terça-feira, 15 de junho de 2021

Euro 2020 - O dia de um só jogo (mesmo que o outro tenha sido do melhor)


Hoje foi o dia de apenas dois jogos, já só faltava fechar a primeira jornada no grupo F, o tal da "morte". Mas mais parecia que era de um só. O da estreia portuguesa.


Que não foi nada má. O resultado foi excelente, Dos melhores, um dos três melhores desta primeira jornada, só igualados pela Itália e pela Bélgica. Boas companhias.


E com Cristiano Ronaldo, no seu quinto europeu, caso único na História da competição, a bisar, a juntar-se também aos melhores marcadores, Lukaku e Patrik Shick, e a passar já a ser, também, o melhor marcador em fases finais dos campeonatos da Europa. 


O resultado da selecção nacional foi realmente excelente, a abrir já perspectivas de apuramento. A exibição, nem por isso. Melhor, tem muito que se lhe diga. E no entanto o resultado não espelha bem a diferença enorme que existe entre a selecção da Hungria - uma equipa de jogo exclusivamente físico, de futebol meramente destrutivo, que aposta apenas na luta pela disputa da bola, que nada tem a ver com o brilhante futebol magiar dos anos 50 e 60 do século passado - e a de Portugal. Nem sequer a sua superioridade neste jogo.


A jogar em casa, no Arena Puskas (que voltas no túmulo deverá dar a ver este futebol da sua selecção) esgotado - que bonito ver de novo um estádio cheio! - a Hungria limitou-se, durante toda a primeira parte, a tentar evitar o golo. A selecção nacional dominou então por completo o jogo, com momentos de bom futebol e de pressão quase asfixiante, mas sempre com alguma coisa a faltar. E o que faltava tinha muito a ver com o crónico conservadorismo de Fernando Santos. Se contra este adversário utilizou aquele meio campo, com Danilo e William, como será contra a Alemanha e a França?


Acabou, ainda assim, por criar três boas oportunidades de golo, duas por Diogo Jota, e uma por Cristiano Ronaldo, este numa perdida incrível, e estava no seu melhor período quando o árbitro turco apitou para o intervalo, com um nulo penalizador.


A segunda parte só não foi pior porque os últimos 10 minutos salvaram tudo. A selecção húngara começou a subir no terreno, sempre com a mesma vontade de disputar cada bola, e a equipa nacional perdeu o controlo do jogo. Até aos tais 10 minutos finais apenas por duas vezes esteve perto de estar perto do golo - por Pepe, logo no início, e num remate de Bruno Fernandes já a segunda parte ia adiantada. É certo que a Hungria não construiu uma única oportunidade de golo, mas nunca se sabia quando daquele tipo de jogo não poderia aparecer um. Chegou, de resto, até a marcar, mas não valeu, por fora de jogo no início da jogada.


Talvez tenha sido este estado de coisas que motivou a primeira substituição de Fernando Santos, quando fez entrar o improvável Rafa para o lugar do Bernardo. Acredito que, vendo os húngaros a subir, tenha optado pelo jogador do Benfica por ser quem lhe daria mais garantias na exploração dos espaços que deixavam para trás. 


Até nem foi bem isso que aconteceu, mas a entrada de Rafa acabou por ser decisiva. Quando já poucos acreditariam, aos 84 minutos, surgiu finalmente o golo. Em campo já estavam Renato Sanches (no lugar de William) - fundamental para a derrocada húngara nesses 10 minutos - e André Silva (no lugar de Diogo J),


Com estrelinha, muita. Rafa desequilibrou na área, mas é feliz na assistência, que desviou num defesa adversário e deu à bola o rumo certo. Direitinha a Rafa Guerreiro, que rematou para a baliza, com a bola a desviar no adversário que tem o nome do controverso presidente húngaro - Órban - e a trair o guarda-redes. Um minuto depois, novamente Rafa pela área dentro, e penalti (daqueles que por cá, sobre o Rafa, nunca seriam marcados), cometido pelo mesmo jogador com o nome do presidente. Que assim, traído pelo seu homónimo, ao que dizem, perdeu uma aposta com Marcelo.


Cristiano, claro, fez o 2-0. E pouco depois, após duas tabelas sucessivas com Rafa, concluiu uma jogada sensacional de 33 toques sucessivos, com a bola a circular entre os jogadores portugueses durante mais de minuto e meio. Uma jogada assim, que vai certamente correr mundo, só poderia acabar com Cristiano Ronaldo a entrar com a bola pela baliza dentro, depois de passar pelo guarda-redes Gulacsi.


Costuma dizer-se que tudo está bem quando acaba bem. Vamos a ver se é assim. Até porque, pelo que se viu no outro jogo, o que aí vem vai ser bem complicado.


Desse pouco há a dizer. Apenas que foi o melhor jogado desta primeira jornada, entre duas grandes equipas. Só que França é de outro campeonato!


Só ganhou por 1-0, e para isso até beneficiou de um auto-golo. O consagrado, e regressado, Hummels marcou na própria baliza. Mas a selecção campeã do mundo joga à bola que se farta, e marcou até por mais duas vezes, a primeira numa autêntica obra prima de Mbappé. Ambas anuladas por foras de jogo milimétricos. 


 

5 comentários:

  1. Não resisto a comentar. Este jogo, que eu vaticinei em como Portugal ia ganhar, esconde a verdade. Afinal, o que estava em causa era uma aposta ao mais alto nível, presidencial. E o grande vencedor foi o nosso Marcelo Rebelo de Sousa que, gabarola, aniquilou o presidente húngaro com três golpes fatais, assim alcançando o direito àquele precioso néctar devidamente engarrafado, considerado, por lá, o vinho que vale milhões.
    Daí, concluo agora, o CR7 ter afastado as duas garrafitas de coca cola e optado, conforme o meme que por aí circula, pelo mais que célebre símbolo da nossa fanfarronice: o garrafão de vinho. O CR7 sabia muito bem o que neste jogo estava em causa

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  2. Tudo tretas e disparates neste artigo. Existe felizmente no nosso mundo muito mais eventos dignos também de grandes audiências e que também ajudam as estações de televisão e ter sucesso.
    O nosso mundo NÃO É SÓ FUTEBOL, existe outros eventos que também merecem todo o respeito e dedicação por parte de todos nós.
    Portugal é um país como outro qualquer, não é esse país especial como vocês querem.
    O futebol é um desporto como outro qualquer, não é mais que os outros.
    Cristiano Ronaldo não é nenhum santo, nem nenhum anjo, nem deus, é um ser humano como qualquer outro. E ninguém pode dizer que é bom em tudo, incluindo Ronaldo. Muito menos dizer que a idade é apenas um número. Todos nós adoecemos, todos nós com o passar do tempo e com o avanço da idade, vão aparecendo doenças á gente, incluindo Ronaldo. Por isso, ele que não tenha ilusões, pois vão aparecer doenças a ele, tal e qual a outra pessoa qualquer. É o mais certo que ele e todos nós temos nesta vida, é a morte e as doenças, por isso, Ronaldo não venha dizer que a idade é apenas um número, pois ele vai morrer na certa e também vai adoecer, como qualquer um de nós. Ele quer ser diferente dos outros (para melhor), mas não vai conseguir, pois também existem figuras históricas na história de Portugal, que foram bastante famosas mas não adiantou nada, porque já partiram (morreram). Porque carga de água o Ronaldo não deveria morrer?? Porque carga de água o Ronaldo não deveria adoecer?

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  3. Tanta barbaridade dita...... FORÇA PORTUGAL, FORÇA RONALDO

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  4. È por ler coisas destas que eu, às vezes, penso que o analfabetismo não era mau de todo...

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  5. Tenho de concordar consigo. Pelo menos poupava-nos a estas coisas que não têm por onde se lhe pegue.

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