domingo, 10 de abril de 2022

Há 10 anos

O retrovisor da vida: olhando para trás e vendo coisas boas


E a jornada que tudo decidia… tudo decidiu!


O Porto ganhou … ao Braga e o Benfica perdeu o dérbi. Ponto final nas contas do título!


O Benfica perdeu – mais uma vez – um jogo que não podia perder. Que não podia perder porque perdeu treze pontos nos últimos jogos… Mais de metade dos que estavam em disputa! Porque, chegada a altura das grandes decisões, este Benfica de Jesus, tão brilhante na maioria na maioria da época, oscila! Vai-se abaixo e … deixa-se ir abaixo.


Este dérbi, que afastou finalmente o Benfica do título, foi claramente marcado pela ausência - e que falta fez - de Aimar. A equipa até entrou bem no jogo, como se costuma dizer, dominando os primeiros dez minutos. Depois foi um Benfica com muita bola – não me lembro de um jogo destes com tanta superioridade de posse de bola, o dobro da do Sporting – mas sem saber o que fazer com ela. O Sporting, com pouca bola, criou muitas mais oportunidades de golo e, quando a teve, jogou-a muito melhor. Daí que tenha justificado perfeitamente a vitória. Porque o jogo foi o que foi e não o que poderia ter sido!


E poderia ter sido diferente, não fosse mais uma arbitragem deplorável. Que esteve mal em todos os capítulos, também no disciplinar, e que não marcou um penalty – logo no primeiro minuto – a favor do Benfica e marcou o que acabou por ditar o resultado, que não existiu. O que poderia ter feito com que fosse o Polga a ser expulso e não o Luisão. Como não compete ao árbitro escrever direito, porque será sempre por linhas tortas, a vitória do Sporting fica manchada. E a derrota do Benfica, e o seu afastamento do título, fica, mais uma vez, agarrada a erros grosseiros de arbitragem!


Mas, repete-se, no jogo que acabou por acontecer, o Benfica não jogou o que necessitava de ter jogado. O que se exigia que jogasse, mesmo com as atenuantes do desgaste do jogo com o Chelsea, com uma derrota – essa sim imerecida – que ditou o afastamento das meias-finais da Champions, e o esforço adicional de uma hora a jogar com dez. Apenas Artur, e vá lá, Witsel, estiveram à altura do que se exigia.


Também Jorge Jesus não esteve bem, e não foi apenas por ter sido claramente suplantado pela estratégia de Sá Pinto, com um bloco baixo, muita agressividade sobre a bola e sobre o adversário, com muitas faltas: o dobro das faltas do Benfica (as assinaladas, porque outras tantas ficaram por marcar). Apostou em Rodrigo – que Bruno Alves arrumou para o resto da época – para fazer de Aimar, quando seria mais avisado se tivesse optado por Gaitan, ou mesmo por Bruno César. Apostou na motivação extra de Djalo, mas aquilo não era exactamente um jogo de apostas da Bwin. Apenas resultou em mais confusão: na direita, no centro, por todo o lado. Nem com motivação extra lá vai… Não há milagres!

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