
À beira de completar a segunda semana a guerra continua. Trágica e implacável, sem tréguas. As negociações em que nada se negoceia vão-se sucedendo, agora à volta do estabelecimento de cordões humanitários que nunca ganham forma. Ou que ganham formas bizarras, como a última - ontem - com o comando russo a traçar quatro com rotas com destino na Bielorrússia e na própria Rússia. Ou com o desaparecimento de um dos negociadores ucranianos, o banqueiro Denys Kireev, morto depois de participar na primeira ronda de negociações. Oficialmente morto “durante o desempenho de tarefas especiais”, e até sugerido como mais um herói nacional, mas que a imprensa ucraniana dá como espião russo infiltrado nas negociações.
Tudo aponta para que a guerra esteja às portas do impasse. Não tanto pela resistência ucraniana que, diz-se, ao contrário do que naturalmente os ucranianos farão passar, já não tem muito por onde resistir. Mas pelo que já resistiu, que já mostrou a Moscovo que, ganha a guerra da invasão, nunca ganhará a da ocupação.
Este será talvez o momento mais decisivo desta guerra. Putin, por mais tresloucado que possa estar, saberá agora que a ocupação da Ucrânia é tarefa impossível, de pouco lhe servindo tomar Kiev. Mas também não pode simplesmente sair de "mãos a abanar", pelo que acredito que esteja a chegar a (nova) hora da diplomacia internacional. Que para tanto haja engenho e arte!
Trump, como se sabe bem próximo de Putin, não terá tais talentos. Mas não deixa de ter uma solução, como se viu no passado sábado, num congresso do Partido Republicano: bombardear a Rússia com caças americanos disfarçados de chineses. Tudo muito simples - basta colocar a bandeira chinesa nos F22 e bombardear toda a Rússia. Depois é só dizer que "foi a China, não fomos nós". "Então eles começam a lutar e nós a assistir".
Diz o Expresso, de onde vem esta notícia, que deixou a plateia a rir... Fazer rir também é uma arte, mesmo que com pouco engenho.
Denys Kireev era um oligarca ucraniano que na verdade era um oligarca russo...
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