No domingo correu-se a 15ª etapa, entre Céret e Andorra-a-Velha,, em plenos Pirinéus, onde foi atingida a maior altitude da prova, acima dos 2.400 metros. Sem que, no entanto, os ciclistas tenham encontrado as mais tenebrosas subidas desta edição. Correram a grande altitude, mas sem as grandes inclinações. O suficiente para manter a maldição do segundo lugar da classificação, de que aqui falava há dias, e devolver o francês Guilaume Martin ao fundo do top ten.
Na frente andou Rúben Guerreiro, numa excelente jornada. Não conseguiu resistir ao ataque do norte-americano Sepp Kuss, primeiro, e de Valverde, depois, que protagonizou um extraordinário final de etapa, com o veterano espanhol a fazer parecer que iria ainda apanhar o americano, e ganhar a etapa. Por pouco não o consegui, e Kruss ganhou em Andorra-a-Velha. Para o português, no fim, não deu para mais que o quinto lugar na etapa.
Ontem, a seguir ao segundo e último dia de descanso, mais Pirinéus, este ano dominantes relativamente aos Alpes. Vieram para ficar. Mais montanha, pois, nesta 16ª etapa, de 169 quilómetros entre Pas de la Casa e Saint-Gaudens, mas ainda em jeito de aperitivo para o que estava para vir.
A etapa resumiu-se à fuga do dia, que incluía 12 corredores, entre os quais de novo Rúben Guerreiro, que chegou a ter mais de 15 minutos de vantagem sobre o grupo de Pogacar, com os restantes melhores classificados. Para trás ficavam muitos outros grupos, bem mais atrasados, e com nomes importantes dos últimos anos, como este ano vem sendo habitual. Desse grupo escapou, ainda bem longe da meta, Patrick Konrad, o campeão austríaco, que chegou isolado à meta, com quase 14 minutos de vantagem para o líder do Tour.
Na classificação geral não houve alterações significativas. Nem no segundo lugar!
Hoje, no dia nacional da França, já foi montanha a sério, entre Muret e o alto do Col du Portet. Grupos, houve muitos. Mas fugas propriamente ditas, apenas uma, E com pouca gente - seis corredores apenas - que não resistiram à última das três subidas - o “trio terrível”, como lhes chamou a organização -, afinal onde tudo aconteceu. Como era inevitável.
À entrada no Col du Portet o grupo dos favoritos seguia cerca de quatro minutos atrás de Dorian Godon e Anthony Pérez, os últimos resistentes dos fugitivos. Tempo que rapidamente se esfumou, às mãos dos dez primeiros classificados, todos juntos a atacar a subida, depois de aproveitarem excelente trabalho de Majka, naturalmente destinado a Pogacar. Mas não por muito tempo. Um a um foram ficando para trás - e lá estava a maldição do segundo, mesmo que ele se chamasse Rigoberto Uran - até ficarem apenas três. E Pogacar atacou. Uma vez, duas vezes…
Jonas Vingegaard respondia, e Richard Carapaz apenas aproveitava. Para se reservar para espetar o ferrão, já perto da meta. Pogacar respondeu, e Vingegaard cedeu. Para rapidamente recuperar, passar o equatoriano e quase discutir a vitória com Pogacar. Quase, porque o jovem esloveno não dá hipóteses a ninguém, e ganhou categoricamente. Para alargar ainda mais a vantagem colossal que já levava.
Os três primeiros da etapa são agora os primeiros da geral. Pela mesma ordem, e agora, sim, o segundo já de lá não deverá sair. Porque, sem qualquer dúvida, Vingegaard é o segundo melhor!
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