quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Paradoxo

Benfica vence PSV pela margem mínima e está em vantagem no playoff da  Champions - Liga dos Campeões - SAPO Desporto


Tinha terminado o texto sobre o jogo da segunda mão na pré-eliminatória com o Spartak com a nota que o entusiasmo criado na primeira mão teria que aguardar por este jogo com o PSV, esse sim, a entusiasmar.


O jogo desta noite, na Luz, deu a resposta. E essa é clara, este Benfica está longe de entusiasmar e, pelo contrário, mais perto de repetir as desilusões das últimas épocas. O melhor que deixou foi o resultado - ganhar é ganhar. Mesmo que esta pareça ser uma vitória insuficiente para garantir a desejada presença na fase de grupos da Champions, o maior objectivo desta fase da época, e evidentemente decisivo para o futuro próximo da equipa, e até do clube.


O resultado foi, pois, feliz. A exibição, longe disso!


O PSV foi sempre – ou quase sempre – melhor. Teve mais bola, e jogou mais. E comecemos pela posse de bola da equipa holandesa, porque é esse o dado fundamental para a avaliação deste Benfica. Este foi o único jogo fora, neste trajecto de apuramento para a Champions, em que os holandeses tiveram mais bola que o adversário. Não o tinham conseguido na segunda pré-eliminatória, com o Galatasaray, nem na terceira com os adversários dinamarqueses. E, no entanto, é, para o treinador do Benfica, uma equipa fortíssima em posse.


E por isso decidiu, por estratégia, dar-lhe a bola. Foi o pecado, só por acaso e por contingência de jogo, não mortal. Mas foi o pecado capital!


Jorge Jesus decidiu dar a bola e a iniciativa ao adversário, mas montou uma equipa com jogadores para a terem. O jogo acabou por ser marcado por este paradoxo.


É certo que ganhou o jogo, e chegou ao intervalo com um resultado que até apontava para garantir a eliminatória. Mas, falso como Judas e absolutamente enganador, aquele 2-0 ao intervalo não revelava qualquer superioridade em qualquer outro capítulo de jogo que não o da eficácia. Se o primeiro golo, por Rafa, logo aos 10 minutos, ainda poderia significar alguma coisa, o segundo já foi simplesmente fortuito.


Na segunda parte a superioridade do PSV seria ainda mais flagrante, muito por força da aparente quebra física da equipa do Benfica, evidente desde muito cedo. Foi quebra física, mas foi muito mais que isso, e teve tudo a ver com o paradoxo da estratégia do treinador do Benfica.


Obrigar jogadores talhados para jogar com bola – e eram quase todos – a correr atrás dela, é desgastá-los física e mentalmente e é, por fim, desmotivá-los. Deixá-los fora do jogo, ou dele desinteressados. Se alguém perguntar, por exemplo, por que é que João Mário fez, de longe, o pior jogo desde que chegou ao Benfica, está aqui a resposta.


Está aqui, nesta estratégia, a explicação para a superioridade do PSV. Não é na qualidade individual dos jogadores. Pelo que conhecemos da qualidade dos nossos jogadores, e pelo que vimos do desempenho individual dos jogadores da equipa holandesa, à excepção do alemão Mario Goetz, os jogadores do Benfica não saem individualmente a perder. Pelo contrário e, no entanto, como equipa foram claramente inferiores.


Já no que toca a treinador …. É isso, mas isso há muito que está provado. E nem é preciso falarmos em ambiente Champions, basta o doméstico para vermos como tantos, com tão menos, fazem tanto mais!


 


 

1 comentário:

  1. o jasus vai levar o BENFICA a miseria ..so um milagre para passar esta eliminatoria ,..o psv e mais forte que o BENFICA ..oxala que esteja errado..saudacoes BENFIQUISTAS..

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