Ontem o secretário-geral da OCDE era citado como tendo dito que Portugal e Espanha estavam a fazer um trabalho brilhante na consolidação orçamental e no controlo do endividamento externo. O governo, evidentemente, amplificou estas palavras até ao limite!
Hoje o Diário Económico cita a Reuters, a quem uma fonte da UEM terá referido que "Portugal está a afogar-se, não vai ser capaz de resistir para além do fim de Março” e que já toda a gente tinha percebido isso.
O gabinete do Primeiro-Ministro, evidentemente, negou tudo, garantindo que o país não vai recorrer a ajuda externa.
Marques Mendes, ontem na TVI 24, tinha esse pedido de ajuda por inevitável. Mais, garantia que o governo tinha por clara essa mesma inevitabilidade.
Eu acrescentaria que o governo apenas está à espera de poder retirar as iniciais FMI dessa ajuda. Logo que lhe seja possível camuflá-la como ajuda da UE pedirá essa ajuda. Claro que o próprio pedido também há-de ser travestido!
Até porque o ministro das finanças alemão – em entrevista ao jornal japonês Nikkei, citada pela Reuters, – garante que a Alemanha está disponível para apoiar Portugal desde que o país avance para reformas estruturais. Dava um único exemplo: o corte das pensões dos funcionários públicos. Ora aí está: em reformas estruturais o FMI não faria melhor!
E o BCE lá voltou hoje a comprar mais dívida portuguesa para que os juros não continuassem a disparar.
Entretanto, e sem que nada tenha a ver com isto, Sócrates lança a primeira pedra de uma nova barragem - a de Foz Côa, agora sem gravuras - e anuncia mais uma parcela do paraíso!
Se isto não é o pântano, então o que é o pântano?

Sem comentários:
Enviar um comentário