segunda-feira, 1 de março de 2021

Maldita covid


 


O Benfica regressou hoje às vitórias, ganhando por 2-0 na Luz, ao Rio Ave, mercê da sorte do jogo na primeira parte, e de uma exibição já aceitável na segunda.


Na primeira parte, à excepção dos primeiros 10 minutos, em que até teve uma bola nos ferros, precisamente no ângulo entre o poste (direito) e a barra, num remate de Everton que merecia golo,  o Rio Ave foi sempre melhor em todos os capítulos do jogo, mesmo que apenas com um terço da posse de bola.


Nos insucessos desta época, e particularmente na Luz, o Benfica tem sempre podido queixar-se de o adversário marcar sempre na primeira vez que chega à baliza. Foi quase sempre assim, a jeito de cada cavadela cada minhoca. Tivesse hoje sido assim e provavelmente estaríamos agora a lamentar mais um desaire. Não foi. O Rio Ave teve - também - uma bola no poste, e teve ainda mais três oportunidades claríssimas para marcar. Quatro, ao todo, contra apenas aquela do Everton para o Benfica. 


Mas nem foi só isso, nem o Rio Ave apenas rematou o dobro do Benfica. Deu um verdadeiro banho de bola. 


Sabemos que a culpa é do covid. É pelo covid que a equipa não joga nada e é vulgarizada por qualquer adversário. É também por culpa do covid que a equipa não sabe o que fazer com as bolas paradas,  as únicas ocasiões que, depois dos 10 minutos iniciais, o Benfica teve para responder ao melhor futebol do Rio Ave. Foi simplesmente ridícula a forma como foram cobrados os cantos e os três ou quatro livres laterais de que a equipa dispôs.


Sabe-se lá por quê, o covid foi para os balneários ao intervalo e ficou lá. Não regressou, e a segunda parte foi outro jogo completamente diferente. Mesmo sem nunca chegar - nem lá perto - a um nível exibicional que satisfaça os adeptos e galvanize os jogadores, o Benfica superiorizou-se claramente ao adversário que, pelo tempo que demorou a regressar ao relvado, parecia estar a adivinhar o que iria suceder. A não ser que se tenha atrasado apenas para não se cruzar com o covid que tinha ficado nas cabines.


No primeiro quarto de hora da segunda parte o Benfica fez o dobro dos remates que fizera na primeira, e criou o triplo das oportunidades de golo, com o Rio Ave sem conseguir sair da sua área. Porquê tamanha diferença? Pelo covid?


Não. Apenas porque os jogadores puseram intensidade no jogo, coisa que nunca tinham feito na primeira parte. O primeiro (Seferovic) chegou mesmo no fim desses primeiros quinze minutos, e já era sobejamente justificado. Esperar-se-ia que o golo espevitasse os jogadores, e os fizesse embalar para uma exibição bem conseguida. Fosse pelo tempo que demorou a validar, que arrasa por completo os factores motivacionais do golo, fosse pelo covid da primeira parte, o que se seguiu ao golo não bateu certo com o que o antecedera, e o Rio Ave teve oportunidade de se mostrar e de lembrar o que fizera até ao intervalo.


Foi sol de pouca dura, o Benfica conseguiu reequilibrar-se, também com as substituições que, desta vez viradas para o desgaste da condição física dos jogadores, bateram certo. Mesmo que a saída de Waldschmidt, que não está fisicamente muito castigado, e que estava então a jogar bem, tivesse sido pouco compreensível. 


O segundo golo (Pizzi, que entrara na primeira leva para o lugar de Taarabt) apareceu já à entrada do quarto de hora final, depois de dois ou três falhanços (de Seferovic e do próprio Pizzi), e antes de outros tantos e de mais duas ou três grandes defesas do guarda-redes vila-condense, que até é polaco, nos dez minutos finais.


Pode ser que o covid se vá embora de vez. E que agora só falte mesmo jogar mais um bocado à bola.

9 comentários:

  1. É angustiante ver o desempenho de Seferovic enquanto se dispensou o melhor marcador do campeonato anterior.....simplesmente patético.

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  2. Patético, o Sef (como diz o génio que temos à frente da equipa), não é de certeza o melhor avançado do mundo, mas corre por ele e pelos outros e tem ATITUDE, coisa que esta equipa não tem

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  3. Creio que o benfica já vai à frente nas sondagens.

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  4. Pessoal
    O Benfica não joga e ganhou por 2 a zero
    Continuem assim a dizer mal de tudo e de todos
    Ahh grandes Benfiquistas de Salão
    Enojam estar sempre a castigar o clube

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  5. O Benfica não joga nada, falhou nas contratações, o JJ não percebe nada de futebol, o Vieira só quer comissões, o covid dizimou a equipa. Tudo péssimo.
    Com isso tudo em cima, experimentem atribuir 12 penaltis ao Benfica e digam-me em que lugar estaria.

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  6. Como benfiquista, achei absolutamente ridícula a desculpa do JJ sobre a culpa ser do Covid. Todos os clubes foram afetados pela pandemia e nem por isso estão mais fracos. Há que assumir aquilo que é gritante - falta-nos um n.º 6 de qualidade - aquele jogador que tenha a capacidade de fazer as transições rápidas, fechar a defesa, organizar jogo. A qualidade está lá, temos bons jogadores, mas falta quem coloque a bola jogável na frente. Ainda assim, continuo a acreditar no Benfica. #SLB

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  7. Falta mãos para conduzir o Ferrari, como alguém dizia há uns anos. O karma é lixado! Ter uma equipa claramente superior ás restantes e não saber o que fazer com ela. Pode faltar um jogador aqui ou ali (que vai faltar sempre) mas isso nunca pode ser desculpa para o facto de estarem a jogar ao nível de uma qualquer equipa mediana. Haja vergonha e assumam a incompetência!

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  8. A covid teve incomparavelmente mais impacto na equipa do Benfica que em qualquer outra equipa. Isso é indiscutível. Mas não pode ser "desculpa oficial" para a crise de resultados e exibições do Benfica pela simples razão que, antes do ataque do vírus à estrutura do futebol, já havia crise; e que, depois do ataque, continuou a haver crise.
    As causas não estão na covid, estão na opções do presidente dos últimos quatro anos, e estão no próprio Jorge Jesus, que regressou não para ajudar a equipa, mas para ajudar o presidente na reeleição.
    Ao pé disto, caro Bruno, a falta do 6 é "pinners", como diz o "mister".

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