quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Plano de desconfinamento


Anda aí à solta a febre do desconfinamento. Toda a gente clama pela abertura ... das escola. Curiosamente como há pouco clamava pelo seu encerramento. Se não é esquizofrénico, não anda lá muito longe.

 

Percebe-se, falar das escolas é fofinho, como se a abertura das escolas quisesse dizer que só as crianças desconfinam. Não quer, como se sabe. Os pais vão levar os meninos, mas ninguém acredita muito que não saiam do carro e regressem a casa. Depois vêm os cafés, as pastelarias e os restaurantes (na realidade os sectores mais atingidos, com a hotelaria, a sua irmã gémea). E depois vem o que já todos percebemos, por experiência bem recente. Como veio depois do início do ano lectivo. E como veio depois do Natal... E voltamos ao mesmo.

 

Não. Não podemos voltar mais ao mesmo. E isto tem que ser claro.

 

Outra coisa é estarmos todos fartos disto. Cansados desta porcaria de vida. E é precisarmos todos de ver luzinhas ao fundo deste buraco em que estamos metidos. É aqui que entra o tal plano de desconfinamento, de que fala o Presidente  Marcelo, com António Costa a assobiar para o lado.

 

Percebe-se que o governo nem queira ouvir falar disso. Por ser este governo, e por ter esta oposição. É simples - não me comprometam... É o costume. O governo, este governo, não existe para servir o país. Existe para se gerir a si próprio. E por isso não quer ouvir falar de apresentar um plano de desconfinamento que lhe seria atirado à cara ao primeiro incumprimento. 

 

Mas devia, porque é hoje uma verdadeira prioridade ver a tal luz lá ao fundo. E podia. Um plano de descofinamento, como qualquer plano, teria que ser calendarizado. Obviamente que é aí que está o problema. Mas não teria obrigatoriamente que dar prioridade ao calendário. Nem sequer deveria. Teria que dar prioridade a critérios. Seria simples: quando o país atingir o valor x, y e z nos critérios a, b e c, abrem-se os sectores k,l e m. Pela evolução actual, mantendo as actuais regras de confinamento, poderemos atingir esses valores em x semanas. 

 

Claro, com esses resultados suportados por testes a sério. 

 

Penso eu, mas se calhar estou errado...

5 comentários:

  1. Pois se calhar está errado. Porque é que não se fez e faz como na Suécia em que a responsabilidade é dos cidadãos e não há obrigatoriedades há apenas aconselhamentos. Ninguém é menorizado e não é necessário suspender a democracia.

    ResponderEliminar
  2. E..., quer comparar a Portugal com a Suécia ?
    Na Suécia há uma data de grunhos !

    ResponderEliminar
  3. Se vamos comparar os grunhos deixe lá que Portugal não fica a perder.
    Mas se você gosta de andar com açaime e em prisão domiciliária, força, que lhe faça bom proveito.

    ResponderEliminar
  4. Não percebeu!
    Ainda bem! Anda com açaime!

    ResponderEliminar
  5. Um governo dito de esquerda adoptar medidas repressivas e absurdas para limitar as liberdades individuais, pode crer que nem me apetece utilizar a ironia.

    ResponderEliminar

Tour de France - V

  Espectacular, esta 21ª, e penúltima etapa do Tour! Era a etapa rainha, neste segundo dia dos Alpes, e não desiludiu. Começou com Nelson Ol...