
Neste terceiro jogo dos oitavos de final, não foi só Budapeste que se despediu do Euro. Quando se diz que a Europa se deveria despedir da Hungria, é a Holanda - pronto, os Países Baixos - que se junta a Budapeste - que foi a casa da selecção portuguesa, onde até nem se deu nada mal - na despedida do Euro. Prematuramente, aos olhos de muita gente.
Não me incluo no grupo daqueles que ficaram surpreendidos com a eliminação dos neerlandeses - pois, já não são holandeses, e paísesbaixeses não dava muito jeito - pois, como tenho repetido desde o seu primeiro jogo, esta laranja nem é mecânica nem sumarenta.
Nunca se saberá até que ponto essa eliminação possa ter decorrido da expulsão de De Light, logo aos 10 minutos da segunda parte. O contra-factual não existe. Alguma influência terá tido, até porque Frank de Boer decidiu não recompor a defesa (a três, como está na moda), que ficou presa fácil para o ataque checo. O que se sabe é que, no que foi o jogo, a República Checa, que parece que não quer ficar atrás e também mudou o seu nome para Chéquia, ganhou. Sem espinhas!
Foi sem qualquer surpresa que, aos 68 minutos, Tomás Holes fez o primeiro golo, o primeiro golo da equipa que não foi marcado por Schick. Esperava.se, era apenas uma questão de tempo. E o segundo, 12 minutos depois, mais esperado ainda. Até porque não há vitórias da selecção checos sem golos de Patrik Schick.
Normal, portanto, este afastamento dos neerlandeses. Só não o era para as casas de apostas. Mas por alguma razão é esse o negócio deles.
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