismos nas pandemias e no comportamento humano que são incontornáveis!
É o Natal. Foi a abertura do Natal que fez que acontecesse o que os especialistas garantiam ir acontecer?
Talvez. Em parte. Talvez, e em parte, porque foi acima de tudo o comportamento das pessoas, individualmente ou em grupo. Se houve pessoas que se privaram de juntar a família, ou de se juntar à família, outras houve que não se privaram de se juntar em grupo a festejar não se sabe o quê, e em condições em que a limitação do número de pessoas por mesa era apenas o limite do próprio grupo.
Hoje, rigorosamente ao dia de hoje, na maior parte do país, os hospitais não podem receber nem mais uma pessoa, não têm oxigénio para acudir a toda a gente, muitos morrem e não têm já espaço para os cadáveres. O país não sabe disto, porque isto não vem assim para os jornais, e as televisões andam mais preocupadas em fazer perguntas parvas a quem está a vacinar ou a ser vacinado. E continua generalizadamente a negligenciar nos comportamentos, e a fazer alarde de uma enorme falta de educação cívica, indiferente à tragédia.
Que está aí, à frente dos olhos, e ninguém vê!
e ninguém vê!
ResponderEliminarVer, vê...! Temos é de ver o que dá lucro...
E há aqui outro dado. Em média, as mortes por covid surgem entre 5 a 8 dias depois dos primeiros sintomas e, normalmente, do primeiro teste positivo. Logo, se hoje já tivemos o recorde de mortes, imagino como estaremos daqui a uma semana.
ResponderEliminarNão sei, devo ter azar, mas na minha caseira estatística, dos poucos casos positivos, de pessoas que conheço, foram contagiadas, não em festas, mas sim, no local de trabalho e, um outro caso, era uma senhora acamada, que creio, também não foi a nenhuma festa.
ResponderEliminarMas pode-se sempre argumentar que quem os contagiou eram os estúpidos que andaram em festas! É a questão do copo meio cheio ou meio vazio! Dá para formular teorias para os dois lados!
E enquanto se resumir isto aos estúpidos que não se sabem comportar, não vamos sair disto!
Bato palmas por este seu texto.
ResponderEliminarTriste estou pelo que acontece com todos os que estão a cuidar dos doentes e pelos doentes, sobretudo aqueles que vão ser postos de lado por não COVID.
Previa-se isto, mas muitos e igoraram as recomendações da DGS e AC, embora este quisesse dar um presente aos portugueses, sabendo que iria ter consequências graves.
aprecio a moderaçao, gostei do post.
ResponderEliminarSendo que é facilissimo ter-se razao, assim ou assado. E toda a gente conhece a tragedia, e que o nosso pais está a par da tragedia que corre e cresce tambem nos mais paises.
Claro que é essencial "um " confinamento permanente quanto gerivel, para travar e conter o aumento de infetados.
Mas, repito, está a crescer em todos os paises.
Que cada um se furte (esquive) quanto possivel, por si e por todos.
pois, justamente, é o que digo, o copo meio...dá para os dois lados.
ResponderEliminarMas as pessoas nao se contagiam sózinhas.
E claro as pessoas precisam trabalhar, se deslocar e tambem comprar. Riscos, riscos ,riscos. Nao á como evitar totalmente. Mas o copo está a transbordar, tambem é verdade que uns tantos vao ser obrigados a fazer o que nao faziam , mas podiam e deviam fazer voluntariamente.
Ao contrario do que aconteceu noutros paises, em portugal ainda nao chegamos ao ponto de , qual senha de racionamento, ter de pedir á esquadra da policia, licença para ir ás compras...numa hora.
Obrigado por dizer a verdade, por não ficar calado!
ResponderEliminarEstaremos pior, certamente.
ResponderEliminarA Estatística não é bem a experiência caseira de cada um. E os contágios acontecem nas mais diversas situações. Se circular de automóvel normalmente na estrada corre sempre o risco de um acidente. Se o fizer em contra- mão esse risco é evidentemente muito maior.
ResponderEliminarSim, quanto mais nos expomos, mais arriscamos. Conforme o exemplo usado muitas vezes pelo primeiro-ministro, sozinhos não nos infectamos nem infectamos ninguém e, se a companhia vai aumentando, aumenta o risco. Simplesmente não estamos sozinhos no mundo. Podemos tentar evitar alguma coisa e, muitos nem tentam, é um facto, mas explicar estes aumentos, com comportamentos no Natal e assim, é atirar areia para os olhos, explicar tudo com a estupidez do comportamento humano e não também com o comportamento do próprio vírus, é muito básico. Depois, parece que existem os infectados bons e os maus. Os bons, somos nós, ou alguém próximo de nós, que não sabe bem como ficou infectado e, os outros, os maus, são os estúpidos, os que não se sabem comportar, infelizmente, a coisa não é bem assim. Enfim, quanto a medidas que restringem os nossos direitos, aceito, mesmo que algumas, essas sim, pareçam estúpidas, mas limitadas no tempo, avaliadas findo esse mesmo tempo e, não, hoje, amanhã e até quando se quiser, pois, tornam-se banais e, então, se não se conseguir ver qualquer efeito, terão o efeito contrário.
ResponderEliminarPois aqui não nos juntámos a ninguém. Foi um Natal a três. Contudo, contribuímos para as estatísticas pós Natal. A sogra adoeceu e tivemos de cuidar dela. E descobriu-se que tinha covid. E acabámos por apanhar também. Tanto esforço que fizemos para não o apanhar e terminou assim. Foi frustrante. É a vida.
ResponderEliminarClaro que não é a responsabilidade cívica e o comportamento individual e colectivo que resolve tudo. Mas faz toda a diferença na propagação dos contágios. Por isso, e pelas consequências disso nas estruturas da Saúde, e em especial nos seus profissionais que vivem momentos verdadeiramente dramáticos, há muito que se justificaria uma estratégia de comunicação bem segmentada, isto é concebida e dirigida para os diferentes segmentos da população, que dê às pessoas a informação indutora de responsabilidade.
ResponderEliminarPois, que cada um faça o passível.
ResponderEliminarObrigado por me ouvir (ler).
ResponderEliminarÉ assim. Melhoras rápidas.
ResponderEliminarVamo-nos rodeando dos cuidados aconselhados.
ResponderEliminarE esperar que o novo vírus continue longe de nós.
Parece-me inevitável.
ResponderEliminarEntretanto convido-o a passar pelo meu recém-criado blog, que penso que possa ser do seu agrado. O link está no meu perfil, se quiser dar uma olhadela.
Convite aceite. Irei lá passar com todo o gosto.
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