
O Capitólio, a casa da democracia americana que alberga as duas câmaras legislativas do país, foi invadida, assaltada e saqueada por uma multidão de fiéis de Trump liderada pelas suas milícias armadas, os auto-designados "prowd boys", naquilo que Biden classificou o maior assalto à democracia americana da História.
Nada semelhante alguma vez acontecera na História da América. É ainda inacreditável.
Sempre se disse que a democracia americana resistiria a Trump, que a solidez das Instituições americanas era suficiente para impedir este louco de a destruir. Hoje temos dúvidas, que se adensam com a constatação da actuação da polícia. Da mesma polícia que reprime com a maior das eficácias as inúmeras manifestações pacíficas na sociedade americana, seja pela defesa do clima, ou contra o racismo, mas que foi incapaz de salvar a América de tão triste imagem.
Sabia-se que Trump não aceitaria a derrota facilmente. A sua estratégia estava há muito anunciada. Logo que começou a perceber que não seria reeleito anunciou que estava a ser preparada uma fraude eleitoral. À medida que as eleições se aproximavam reforçava essa ideia força: as eleições são fraudulentas. Realizaram-se, perdeu, como bem sabia, e "passaram mesmo a ser fraudulentas". Litigou por todo o lado e de toda a maneira. Aceitou a derrota, mas continuou. A ponto de, já esta semana, ter sido apanhado a ligar ao secretário de Estado da Geórgia, o republicano Brad Raffensperger, ordenando-lhe que recontasse mais uma vez os votos e que encontrasse os votos necessários para inverter o resultado eleitoral: "só quero encontrar 11.780 votos" - dizia.
Como este seu colega de partido, e autoridade eleitoral daquele Estado, lhe respondeu que os resultados divulgados tinham sido mais que recontados e estavam correctos, não hesitou em mandar assaltar o Capitólio, para impedir a sessão em que o Congresso ia certificar a eleição de Biden.
Uma situação limite, mas nem por isso de todo imprevisível. Por isso menos aceitável ainda a passividade da polícia, na imagem trágica que a maior potência mundial dá ao mundo.
Tudo foi destruído e vandalizado. E só a lucidez e o sangue frio de um funcionário impediu a destruição dos caixotes dos boletins de voto.
Veremos o que se segue. Há imagens chocantes, mas são também imagens que identificam pessoas. Veremos se servirão para alguma coisa. E veremos também o que virá a acontecer na tomada de posse de Biden, daqui a menos de duas semanas.
O trump e seu grupo deviam sido presos ! Uma vergonha .. para aqueles que votaram nele
ResponderEliminarJoe biden sempre..
A maior vergonha deste século.
ResponderEliminarTudo por um homem ,se é que se pode considerar um ser humano, imbecil, imaturo, um egocentrista mimado .
E um psicopata
ResponderEliminarPróximo capítulo: julgamento de Trump.
ResponderEliminarA reacção da polícia face a esta invasão comparada com o gatilho fácil noutras manifestações, demonstra, à saciedade, a existência de racismo estrutural nos EUA.
Um momento destes podia ter desembocado numa espécie de início de guerra civil.
ResponderEliminarO trump e seu grupo se fossem de cor tinham sido mortes ..
ResponderEliminarSem duvida
ResponderEliminarEste incidente mostra bem uma realidade pouco conhecida da terra do tio Sam. Uma realidade de gente estupida, altamente manipulável e sem qualquer interesse pelo respeito mais básico de uma sociedade civilizada. Não é novidade nenhuma a existência de uma grande base de apoio a movimentos extremistas, racistas, revolucionários e afins o facto é que pela primeira vez na historia daquele país, colocaram na presidência um incendiário que lhes deu voz e protecção. Resta saber o quanto este movimento se consegue propagar por outras geografias, sendo que no Brasil há um aprendiz ainda mais estúpido que gosta de copiar tudo o que o tio Sam faz. Por cá, temos um palhaço que tudo faz para ter plateia para as suas regurgitações, agora com o patrocínio da eleição presidencial.
ResponderEliminarTRUMP: de menino rico rebelde a instigador do ódio e da violência.
ResponderEliminarTal como o que começou na Alemanha em 1920, o mundo prefere manter um sono tranquilo, ignorando a ascenção de figuras destas, até acordarem demasiado tarde para evitar tragédias.
ResponderEliminarEsta quinta-feira, dia 7, é agridoce para Luís Borges. O namorado celebra o seu aniversário, mas a data é vivida à distância. Ainda assim, o modelo festejou o dia nas redes sociais com a divulgação de novas fotografias do casal.
ResponderEliminar"Parabéns, meu amor. Tenho muitas saudades tuas", escreveu ainda na legenda da publicação.
Recorde-se o namoro do modelo com o espanhol Pedro Risueño foi assumido em outubro do ano passado.
Só este grunho do Trump não assume o valente para de cornos que a Melania que lhe vai oferecer.
Claro que as manobras de diversão interessam. Quando devia falar nos nossos assuntos importantes, prefere desviar a atenção deles falando nos dos outros. E claro tem apoios!
ResponderEliminarSerá que os outros falam nos nossos assuntos?
The show must go on!
Há que tempos a Melania já lhos ofereceu.
ResponderEliminarNada que lhe não assente devidamente.
Uma autêntica república das bananas. Os EUA a experimentarem o veneno que sempre gostaram de impor aos países do terceiro mundo.
ResponderEliminarA polícia não fez nada para impedir aquela escumalha de invadir o Capitólio porque a polícia está do lado deles.
ResponderEliminarE, tal como nos anos 20, a polícia nada fez para combater aquela escumalha porque no fundo todos sabemos de que lado a polícia está, mesmo em estados que se dizem democráticos, e quanto a isso eu recuso-me a ser politicamente correcto! Tal como nos anos 20 Hitler devia ter sido condenado a prisão perpétua depois de um golpe de estado falhado (saiu ao fim de uns meses), em 2021 a polícia americana recusa-se a usar gás lacrimogéneo e a prender toda aquela escumalha, enquanto se fossem activistas de esquerda e/ou negros, já teria havido uma reacção completamente desproporcionada só pelo facto de estes existirem.
ResponderEliminarE por cá, à semelhança do que acontece nos EUA, a nossa comunicação gosta de lamber o ânus (perdoem-o o grafismo) a esse mesmo palhaço, como se pode ver pela palhaçada que tem sido a moderação dos debates presidenciais, já para não falar que no debate entre duas candidatas que, gostando delas ou não, apresentam candidaturas bem mais sérias, a moderadora insistiu em fazer perguntas sobre esse palhaço, que era completamente irrelevante para o debate, porque aparentemente deve ser daquelas pessoas que só consegue falar de política se houver homens presentes, e ainda por cima homens pouco recomendáveis.
ResponderEliminarA nossa comunicação social é um monte de esterco e cada vez mais concordo com a decisão de um certo jogador de futebol de atirar um microfone para um lago.
Mais quais nossos assuntos?
ResponderEliminarMarcelo já está eleito até querer, Costa agrava o confinamento, o Covid dispara imparável, a outra ganhou o Big Brother; quais assuntos nossos?
Só se for a incógnita de se saber quanto tempo mais o Jorge Jesus vai levar a pôr o Benfica a jogar futebol.
A media era de 100 para 1 policia!!!!!o que é que tu fazias??? TOTÓ
ResponderEliminarPois mas nao so...
ResponderEliminarUm imbeciloide mentecapto como o Trump, nao chega a presidente do nada e isso quer dizer que pelo menos "70 milhoes de pessoas (?) votaram num psicopata clinicamente instavel" para gerir uma das maiores potencias do mundo...
E a verdade e que nunca a "democracia americana" conseguiu, apesar de perceber que o homemzinho e um doente mental congenito, tirar-lhe o poder ou de alguma forma, anular todas as idiotices que foi cometendo durante todo este tempo.
Bolsonaro? pior, mais idiota mas menos doente, mais objectivamente corrupto e sem vergonha, mas a suposta "democracia brasileira" tambem nao lhe tira o poder.
E em Portugal, vamos dando tempo de antena e protagonismo a uma "sub-especie bolsonarico - trumpica", vulgo "andre - chega", orgulhosamente convicto das alarvidades & parvoeiradas que vai vomitando, sem que ninguem lhe de dois pares de estalos e o ponho de castigo no canto da sala com umas orelhas de burro.
Nao aprendemos nada com a historia...
E onde estava o resto dos polícias? Estavam de férias? É que quando há manifestações de activistas anti-racistas e/ou de esquerda, bófia é o que não falta... Veja lá a quem chama totó...
ResponderEliminarpor pontos, e sao poucos.
ResponderEliminaros policias sao trolhas fardados, para nao dizer mais, nao gosto.
Mas, eu completamente ignorante : poderiam os policias impedir ? Presumo que nao. Só a prevençao, impedindo os manifestantes de progredirem até as instalaçoes, impede tais coisas. Tenham presentes que nao estava lá e sou ignorante : se calhar os policias correreriam risco de vida se interviessem, possivelmente seriam chacinados, pois ao que parece foi uma avalanche de pessoas invasoras. .
O outro ponto.
Nao sou nadissima simpatizante daquele gente branca. Mas aquilo era povo, igual ao povo que há em todo o mundo, que sempre existiu ao longo da historia. O povo é assim, é a dinamica da circunstancia. Tambem aqui, os policias tentaram invadir a nossa AR.
Sim, poderiam impedir. Tanto que sempre o fizeram noutros protestos. Neste caso, não impedir foi uma opção e não uma inevitabilidade uma vez que a polícia não queria atacar os seus amigos (no entanto lá andou à porrada com alguns para americano ver).
ResponderEliminarAqui ninguém entrou pela AR adentro, nem nos anos negros do infame Passos Coelho.
Infelizmente, os muitos, entre eles eu, que consideravam os EUA um baluarte da Democracia, têm-se vindo a desiludir com o que se passou nestes 4 anos neste país.
ResponderEliminarHá muito que todo o mundo, sentia (até podia não ser real, mas sentia-se) que a maior potência mundial estava em decadência, estes 4 anos consolidaram essa ideia e vai demorar décadas, para os EUA voltarem a ser respeitados, como Democracia de referência, e terem o respeito do mundo livre. Se conseguirem, não está adquirido à partida.
O que se passou era impensável em qualquer país democrático ou ditadura, se fosse norte-americano estava revoltado e envergonhado. Nunca pensei que chegasse a este ponto. Infelizmente, bateu no fundo!
Espera-se um impechement de trump, que pode levar o seu "amigo" Ventura...
Uma vergonha que pode ter duas consequências positivas: a primeira é a morte política do monstro; e a segunda é que pode servir de lição para a parte do mundo que se deixou seduzir pelo monstro.
ResponderEliminarO julgamento de Trump é a oportunidade da democracia americana responder a tamanha vergonha. E a prova que as instituições democráticas funcionam na América. Ás vezes.
ResponderEliminarA História não se repete, mas às vezes replica-se.
ResponderEliminarO comentário anterior sobre o julgamento de Trump é meu, mas saiu anónimo. Peço desculpa.
ResponderEliminarO comentário anterior é meu, mas saiu anónimo. Peço desculpa.
ResponderEliminarPor pontos, dois pontos:
ResponderEliminar1) Claro que a polícia podia intervir. O ponto não é a intervenção dos polícias.É o da estrutura policial, dos serviços de inteligência e dos operacionais. Isso é demasiado evidente face às atitudes de Trump e à absoluta previsibilidade de actos desta natureza.
2) O povo está sempre envolvido. Nada é possível sem povo envolvido, e é para isso que o populismo, que aprofunda e explora a ignorância, serve.É para isso que há Trumps, Bolsonaros, Orbans, Le Penns e Venturazinhos.
Tudo bem.
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