domingo, 21 de março de 2021

Em estado de recuperação


 


Era a jornada de manifestação contra o racismo, uma luta que infelizmente continua a justificar-se. Em vez do nome, os jogadores ostentavam nas costas "racismo não". Não os de todas as equipas, a equipa do desordeiro - espero sentado pelas reacções da Liga à pouca vergonha de Portimão - não participou nesta manifestação. Dali não dá para esperar manifestações de desportivismo, fair play e outras coisas da educação e do civismo, como se tem visto. Apenas grosseria, deselegância e faltas de respeito!

 

Mas era também a jornada decisiva para o Benfica, com esta deslocação a Braga de grande expectativa. Desde logo porque era decisiva, não ganhando este jogo o Benfica ficaria decisivamente arredado da luta por um lugar de acesso à Champions, com tudo o que isso representa. Mas também para aquilatar se a equipa está realmente em recuperação. Era a prova do algodão, como aqui dissera a semana passada.

 

Este jogo de Braga disse que  - o algodão não engana - o Benfica está em recuperação. Não se pode dizer que esteja recuperado, porque esta época já não tem recuperação possível. Este estado de "em recuperação" já só dá para acalentar esperanças para o segundo lugar e para a Taça.

 

O Benfica entrou bem no jogo, de novo com três centrais e com os jogadores confiantes, a jogar bem. E sempre por cima do Braga. A princípio chegou a parecer que seria um jogo sem balizas, com ambas as equipas a trocarem bem bola, e com boas dinâmicas de jogo, mas sem remates. Ideia que só a partir de meio da primeira parte começou a ser contrariada, mesmo que o primeiro remate tenha surgido aos 7 minutos, e com ele a primeira oportunidade de golo. Para o Benfica, claro. Grimaldi, isolado, permitiu a defesa a Matheus. Porque não rematou de primeira, como devia, e como Rafa, a assistência de Seferovic, fez a fechar a primeira parte, no primeiro golo. 

 

O meio da primeira parte não trouxe apenas os remates. Trouxe também o remake de um facto histórico, com o árbitro Luís Pinheiro a assinalar um penalti a favor do Benfica, infringindo a lei, e com o VAR a voltar a impedir essa infracção. Exactamente como há uma semana. Então o VAR inventou que a falta se marca onde se inicia, e não onde acaba. Agora, com a ajuda das linhas manhosas, inventou um fora de jogo de 10 centímetros a Seferovic, que nem as imagens nem as linhas confirmam. Portanto, tudo normal - não há penaltis a favor do Benfica!

 

Com a expulsão de Fransérgio, com segundo amarelo, a cinco minutos do fim da primeira parte, a superioridade que o Benfica vinha demonstrando acentuou-se ainda mais. Naturalmente, mesmo que o Braga se tenha sempre batido bem.

 

Na segunda parte o tom do jogo manteve-se, e cedo, logo aos 56 minutos o Benfica chegou ao segundo golo, por Seferovic, agora com troca de papéis com Rafa. E fechou o resultado, porque o guarda-redes bracarense negou mais dois ou três golos (a  defesa ao espectacular remate de cabeça de Sefeverovic, aos 67 minutos é de outro mundo). Porque Waldschmidt, Seferovic, Rafa, Taarabt e Pizzi desperdiçaram excelentes ocasiões. Mas também porque num livre de João Novais a bola bateu na barra, sem que Helton Leite pudesse fazer grande coisa para evitar o golo, na segunda e última oportunidade do Braga em todo o jogo.

 

De resto, do jogo, para além da vitória e da subida ao terceiro lugar, ficam três notas. Duas positivas, e uma negativa. A segurança defensiva - o quinto jogo consecutivo sem sofrer golos - e a forma como a equipa controlou o jogo - e o resultado - com bola (contra 10 é mais fácil, bem sei!) contra uma das equipas que melhor sabe estar em campo. Pela negativa, o velho problema da linha de fundo. A equipa continua sem chegar à linha final para cruzar. Neste jogo só lá chegou por uma vez, por Grimaldi. Mas, la chegado, logo a bola voltou para trás. Porque a equipa não está mecanizada para este tipo de lances, fundamentais e decisivos num jogo de futebol.

 

Não está a arrasar, nem lá chegará. Mas está a correr bem. Defender bem impede que o adversário marque na primeira vez que chega à baliza, como acontecia há uns meses, e isso ajuda muito. Vamos a ver se esta paragem para os compromissos das selecções não vai estragar…

7 comentários:

  1. É impressionante o facto de voltar a falar dum penalti - que só existiu na sua cabeça - e não falar duma expulsão, a do Fransergio, que mais não é do que um favor do padre convertido . Há gente muito bem educada a cometer crimes todos os dias. É preferível um mal-educado sério do que um criminoso bem educado. Como é preferível um comentador mal educado sério do que um pretenso bem educado intelectualmente desonesto . Já para não falar do quão extraordinário é ouvir labregos vermelhos a falar de boa educação. Nem o politicamente corrector vos salva: há muito mais racistas institucionalizados no seu Benfica do que em toda a área metropolitana do Porto.
    Cambada de saloios a invocar um pretenso pedigree!

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  2. Sou benfiquista de alma e coração, de fígado e entranhas várias, e a minha opinião alicerçada no que vi foi a seguinte.
    O Benfica ganhou porque foi superior, sólido e entrou determinado para vencer.
    De resto não houve penalti porque ninguém lhe tocou e o fora de jogo existiu. Dez centímetros ou um metro tudo é distância.
    A expulsão foi injusta, o que lamento porque preferia ter ganhado sem ela.

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  3. Aquele jogo de ontem em Portimão, foi uma vergonha para o futebol português..aqueles dirigentes e seu treinador do Porto deviam ser irradiados do futebol..são piores do que animais !!saudações benfiquistas

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  4. Só discordo na afirmação que o fora de jogo existiu e na injustiça da expulsão. Não há imagens que confirmem que o guarda-redes do Braga tenha tocado no Seferovic, para penalti. Mas isso não surpreende ninguém. O ângulo foi sempre só um e o mesmo, a Sport TV mostra sempre só o que quer, e bem sabemos o que sempre quer.
    Não há imagem nenhuma que permita ver o fora de jogo, pelo contrário. Os 10 cm das linhas são já um clássico, acreditar nisso é como acreditar no Pai Natal.
    Se a entrada de Fransérgio de pitons na coxa do Rafa, a sair para o contra-ataque não é para amarelo, é só porque era para vermelho directo.
    Foi isto que eu vi. Também preferia ter ganho contra onze, mas as regras do jogo são essas. Quando um jogador tem que ser expulso a equipa não pode ficar com onze.

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  5. Caro Eduardo Louro,

    O nosso Benfica terá um penalty a seu favor neste campeonato no último minuto dos descontos num jogo em que esteja a ganhar ou a perder por 3 ou mais golos de diferença :)

    Pedro Cunha

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  6. Se assim fosse, e se a coerência fosse um valor de gente de bem, como o sr Louro, então teria dito no transacto comentário sobre o jogo FCP-Benfica que o Pizi, o Tavares e o Verthongen deviam ter sido expulsos. Nesse jogo tiveram via verde para dar pau com fartura, ao arrepio das leis disciplinares - os três deviam ter sido admoestados com o cartão vermelho.
    Pimenta no cu dos outros...

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