quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Debates - o jogo grande


 


Chegou ao fim o campeonato,. Fechou com jogo grande, o clássico PS - PSD.


Este era o jogo grande do campeonato. O decisivo, mesmo que provavelmente decida pouco. Foi tudo em grande, e durante o dia não se falou de outra coisa. Foi um dia inteiro de pré-match. Foi grande mo tempo - os jogos não têm todos a mesma duração. Este teve o quádruplo do tempo dos outros. Passou em directo nas televisões todas. E por tudo isso até teve três equipas de arbitragem.


Tudo isto é capaz de dizer alguma coisa sobre a competição. Um campeonato em que os grandes não têm só os benefícios da arbitragem, são também favorecidos pela Organização.


Mas pronto, é a vida. Os grandes são sempre maiores!


António Costa entrava em campo com o élan das sondagens, donde vinha justamente de um dia bom. O que, pelo que se sabe, não era mau para Rui Rio. Se precisa de estar picado, hoje elas picaram-no. E bem, ao ver o PS a alargar a diferença, que até aqui tinha vindo a ser encurtada nas últimas semanas, para a maior distância até à data.


O tempo de jogo, o quádruplo de todos os restantes, também jogava a seu favor. António Costa assenta o seu jogo no rigor táctico e na concentração competitiva. E na vertigem. Isso favorece-o nos jogos mais curtos, mas penaliza-o nos muito longos. Rui Rio é mais a gasóleo, precisa de tempo para embalar. Depois de embalado solta-se.. E liberta o seu jogo solto, muitas vezes até anárquico. Sem a exigência dos rigores tácticos, sempre de grande desgaste mental, o tempo de jogo não lhe pesa. 


Por isso Rui Rio chegou ao fim do jogo em condições de desferir o golpe final. Fê-lo mesmo no fim do jogo, em cima do minuto 90, quando Rio levantou voo com a TAP.  Não se sabe se apanhou o avião em Madrid se em Lisboa, mas ganhou aí o jogo, nesse lance fulgurante da sua última jogada de ataque. Foi uma jogada estudada, bem treinada durante a semana, e que resultou em cheio. António Costa ainda tinha tempo para repor a igualdade, mas acusou o golpe, e não foi capaz de reagir.


Não foi um grande espectáculo. Os jogos grandes raramente o são. Está muita coisa em jogo para se preocuparem com o espectáculo. Mas foi muito disputado, intenso e sempre competitivo. E equilibrado, até àqueles últimos minutos que Rui Rio tinha guardado para o  golpe final!


Na flash interview, no fim do jogo, António Costa reconheceu que o adversário foi superior. Quando utilizou esse espaço para o jogo falado para, como nunca tinha feiro, falar - em gíria política diria dramatizar - em maioria absoluta, Costa reconheceu que neste jogo não tinha somado pontos às sondagens. Já Rui Rio aproveitou esse espaço para continuar a jogar, como se fosse uma espécie de tempo extra. E a acentuar a sua superioridade no jogo, como se não tivesse terminado, cortando pela base o jogo falado de Costa. Que foi bem pior que o que tinha jogado no tempo regulamentar!

2 comentários:

  1. Mas uma enormíssima questão - em termos de cidadãos comuns, quem é que realmente liga aos debates? Será que, na história do nosso mundo, alguém alguma vez disse "Epá, eu ia votar X, mas depois do debate vou é votar Y"? Eu, e os meus colegas, discutimos isto há dias, e nem sequer conhecemos uma pessoa que veja os debates. De facto, sempre sentimos que os debates - e as campanhas - são para encher chouriços, em que fala Costa e os apoiantes do PS batem palmas; fala Rio e os do PSD batem palmas; cada grupo apupa o seu opositor, e fica tudo na mesma, até virem prometer mundos e fundos nas campanhas, que depois não cumprem nem são obrigados a cumprir. É absurdo, é uma perda de tempo.

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  2. levao os dois a governar portugale que acabam com corrupsao de norte a sul

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