O debate entre Portas e Sócrates, que marcou a entrada de Sócrates nesta cena dos debates, serviu para confirmar o que já previa vir a ser o mote da estratégia de comunicação do PS. Percebia-se, conforme salientava no post abaixo, que o foco passaria pela exploração da ideia de que o PEC 4 e Programa de suporte da Ajuda Financeira da UE e do FMI são uma e a mesma coisa. Conforme refiro em baixo, a apresentação do programa eleitoral do PS – quer na forma quer na substância - não teve outro objectivo que não esse!
Encontrado o mote – e dado o estilo e a máquina da comunicação deste PS de Sócrates – logo se passou à criação do refrão da canção do bandido:
“O PEC 4 é igual ao programa da troika;
Chumbaram o PEC 4;
E lançaram o país na crise política;
Para agora subscreverem o programa da troika.”
Há uns problemas de rima mas não faz mal: eles acham que funciona à mesma!
E pronto, lá aprendemos este refrão que passará a andar na boca de toda a gente, trauteado em tudo que seja comício, debate ou simples conversa de café. Ainda aprendemos outra mas a essa não lhe prevejo o mesmo sucesso: é a diferença entre não estar disponível para governar com o FMI e não governar com o FMI. E isto esclarece a grande questão que andava no ar: como poderia Sócrates partir para estas eleições para disputar um lugar a que claramente se recusara. Pois ficamos esclarecidos. Pelo próprio, como convinha: “eu (ele Sócrates) nunca disse que não governaria com o FMI; disse que não estaria disponível para governar com o FMI”!
Ficamos esclarecidos. Afinal é para isso que os debates servem!

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