domingo, 18 de julho de 2021

Tour de France 2021 - Fim


Terminou hoje, em Paris, a 108ª edição da Volta à França. Todas as classificações finais vinham definidas dos Pirinéus, na última quinta feira. O vencedor, esse há muito que estava encontrado  


Depois dos Pirinéus, seguiu-se a 19ª etapa, entre Mourenx e Libourne, na distância de 207 quilómetros, a segunda mais longa da prova. Era a penúltima - a última seria a da consagração, hoje na chegada a Paris - para os sprinters, e para Cavendish, despois de resistir aos Pirinéus, à custa do esforço de toda a equipa, empenhada em levá-lo até ao fim de cada etapa dentro do tempo limite no controlo da chegada.


Por se ter esgotado nesse trabalho - é curioso que Cavendish acabou na penúltima posição da classificação geral, rodeado de colegas de equipa - , ou por outra razão qualquer, a Deceuninck - Quick Step não consegui controlar a etapa e não impediu a fuga, ainda bem cedo, de um grupo numeroso de ciclistas, de onde saltou Mohoric, que já tinha ganho a 7.ª etapa, para cortar a meta isolado, com mais de 20 minutos de vantagem sobre o pelotão.


O contra-relógio de ontem já não tinha nada para decidir, e a surpresa foi Pogacar não o ter ganho. Não foi de todo surpreendente que tivesse sido o belga Wout van Aert a ganhar - sabe-se que é bem capaz disso, e de muito mais - mas, mesmo sabendo-se que Pogacar iria correr em regime de descontração, ninguém esperaria que não fizesse melhor que o oitavo tempo, a praticamente 1 minuto do belga  Os dinamarqueses Kasper Asgreen (Deceuninck-QuickStep, a 21 segundos), e Jonas Vingegaard, companheiro de Van Aerrt na Jumbo Visma, a 32,  foram segundo e terceiro, com este último a confirmar, também no contra-relógio, que não podia ser outro o segundo da geral.


Hoje, em Paris foi a consagração de ... Wout van Aert . Bem sei que a chegada aos sempre belos Campos Elíseos é para consagrar o vencedor do Tour. E que este, o mais jovem bi-campeão do Tour, e de novo, como no ano passado, vencedor das três camisolas, só tinha que ser consagrado em Paris. Mas esta última etapa, para mim, foi a da consagração de Wout van Aert, um dos mais completos ciclistas da actualidade, como aqui já tinha dito. Ontem ganhou o contra-relógio, e hoje ganhou o sprint, o mais importante sprint do Tour, e ganhou a etapa do Mont Ventoux, numa das mais espectaculares montanhas.


Rui Costa esteve discreto, no seu papel de "aguadeiro" de Pogacar (1). Pelo contrário, Rúben Guerreiro deu nas vistas e fez um excelente Tour. Foi 18ª da geral, à frente - três minutos - de, agora repare-se ... Van Aert. É isso, um dos melhores e mais completos ciclistas do mundo, que ganhou três das principais etapas de cada uma das especialidades, ficou atrás de Rúben Guerreiro. É isso o ciclismo!


(1) Correcção efectuada depois do alerta do leitor Bruno Santos. Por lapso tinha inicialmente escrito Uran, em vez de Pogacar.

2 comentários:

  1. Pequena correcção. Rui Costa foi aguadeiro de Pogacar, não de Uran. Bem haja.

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  2. Tem razão Bruno. Lapso meu, que lhe troquei o papel com o de Rúben Guerreio, esse sim, de Uran. Sempre ao longo destes texto dedicados ao Tour os tive no sítio certo, mas no último dia saiu asneira. Vou rectificar. Obrigado.

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