quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Testemunhos

Não é negacionismo científico. É pior! | Jornalistas Livres


Os relatos de pessoas infectadas com Covid que tinham recusado a vacina sucedem-se. Uns em discurso público, outros, muitos mais, em confidência ou em grito de desespero. Já todos, certamente, assistimos a uns e a outros. Médicos contam-nos de jovens internados que recusaram a vacina a implorarem-lha, como se naquela altura isso lhes resolvesse outras coisa que não o sentimento de culpa.


São relatos que calam os movimentos negacionistas, que em Portugal nunca tiveram grande expressão, onde as manifestações públicas da intolerância se resumiram àquele triste episódio protagonizado pelo inenarrável Fernando Nobre.


Mas não acontece assim noutras partes do mundo. E não acontece assim na Europa desenvolvida. Não acontece na Alemanha, onde um homem que há poucas semanas matou a mulher e as três filhas - por ter falsificado testes à Covid e temer as respectivas consequências criminais - passou a ser festejado como mártir pelos movimentos negacionistas organizados. Ou na Áustria, onde um mentor de um desses movimentos, Johann Biacsics, dando entrada, infectado, num hospital de Viena, recusou tratamento. Se era Covid - respondeu - não era grave, sabia como tratar. Morreu, poucos dias depois. Para o movimento que liderava, incluindo o próprio filho, não morreu de Covid, mas envenenado no hospital.


Neste segundo Natal que em dois anos de pandemia não temos...


 


 

6 comentários:

  1. " Os relatos de pessoas infectadas com Covid que tinham recusado a vacina sucedem-se."
    Pois, só é pena é que aqueles que morreram depois de tomar a vacina já não possam relatar nada.
    Já se perguntou porque é que na Europa desenvolvida há tão pouca adesão às vacinas?
    E porque é que nos países onde a escolaridade é baixa a vacinação é elevada?
    E porque é que nos países africanos onde a vacinação é residual, o número de mortos e de infectados é menor que nos países ricos?
    Acho que depois de dois anos deste alarmismo social já devia ser altura de parar com esta escalada de ódio, com esta discriminação pestífera, como se as pessoas fossem atrasadas mentais.

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  2. Deixa adivinhar, foste buscar essas informações ao mesmo sítio por onde defecas? Não tenho paciência nenhuma para escumalha anti-vacinas, por mim podem morrer todos, mas de preferência longe para não infectarem ninguém.

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  3. Ó anónimo estás nervoso? Tem cuidado com os coágulos, não te enerves.
    Não é melhor apanhares a quarta dose? Ficas mais protegido, e não te esqueças de pôr a máscara, dá-te um ar mais inteligente.

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  4. Sim, em Portugal os negacionistas não têm expressão. O que não quer dizer que, mesmo poucos, não haja os que aproveitem qualquer oportunidade para se expressar. Assim, desta forma, com afirmações não sustentadas. Sem um número, sempre a lançar a confusão. A sua referência à vacinação residual em África - sem vacinas nem meios logísticos, como é do conhecimento geral - com cuidados de saúde pública inexistentes, com esperança de vida na ordem dos 50 anos, e por isso com populações jovens, e sujeitos a dezenas de outros vírus mais mortais que este é, ou ignorância, ou má-fé. Uma, e outra, são afinal os recursos que ilimitadamente usam. Como, de resto, é evidente nos casos apresentados no texto.

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  5. Já tu, "Carlos Sousa", escumalha dos comentários online, és BURRO de nascença.

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  6. Vê-se que tu és um gajo esperto, por isso é que demoraste uma semana para responder.

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