
Mais do que a tareia do juiz Ivo Rosa no Ministério Público, mais do que o ajuste de contas entre entre os dois únicos galos de um estranho galinheiro, mais do que os pesos e as medidas com que se medem as prescrições dos crimes de corrupção, ou até mais que as caras de gozo de Zeinal Bava, Granadeiro, que não vi mas consigo imaginar, impressionou-me a cara de pau de Sócrates, que vi, no fim.
Depois de, com todo o país a ouvir, um juiz lhe ter chamado corrupto, de lhe ter dito que "mercadejou" com o cargo de primeiro-ministro, e de ter feito seguir para julgamento acusações que lhe poderão valer doze anos de prisão, Sócrates teve o desplante de cantar vitória, de anunciar que exigia ser ressarcido e até de deixar em aberto o regresso à actividade política.
Impressionou, mas não surpreendeu. Afinal é Sócrates a ser o que sempre foi: alienado e descarado manipulador da realidade. É a cara de pau de sempre!
Sem comentários:
Enviar um comentário