
Surpreende-me o ar surpreendido de toda a gente com a situação dos imigrantes em Odemira que, sem a pandemia e os cercos sanitários, continuaria a ser ignorada, mesmo que à vista de toda a gente.
A situação de autêntica escravatura em que se encontram, nas mãos da máfia do tráfico humano, enrolados numa rede de vil e inqualificável exploração embrulhada em sacos de plástico, não surgiu nem agora, nem nas estufas de Odemira. Faz parte de uma ordem própria da selva económica em que o sistema se tornou nas últimas décadas, e dela nos chegam há muito notícias da Andaluzia, ou de Nápoles. As estufas de Odemira apenas replicam as de Almeria, as de San Nicola Varco, ou tantas outras. E são simplesmente o espelho do nosso modo de vida insustentável.
Já não é só ambiental e socialmente insustentável. É humanamente insustentável!
E ouvimos chamar-lhe modernidade. E desenvolvimento. E futuro...
Então mas Portugal não aboliu a escravatura em 1761?
ResponderEliminarhttps://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc118a231/22078110_SOAv1.jpeg
ResponderEliminarportugueses em Paris (França) nos anos 50 e 60 do sec. XX.
Queixam-se de quê ?
https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc118a231/22078110_SOAv1.jpeg
ResponderEliminarPortugueses em Paris (França) nos anos 50 , 60 do séc. XX
Estes queixam-se de quê ?
A questão é que como eles nem sequer se podem queixar, precisam de quem se queixe por eles.
ResponderEliminarOs únicos que se queixaram foram os palermas do Zmar, que acham que um conjunto de bungalows de madeira, num aldeamento falido, são mais importantes que a dignidade humana e a saúde pública.
ResponderEliminarOs erros do passado não justificam os do presente...
ResponderEliminarFoi preciso a requisição civil do ZMAR para os holofotes se virarem todos para o que se passa em Odemira, ao que parece o Presidente da Câmara já tinha feito um alerta para as entidades competentes há dois anos e nada foi feito, foi preciso a pandemia, mas principalmente o aparecimento nas TV's para agora virem as desculpas esfarrapadas e as lágrimas de crocodilo.
ResponderEliminarA situação dos imigrantes tem a ver com muita coisa, sem esquecer os donos das estufas que ao fazerem os contratos também estão a lucrar com a exploração dos seus próprios assalariados.
Quando é que de uma vez por todas o nosso País acaba com uma série de situações, não é só esta, dignas de terceiro Mundo e de ghuetos mafiosos? Ou será que os interesses são maiores do que a imagem e credebilidade? Não esquecer, segundo uma noticia, que em Portugal já foram apanhados cento e tal indivíduos que andavam fugidos à justiça, um dos quais, patrão da droga que foi apanhado por estar hospitalizado com covid-19 e que tinha contra si um mandato de captura internacional.
Projecto de Resolução do PCP: www.pcp.pt/node/306858 (27 Fevereiro 2020).
ResponderEliminarNem todos foram surpreendidos...
Mas, ontem, o inenarrável Júdice estava preocupado com a propriedade privada....
ResponderEliminare os patifes cabrita e a da lavoura, diz ser tolerável, em nome do bem maior, como é a natalidade e a fixaçao de populaçao.
ResponderEliminarcanalhas.
Só há 2 anos? Na Zambujeira do Mar, já desde 2001 que é prática comum e, ainda hoje, muitas casas foram reabilitadas (ao abrigo da legislação de 2002 para arrendamento, em que o estado e as autarquias pagavam 50% das obras) para albergar emigrantes que trabalhavam para empresas de trabalho temporário e que até tinham carrinhas, com horário marcado, para se deslocarem por todo o Alentejo, Algarve, Ribatejo e Douro. Em Novembro de 2010 foi aprovada legislação para impedir a existência dessas empresas, os tribunais nunca aceitaram que fosse aplicada "por impedir a livre prestação de serviços de trabalho temporário", foi revogada a 14 de Maio de 2012, sem qualquer explicação do ministério do trabalho e segurança social. Desde aí para cá, ninguém se importou...
ResponderEliminarpara grandes males... selar MESMO as exploraçoes, prender para investi gar os capatazes e os mais da mafia. e devolver os trabaladores á procedencia, com um subsidio de compensaçao e a interdiçao e voltarem .
ResponderEliminarPergunte ao Mota Soares porque é que revogou a legislação (14 de Maio de 2012) que impedia as empresas de trabalho temporário de usar trabalhadores migrantes, sem ter os registos individuais de cada um que prestava serviço para quem empresa/empresário. Ele o Frasquilho nunca explicaram porque revogaram uma lei que ainda nem 18 meses tinha de estar em vigor... apesar de os tribunais não a quererem aceitar, por dizerem que violava o direito à prestação de serviços por empresas de trabalho temporário.
ResponderEliminarAinda hoje essas empresas ganham milhares de milhões de euros a usarem a legislação de 1996...
Insustentável também é a manipulação e as preocupações selectivas.
ResponderEliminarIsto é importante mas não interessa.
Isto é importante mas não interessa.
Isto é importante mas não interessa.
Isto é importante e interessa pois tenho de mostrar algo de importante senão dá nas vistas.
Mas quem é que acredita que em geral as pessoas se preocupam umas com as outras?
Quem vai apanhar o tomate, morango,amoras, peras, etc. Você?
ResponderEliminarOs trabalhadores são uteis, estão a fazer o que portugues não quer, ou vai abdicar de comer morangos? Quando for ao supermercado, lembre-se, isto foi embalado com recurso á escravização.
ResponderEliminarE está em insulvencia, mais um buraco bancario para o Zé pagar.
ResponderEliminarEste Marcelo é um cómico.
ResponderEliminarA defender para a fotografia só lhe falta ser guarda-redes dos matraquilhos.
Vergonhosa a total ausência durante anos de uma avaliação de riscos exigente, e consequentes medidas preventivas em Almograve.
Só lhes falta alegar aquela ideia futebolística de que prognósticos só no fim do jogo.
Relativamente à desculpa de que no Alentejo só há quatro inspetores da ACT, seria oportuno darem conhecimento do mapa diário de intervenções de fiscalização e qual o nº de horas semanais ocupados nessa atividade.
Será que foram a Borba em tempo adequado para constatar as condições de segurança antes do acidente?
Não é o governo que tutela todos os organismos agora mobilizados à pressa para as condições de Odemira?
E ainda não vieram visitar as estufas e habitações dos trabalhadores do Algarve situação denunciada várias vezes e está tudo de bico calado.
ResponderEliminarSendo que 90% da produção vai para o estrangeiro talvez se os produtores pagarem um salário digno tem trabalhadores nacionais, a pois esses sabem as leis não se deixam escravizar
ResponderEliminarPalerma és tu! se moras numa casa e te dizem para saír para lá porem alguém deves dar ao rabinho e obedecer não é?
ResponderEliminarO Português não quer? tem a certeza ? ou não quer ser explorado por ordenados de miséria com horários de escravo! é assim que estes "empresários" tém de ter lucro? paguem ordenados justos aos trabalhadores portugueses e vamos vêr se não aparecem!
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