
O "berbicacho" da AstraZeneca não desaparece, bem pode mudar de nome...
E temos também um "berbicacho", como dizia António Costa, ao comentar a notícia em que o responsável pela estratégia de vacinação da Agência Europeia do Medicamento (EMA), Marco Cavaleri, numa entrevista ao jornal italiano 'Il Messaggero', confirmava a ligação da vacina a casos de tromboses.
O "berbicacho" da AstraZeneca é que já não lhe vale de nada que a EMA tenha de seguida desdito o tal senhor, afirmando que aquele nexo causal não está provado. Como de nada lhe vale as sete mortes, nos trinta casos de formação de coágulos, tenham ocorrido num universo de largas dezenas milhões de pessoas vacinadas. O "berbicacho" da AstraZeneca é que os erros estratégicos não são fáceis de apagar, e pagam-se caros.
O nosso "berbicacho", a que António Costa deu nome, é que todo o nosso processo de vacinação está umbilicalmente ligado a esta vacina. Requeria menos exigências de logística - não precisava de temperaturas tão baixas de armazenagem -, custava um quinto das outras, e garantia a distribuição de 3 mil milhões de doses já este ano.
Temos um problema. São berbicachos a mais!
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