Conhecemos a receita do discurso político do André Ventura: mentir, mentir permanente e sucessivamente, desdizer-se, é capaz de meter na mesma frase uma coisa e o seu contrário, e fazer do insulto forma de expressão, tudo isto bem misturado em muita e imunda chafurdice.
É uma receita que dispensa o ingrediente principal - as ideias. Não há um pensamento, não há uma ideia, não há um fio condutor... É capaz de dizer coisas em que nem ele próprio acredita, e está já convencido que aquilo resulta, que com essa receita consegue fazer "as papas e os bolos" com que "se enganam os tolos".
A reportagem do Pedro Coelho, da SIC, emitida na terça-feira da semana passada e na passada segunda-feira, mostra mais. Mostra como está rodeado de criminosos, enquanto divide os portugueses entre portugueses bem e criminosos, que só podem estar na prisão, em perpétua. Ou executados pela aplicação da pena de morte.
Ficou ontem a saber-se ainda que, para Ventura, não há só portugueses de bem e criminosos. Também há avôs bêbados. O Portugal de Ventura, educado como Salazar no seminário, de quem parece contemporâneo, como se o tempo tivesse parado, é composto de portugueses de bem, criminosos e avôs bêbados. Ao mundo de Ventura acrescenta-se Trump, Bolsonaro e Marine Le Pen, tudo gente de bem, com provas dadas...
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