
Primeiro foi o segredo bem anunciado e melhor guardado a levar expectativas céu acima. Depois a festa, a passadeira vermelha, por onde desfilou o poder mais alto de um país que também assim se vai fazendo pequenino. Presidente da República, primeiro-ministro, ministros... estavam lá todos. Era finalmente a verdade da notícia a chegar, tudo o que para trás ficara não passava de mentira. Era a revolução da verdade que viria mudar para sempre o panorama informativo deste país. Pequenino!
Finalmente o pano subiu. E o país pequenino abriu a boca de espanto. As caras eram velhas. Velhas conhecidas, bem entendido. De algumas já nem nos lembrávamos bem, vinham bem lá do fundo do baú.. Outras tínhamo-las visto há dez minutos, uma hora, dois ou três dias... O ritmo era o mesmo, como se não tivéssemos passado pelo countdown. Os mesmos formatos, com os mesmos participantes...
As notícias.... ah ... as notícias... Essas, ou há ou não há. Havia?
Não, não havia. Mas havia João Rendeiro para estender noite fora, esticando o espectáculo da notícia. Que afinal só precisa de ser espectáculo, isso da revolução e da verdade fica para os separadores promocionais. Tudo como a TVI já fazia sem ter de pagar royalties... Mas é a CNN Portugal. De Portugal dos pequeninos.
Não tenho tv, não vi. A sério que o PR, o PM e todos os ministros foram à inauguração dum canal de televisão? O ministro Pedro Nuno Santos foi apanhado em excesso de velocidade para inaugurar um…guindaste. Eu daqui a pouco vou tomar um banho e a seguir vou estrear um par de meias - será que deveria ter convidado esses ilustres?
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