quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Era uma vez na América

Após invasão do Capitólio, Bolsonaro se diz ligado a Trump e fala sem  provas em "denúncia de fraude" Por Reuters


 


O Capitólio, a casa da democracia americana que alberga as duas câmaras legislativas do país, foi invadida, assaltada e saqueada por uma multidão de fiéis de Trump liderada pelas suas milícias armadas, os auto-designados "prowd boys", naquilo que Biden classificou o maior assalto à democracia americana da História.


Nada semelhante alguma vez acontecera na História da América. É ainda inacreditável.


Sempre se disse que a democracia americana resistiria a Trump, que a solidez das Instituições americanas era suficiente para impedir este louco de a destruir. Hoje temos dúvidas, que se adensam com a constatação da actuação da polícia. Da mesma polícia que reprime com a maior das eficácias as inúmeras manifestações pacíficas na sociedade americana, seja pela defesa do clima, ou contra o racismo, mas que foi incapaz de salvar a América de tão triste imagem.


Sabia-se que Trump não aceitaria a derrota facilmente. A sua estratégia estava há muito anunciada. Logo que começou a perceber que não seria reeleito anunciou que estava a ser preparada uma fraude eleitoral. À medida que as eleições se aproximavam reforçava essa ideia força: as eleições são fraudulentas. Realizaram-se, perdeu, como bem sabia, e "passaram mesmo a ser fraudulentas". Litigou por todo o lado e de toda a maneira. Aceitou a derrota, mas continuou. A ponto de, já esta semana, ter sido apanhado a ligar ao secretário de Estado da Geórgia, o republicano Brad Raffensperger, ordenando-lhe que recontasse mais uma vez os votos e que encontrasse os votos necessários para inverter o resultado eleitoral: "só quero encontrar 11.780 votos" - dizia.


Como este seu colega de partido, e autoridade eleitoral daquele Estado, lhe respondeu que os resultados divulgados tinham sido mais que recontados e estavam correctos, não hesitou em mandar assaltar o Capitólio, para impedir a sessão em que o Congresso ia certificar a eleição de Biden.


Uma situação limite, mas nem por isso de todo imprevisível. Por isso menos aceitável ainda a passividade da polícia, na imagem trágica que a maior potência mundial dá ao mundo.


Tudo foi destruído e vandalizado. E só a lucidez e o sangue frio de um funcionário impediu a destruição dos caixotes dos boletins de voto.


Veremos o que se segue. Há imagens chocantes, mas são também imagens que identificam pessoas. Veremos se servirão para alguma coisa. E veremos também o que virá a acontecer na tomada de posse de Biden, daqui a menos de duas semanas.

31 comentários:

  1. O trump e seu grupo deviam sido presos ! Uma vergonha .. para aqueles que votaram nele
    Joe biden sempre..

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  2. A maior vergonha deste século.
    Tudo por um homem ,se é que se pode considerar um ser humano, imbecil, imaturo, um egocentrista mimado .

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  3. Próximo capítulo: julgamento de Trump.

    A reacção da polícia face a esta invasão comparada com o gatilho fácil noutras manifestações, demonstra, à saciedade, a existência de racismo estrutural nos EUA.

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  4. Um momento destes podia ter desembocado numa espécie de início de guerra civil.

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  5. O trump e seu grupo se fossem de cor tinham sido mortes ..

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  6. Este incidente mostra bem uma realidade pouco conhecida da terra do tio Sam. Uma realidade de gente estupida, altamente manipulável e sem qualquer interesse pelo respeito mais básico de uma sociedade civilizada. Não é novidade nenhuma a existência de uma grande base de apoio a movimentos extremistas, racistas, revolucionários e afins o facto é que pela primeira vez na historia daquele país, colocaram na presidência um incendiário que lhes deu voz e protecção. Resta saber o quanto este movimento se consegue propagar por outras geografias, sendo que no Brasil há um aprendiz ainda mais estúpido que gosta de copiar tudo o que o tio Sam faz. Por cá, temos um palhaço que tudo faz para ter plateia para as suas regurgitações, agora com o patrocínio da eleição presidencial.

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  7. TRUMP: de menino rico rebelde a instigador do ódio e da violência.

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  8. Tal como o que começou na Alemanha em 1920, o mundo prefere manter um sono tranquilo, ignorando a ascenção de figuras destas, até acordarem demasiado tarde para evitar tragédias.

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  9. Esta quinta-feira, dia 7, é agridoce para Luís Borges. O namorado celebra o seu aniversário, mas a data é vivida à distância. Ainda assim, o modelo festejou o dia nas redes sociais com a divulgação de novas fotografias do casal.

    "Parabéns, meu amor. Tenho muitas saudades tuas", escreveu ainda na legenda da publicação.

    Recorde-se o namoro do modelo com o espanhol Pedro Risueño foi assumido em outubro do ano passado.
    Só este grunho do Trump não assume o valente para de cornos que a Melania que lhe vai oferecer.

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  10. Claro que as manobras de diversão interessam. Quando devia falar nos nossos assuntos importantes, prefere desviar a atenção deles falando nos dos outros. E claro tem apoios!

    Será que os outros falam nos nossos assuntos?
    The show must go on!

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  11. o cunhado do acutilante7 de janeiro de 2021 às 07:29

    Há que tempos a Melania já lhos ofereceu.
    Nada que lhe não assente devidamente.

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  12. Uma autêntica república das bananas. Os EUA a experimentarem o veneno que sempre gostaram de impor aos países do terceiro mundo.

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  13. A polícia não fez nada para impedir aquela escumalha de invadir o Capitólio porque a polícia está do lado deles.

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  14. E, tal como nos anos 20, a polícia nada fez para combater aquela escumalha porque no fundo todos sabemos de que lado a polícia está, mesmo em estados que se dizem democráticos, e quanto a isso eu recuso-me a ser politicamente correcto! Tal como nos anos 20 Hitler devia ter sido condenado a prisão perpétua depois de um golpe de estado falhado (saiu ao fim de uns meses), em 2021 a polícia americana recusa-se a usar gás lacrimogéneo e a prender toda aquela escumalha, enquanto se fossem activistas de esquerda e/ou negros, já teria havido uma reacção completamente desproporcionada só pelo facto de estes existirem.

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  15. E por cá, à semelhança do que acontece nos EUA, a nossa comunicação gosta de lamber o ânus (perdoem-o o grafismo) a esse mesmo palhaço, como se pode ver pela palhaçada que tem sido a moderação dos debates presidenciais, já para não falar que no debate entre duas candidatas que, gostando delas ou não, apresentam candidaturas bem mais sérias, a moderadora insistiu em fazer perguntas sobre esse palhaço, que era completamente irrelevante para o debate, porque aparentemente deve ser daquelas pessoas que só consegue falar de política se houver homens presentes, e ainda por cima homens pouco recomendáveis.
    A nossa comunicação social é um monte de esterco e cada vez mais concordo com a decisão de um certo jogador de futebol de atirar um microfone para um lago.

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  16. o cunhado do acutilante7 de janeiro de 2021 às 08:26

    Mais quais nossos assuntos?
    Marcelo já está eleito até querer, Costa agrava o confinamento, o Covid dispara imparável, a outra ganhou o Big Brother; quais assuntos nossos?
    Só se for a incógnita de se saber quanto tempo mais o Jorge Jesus vai levar a pôr o Benfica a jogar futebol.

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  17. A media era de 100 para 1 policia!!!!!o que é que tu fazias??? TOTÓ

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  18. Pois mas nao so...
    Um imbeciloide mentecapto como o Trump, nao chega a presidente do nada e isso quer dizer que pelo menos "70 milhoes de pessoas (?) votaram num psicopata clinicamente instavel" para gerir uma das maiores potencias do mundo...
    E a verdade e que nunca a "democracia americana" conseguiu, apesar de perceber que o homemzinho e um doente mental congenito, tirar-lhe o poder ou de alguma forma, anular todas as idiotices que foi cometendo durante todo este tempo.
    Bolsonaro? pior, mais idiota mas menos doente, mais objectivamente corrupto e sem vergonha, mas a suposta "democracia brasileira" tambem nao lhe tira o poder.
    E em Portugal, vamos dando tempo de antena e protagonismo a uma "sub-especie bolsonarico - trumpica", vulgo "andre - chega", orgulhosamente convicto das alarvidades & parvoeiradas que vai vomitando, sem que ninguem lhe de dois pares de estalos e o ponho de castigo no canto da sala com umas orelhas de burro.
    Nao aprendemos nada com a historia...

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  19. E onde estava o resto dos polícias? Estavam de férias? É que quando há manifestações de activistas anti-racistas e/ou de esquerda, bófia é o que não falta... Veja lá a quem chama totó...

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  20. por pontos, e sao poucos.
    os policias sao trolhas fardados, para nao dizer mais, nao gosto.
    Mas, eu completamente ignorante : poderiam os policias impedir ? Presumo que nao. Só a prevençao, impedindo os manifestantes de progredirem até as instalaçoes, impede tais coisas. Tenham presentes que nao estava lá e sou ignorante : se calhar os policias correreriam risco de vida se interviessem, possivelmente seriam chacinados, pois ao que parece foi uma avalanche de pessoas invasoras. .

    O outro ponto.
    Nao sou nadissima simpatizante daquele gente branca. Mas aquilo era povo, igual ao povo que há em todo o mundo, que sempre existiu ao longo da historia. O povo é assim, é a dinamica da circunstancia. Tambem aqui, os policias tentaram invadir a nossa AR.

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  21. Sim, poderiam impedir. Tanto que sempre o fizeram noutros protestos. Neste caso, não impedir foi uma opção e não uma inevitabilidade uma vez que a polícia não queria atacar os seus amigos (no entanto lá andou à porrada com alguns para americano ver).
    Aqui ninguém entrou pela AR adentro, nem nos anos negros do infame Passos Coelho.

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  22. Infelizmente, os muitos, entre eles eu, que consideravam os EUA um baluarte da Democracia, têm-se vindo a desiludir com o que se passou nestes 4 anos neste país.
    Há muito que todo o mundo, sentia (até podia não ser real, mas sentia-se) que a maior potência mundial estava em decadência, estes 4 anos consolidaram essa ideia e vai demorar décadas, para os EUA voltarem a ser respeitados, como Democracia de referência, e terem o respeito do mundo livre. Se conseguirem, não está adquirido à partida.
    O que se passou era impensável em qualquer país democrático ou ditadura, se fosse norte-americano estava revoltado e envergonhado. Nunca pensei que chegasse a este ponto. Infelizmente, bateu no fundo!
    Espera-se um impechement de trump, que pode levar o seu "amigo" Ventura...

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  23. Uma vergonha que pode ter duas consequências positivas: a primeira é a morte política do monstro; e a segunda é que pode servir de lição para a parte do mundo que se deixou seduzir pelo monstro.

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  24. O julgamento de Trump é a oportunidade da democracia americana responder a tamanha vergonha. E a prova que as instituições democráticas funcionam na América. Ás vezes.

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  25. A História não se repete, mas às vezes replica-se.

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  26. O comentário anterior sobre o julgamento de Trump é meu, mas saiu anónimo. Peço desculpa.

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  27. O comentário anterior é meu, mas saiu anónimo. Peço desculpa.

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  28. Por pontos, dois pontos:
    1) Claro que a polícia podia intervir. O ponto não é a intervenção dos polícias.É o da estrutura policial, dos serviços de inteligência e dos operacionais. Isso é demasiado evidente face às atitudes de Trump e à absoluta previsibilidade de actos desta natureza.
    2) O povo está sempre envolvido. Nada é possível sem povo envolvido, e é para isso que o populismo, que aprofunda e explora a ignorância, serve.É para isso que há Trumps, Bolsonaros, Orbans, Le Penns e Venturazinhos.

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