
Ontem foi dia de um jogo só. Também para a Taça, mas agora o que conta é este campeonato.
PS e Bloco protagonizaram o único jogo do dia, que se previa quentinho. E foi!
Ambos jogaram ao ataque, mas sempre com muitas cautelas. Visíveis no jogo de António Costa, bem menos mandado para a frente que no jogo com Jerónimo de Sousa, agora fora do campeonato (na verdade, o seu, já era um mini-campeonato) para uma intervenção cirúrgica de urgência às carótidas. E, no de Catarina Martins, a travar ímpetos expostos em jogos anteriores, e a ter de contornar uns "obstáculos".
António Costa, naquele seu jeito meio trapalhão de conduzir a bola - "vamos lá ver": a comer palavras como quem come metros de relva em posse- -, foi procurando empurrar a adversária para ... a esquerda, tentando destapar-lhe um flanco radical que lhe permitisse entrar pelos seus territórios menos protegida, que basculam de eleição para eleição. Um espaço num território de "500 mil votos" que poderá ficar "livre".
Catarina Martins, com um jogo mais directo, sem grandes trocas de bola, tentou manter António Costa lá atrás, destapando-lhe alguma inconsistência. Manteve o jogo directo sem nunca o deixar partir, e esse talvez tenha sido o seu maior mérito. Mas isso teve um preço. As cautelas para evitar que o jogo partisse limitaram-lhe a eficácia no contra-ataque, acabando por nunca o explorar após cada uma das sucessivas jogadas de ataque de Costa construídas a partir do chumbo do orçamento. E foi aí que saiu mais penalizada.
As jogadas de construção, de ataque continuado, de Costa obedecem sempre à matriz do chumbo do orçamento. E a verdade é que, de tão treinadas, e de tão sistematizadas na matriz do seu jogo, resultam. É um pouco parecido com o Sporting de Rúben Amorim - os adversários sabem que joga sempre assim, mas nunca acertam no antídoto.
Catarina Martins seria até quem tinha mais antídotos - a recuperação de algumas pensões penalizadas versus a sustentabilidade da Segurança Social, e as cativações orçamentais, eram os mais fortes - mas, ao não conseguir aplicá-los com eficácia, acabou colhida pelo rolo-compressor do chumbo do orçamento.
E, de um jogo que teve muito mais "fel" do que "mel", ficou a certeza que muito dificilmente estes jogadores voltarão a partilhar o balneário!
na final o COSTA sera o campeao.. o partido social ja deu provas desde o 25 de abril que e o unico que governa portugal melhor do que outros todos juntos..CARREGA PS...
ResponderEliminarhttps://poligrafo.sapo.pt/politica/artigos/antonio-costa-vs-catarina-martins-quem-faltou-mais-a-verdade-no-frente-a-frente
ResponderEliminarCatarina Martins disse sempre a verdade. António Costa disse três mentiras e uma imprecisão. No campeonato da verdade, é Catarina Martins que está a ganhar. Não só consegue dizer sempre a verdade como ainda coloca os adversários a mentir.
Costa? Cansado, patético a roçar a senilidade.
ResponderEliminarCatarina? Hipócrita, convencida absolutamente fora de validade.
E também não faltam provas da infinita estupidez humana. Esta é só mais uma.
ResponderEliminarCatarina não faltou à verdade nem uma vez durante o debate. Aceita que dói menos.
ResponderEliminarMuito bem observado esse "pormenor" do recurso sistemático à mentira por parte de uns, por contraste com a honestidade da Catarina Martins.
ResponderEliminarEm 2016 Costa prometeu médico de família para todos. Mentiu. E de cada vez que recusava reforço do SNS como pretendido pela Esquerda, a mentira ficava maior. Hoje há mais gente sem médico de família do que antes de Costa tomar posse.
Por falar em posse, ele hoje mente ao dizer que é preciso maioria absoluta para ter estabilidade e que a Geringonça foi sua iniciativa, quando todos sabemos que a iniciativa veio da Esquerda, sem a qual Costa NUNCA teria sido 1ºMinistro, e sabemos também que foi o governo minoritário mais estável da história da Democracia Portuguesa graças à Esquerda. Foi estável também por mérito de Cavaco, diga-se, que nestes assuntos de cumprir as regras bate Marcelo por goleada.
Depois temos a mentira do ex-BES, ou Novo Banco, que "tinha de ser" privatizado, dando-o a um fundo abutre offshore, para depois ainda lhe passar um cheque de 4 mil milhões de €. O BE sempre disse que manter nacionalizado ficava mais barato no médio prazo, e teria melhor controlo/escrutínio. Hoje enquanto a LoneStar conta os milhões no seu bolso, e Ramalho recebe chorudos prémios de "produtividade", já sabemos todos do que se passou graças às escutas a Vieira. Imagine-se agora isso multiplicado por cada um dos devedores do banco... FOMOS ROUBADOS, e Costa foi cúmplice!
Por falar em Vieira, quem é que fazia parte da sua comissão de honra? Pois é, nestes casos os vigaristas andam sempre de mãos dadas com os mentirosos. Como é que os portugueses continuam a votar na mesma gente, é coisa que nunca conseguirei entender.
Vamos depois às execuções orçamentais, mais uma mentira de Costa, partilhada por Centeno e Leão, e desta vez uma mentira que viola a lei (orçamental) e tem graves custos para o país: Portugal é dos países da UE que mais perdeu com a pandemia (o agora anunciado "crescimento elevado" nada mais é que a recuperação dessa queda), e com o investimento cativado (que nos coloca no ÚLTIMO lugar da UE no investimento público) não é de admirar que continuemos também na cauda da Europa quando se calcula o PIB. Não há milagres. Para uns colarem cartazes à beira da estrada a dizer "défice zero", foi preciso que outros continuassem sem obras para SANEAMENTO BÁSICO.
Por falar em obras, vamos ao Aeroporto, um desastre ambiental, num local que ficará debaixo de água daqui a alguns anos, em rota de colisão com as aves do estuário do Tejo, e a solução mais barata para a Vinci. Sim, porque nesta "modernice" de tudo privatizar e liberalizar, agora quem escolhe o local de infraestruturas estratégicas não é o Estado (o governo ou o parlamento em nome de todos nós), mas sim uma empresa francesa que, depois de ter o retorno do investimento no curto prazo, irá embora e deixa-nos com um aeroporto debaixo de água...
Por falar em meter água, o Cabrita. Neste parágrafo nem era preciso desenvolver, toda a gente sabe a vergonha que foi. Agora pode ser constituído arguido no caso do atropelamento. Foi o SEF. Foram as golas inflamáveis, foi o desrespeito e mentira nas suas comunicações. Foi tudo. Mas só saiu do governo por causa das eleições, para não prejudicar o seu querido partido. Se a vergonha matasse...
Por falar em vergonha, a mentira descarada que é o chumbo do orçamento já deu muito trabalho ao Polígrafo. Mas já todos sabemos uma coisa: um governo que recusa acordos escritos com o BE, recusa negociar um salário mínimo acima de 705€ (num ano de esperada inflação record que depressa comerá o aumento já feito), e recusa negociar com o PSD, tendo apenas aprovação dos que assinam de cruz (PAN, Livre), é um governo que nunca teve intenção de chegar ao fim da legislatura. Se não fosse a pandemia, se calhar até tinham tentado esta farsa mais cedo.
Por falar em ser cedo, é cedo para deitar foguetes como o rosinha Eduardo Louro fez. Tirando os mais fanáticos do PS, já ninguém cai nas mentiras desse partido. Todos fora d
estou a ouvir o debate costa -rio. Espero depois ler o seu relato. Entretanto parabens a si e tambem ao sapo que nos aproxima deste.
ResponderEliminarE agora vou ler este post.
pois é, nesta lógica, é incrivel como nao acertam no antidoto.
ResponderEliminarMas nao faz mal, se calhar nao desejam o mesmo...balneario.