
No campeonato dos debates, ainda na fase inicial - e são 30 jornadas - coube hoje a Rui Rio deslocar-se ao campo do Canelas. O campo estava hoje um pouco mais seco, o que até deu para, aqui e ali, ser levantada alguma poeira. Mas não deixava de ser o lamaçal habitual.
Não sei quantos jogos deste campeonato são disputados neste lamaçal. Mas já dá para perceber que o campeonato está claramente desenhado para favorecer quem se mexe melhor na lama.
Rui Rio passou todo o tempo a desviar-se das caneladas, o que lhe permitiu chegar ao fim sem ter sido completamente amassado. Não marcou, e só não sofreu porque este adversário não vai a jogo para marcar golos. O André, do Canelas, não consegue fazer uma jogada com princípio, meio e fim. Não precisa de marcar golos. Ganha sempre, mesmo sem marcar. E ri, ri sempre, porque sabe que não mata, mas mói!
Rui Rio quis jogar o jogo assim, sem nada fazer para lhe mudar o ritmo e o compasso, vá lá perceber-se por quê... Ao contrário do que sucedera ontem, com a Catarina Martins, foi sempre atrás do jogo do adversário, nunca tomou a iniciativa. E no entanto podia tê-la tomado. Mas não quis levar porrada, preferiu esquivar-se, e saltar o tempo todo.
E essa táctica deixa sempre espaço aberto para algumas interpretações. E normalmente ninguém aprecia muito quem se furta à luta. Há quem perdoe os quem o fazem por não poder. Por não querer, é mais difícil haver quem perdoe!
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