Omer Messinger/Epa
Olaf Scholz (SPD) foi hoje confirmado pelo Parlamento chanceler da Alemanha, e iniciou funções, substituindo Angela Merkle, no poder há 16 anos. Mais precisamente 5860 dias, e apenas uma semana a menos que Helmut Khol, o pai da reunificação alemã, e certamente o mais determinante chefe do governo alemão do pós-guerra.
Ganhou as eleições de 22 de Novembro de 2005, e tornou-se na primeira mulher chanceler. Entrou sob baixas expectativas. Vinha da parte leste, e isso ainda marcava. Os media substimavam-na e comentavam jocosamente os seus casacos, e mais ainda as manchas de suor que deixavam ver. Desasseis anos depois, mesmo que muitos os tenham considerado uma oportunidade perdida, que são também quatro grandes crises depois - a crise financeira global, a crise da dívida europeia, a entrada de refugiados na Europa em 2015 e a pandemia - sai pela porta grande.
As últimas imagens são sempre as que ficam. Na última cimeira da UE, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, deixou a de um monumento: “A senhora é um monumento” - disse-lhe. Uma cimeira sem Merkel é como “Roma sem o Vaticano ou Paris sem a Torre Eiffel”, justificou.
Na última imagem fica também a última palavra de Merkel aos alemães, que não deixará de ser histórica: "Vacinem-se"!
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