quarta-feira, 7 de julho de 2021

Euro 2020 - Inglaterra, pois claro. Provavelmente justo, mas falso!

Penálti polémico decidiu Inglaterra-Dinamarca: veja o lance na grande área


 


Foi um dia sem surpresas. Sem surpresa a notícia (do dia) da detenção de Luís Filipe Vieira, e sem surpresa o apuramento da selecção inglesa para a final do Europeu, no próximo domingo, com a Itália.


Sem surpresa porque era favorita perante a sensacional selecção dinamarquesa. Uma grande equipa, e uma grande selecção. Quando se fala em cair de pé, é o que se tem de dizer destes dinamarqueses.


Foi um grande jogo, mais um numa competição de grandes espectáculos de futebol. Com mais um grande golo, o da Dinamarca e primeiro do jogo, o único de livre directo até agora, que já só falta a final. As equipas foram alternando no comando do jogo, sempre altamente competitivo e disputado em alta intensidade.E por isso muito equilibrado.


A Dinamarca marcou aos 30 minutos, no tal livre directo soberbamente cobrado pelo espectacular Damsgaard, um miúdo de 21 anos que este Europeu mostrou ser grande. E não se podia dizer que os dinamarqueses não mereciam esse golo, e a vantagem. Que não durou muito, menos de 10 minutos. A Inglaterra empatou com mais um auto-golo, o 11º da prova. Este daqueles inevitáveis, Kjaer apenas tentou evitar e inevitável. Que como se sabe ... é impossível. Também não se poderia dizer que os ingleses não merecessem esse golo, até porque, pouco antes Schmeichel - verdadeiramente sensacional durante todo o jogo, a acrescentar lenda ao apelido, já dela bem recheado - o tinha evitado.


Na segunda parte o jogo não se alterou muito. A Inglaterra tinha alguma supremacia, mas a Dinamarca soube sempre responder à altura, mesmo sem que alguns dos jogadores que mais se têm destacado tenham tido oportunidade para de sobressair. Foi sempre mais a equipa, que os jogadores, mas passou a ser menos boa quando o seleccionador dinamarquês começou a tirar os melhores. Desde logo Damsgaard. Até porque Joakin Maehle nunca esteve ao nível que tem mostrado, facto a que não é alheia a atenção especial que Southgate pediu aos seus jogadores para aquele flanco esquerdo dinamarquês, que foi notória.


O seleccionador inglês dispõe do melhor lote de jogadores deste europeu, e por isso mais pena deu ver que, para garantir mais alguma criatividade à equipa - apenas Sterling não chega - tem de recuar Kane, quando no banco estão Folden, Grealish e Redford, talento de primeira água. Desperdiçar talento é das coisas mais feias em futebol, mas mais vale tê-lo no banco, como acontece na selecção inglesa, do que desperdiçá-lo em campo, como sucede na portuguesa.


É curioso que o esquema táctico da equipa inglesa seja invariavelmente apresentado em 4x2x3x1. O 1 da frente é Kane. Que mentira! Para a equipa jogar, o Kane nunca pode lá estar à frente. E não está!


Com a Dinamarca a perder qualidade com as substituições, Southgate ao fazê-las só podia ganhar. Começou por fazer entrar Grealish, e notou-se logo. Mas não deu para evitar o prolongamento. E aí entrou Foden, e a partir de então sim, a Inglaterra tomou decisivamente conta do jogo. Mas...


Mas Schmeichel ia chegando para as encomendas, e os ingleses passaram mais a jogar para o penalti - não para os penaltis - do que para o golo. E com Grealish, mas especialmente com Sterling, até é fácil. E foi o que aconteceu, mesmo que a mim me pareça que nunca houve penalti. Mas o árbitro - o tal que não viu a bola de Cristiano Ronaldo meio metro dentro da baliza na Sérvia - viu. E o VAR também, tanto que até viu outro, que não o mesmo. O que deu no mesmo!


No último minuto da primeira parte do prolongamento. Kane marcou, e Schemeichel, que defendeu tudo, defendeu-o. Mas com azar - a bola sobrou direitinha de novo para o pé do inglês fazer finalmente o golo do apuramento inglês. Merecido, mas provavelmente, como na tal marca de cerveja dinamarquesa, falso!


Na segunda parte do prolongamento já não houve jogo. O seleccionador inglês tinha talento mais - para o seu gosto - em campo, e não teve pudor em tirar Grealish para entrar mais um defesa, Trippier. E montou um muro à frente da área, de todo intransponível para uma equipa dinamarquesa já de rastos.

5 comentários:

  1. Os favorecidos são sempre os mesmo... a história repete-se!

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  2. Para quem viu este jogo do principio ao fim e ama o futebol sem nenhuma visão tapada, dirá:
    - O futebol técnico-físico em equipa veio para ficar durante uma nova era;
    - Kane 28 e Ronaldo 36 anos, de facto o melhor de sempre, para mim, só é criticado por um provincianismo latente em Portugal. O Kane é bom jogador mas não pressiona, corre e sobretudo marca tanto e melhor que o Ronaldo (prova dos 9 o penalti concretizado a segunda).
    Em conclusão, a selecção portuguesa sofre o mesmo mal que o país há anos ou seja excelentíssima matéria prima e quase nenhuma boa gestão e organização.
    Estou fartissimo deste Fado!

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  3. Agora é torcer pela Itália!

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  4. Em 1966, tinha eu 17 anos, os ingleses beneficiaram do mesmo estatuto de país onde se disputava a final do mundial. As coisas tiveram que correr de feição, lesando Portugal. É certo que éramos um país mal visto, colonialista e fascista. Mas que fomos prejudicados ninguém tem dúvidas. Enfim, tantos anos passados, volta-se ao mesmo. Morte à Inglaterra. Itália arriba.

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  5. No Mundial 66 nem só Portugal foi lesado, como também a Alemanha o foi no jogo da final. Ainda hoje se está para saber, se o golo da vitória inglesa aconteceu mesmo!!!

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